No Rio Grande do Sul, estaleiro demite mais de 3 mil funcionários

Jornal GGN – Nesta segunda-feira, a Ecovix demitiu 3.200 trabalhadores no pólo naval de Rio Grande (RS), 71% do quadro total de funcionários da empresa na cidade. Especializada em construções oceânicas,a Ecovix pertence à Engevix, empresa denunciada e punida na Operação Lava Jato.

Sadi Machado, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José, criticou a empresa e disse que as demissões foram uma “atitude covarde”. Desde julho de 2015, cerca de 2 mil trabalhadores foram demitidos da empresa.

Machado se preocupa com o impacto que as desligamento terão na região. Ele afirma que o pólo de Rio Grande já teve 24 mil trabalhadores, sendo que a Ecovix tinha em torno de 81 mil metalúrgicos, número reduzido para 40 mil.

“É um desmonte. Estão acabando com o setor que faz o Brasil crescer, que movimenta o país”, diz o sindicalista. “Nossa primeira medida agora é garantir que todos os direitos destes trabalhadores sejam respeitados. O pagamento da rescisão dos contratos, do FGTS. Neste momento, vamos concentrar nisso”, afirmou.

A Ecovix tem dívidas de mais de R$ 6 bilhões com a Petrobras, e anunciou que entrará em recuperação judicial ainda este mês. Segundo o jornal o Estado de S. Paulo, mais de 600 credores entraram com pedidos de falência na comarca de Rio Grande.

A estatal rescindiu o contrato que tinha com o estaleiro, que, a princípio, previa a entrega de oito casos de plataformas FPSO por US$ 3,5 bilhões. Três foram concluídas.

Os trabalhadores da empresa em Rio Grande tiveram seus salários atrasados em setembro, depois que uma decisão da Justiça bloqueou as contas da empresa em razão de investigações da Operação Greenfield, da Polícia Federal. A operação apura fraudes em fundos de pensão das estatais, sendo que o Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômico Federal, é um dos sócios da Ecovix.

 

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7 comentários

  1. Nenhuma novidade. Todas as

    Nenhuma novidade. Todas as empresas atingidas pela Lava Jato estão em fase de encolhimento total, liquidação de ativos

    ou recuperação judicial. A Camargo Correa vendeu sua joia da coroa, a CPFL para os chineses e a São Paulo Alpargatas

    para a JBS, as demais estão com os ativos à venda. Derrubaram a casa para pegar o rato no telhado.

  2. O plano de articulação e equipamento da Marinha do Brasil…

    O plano de articulação e equipamento da Marinha do Brasil possui uma demanda de centenas de embarcações que vão desde gigantescos Porta-Aviões com mais de 50.000 toneladas até pequenas embarcações. Neste plano existe uma demanda para a aquisição de 46 lanchas patrulhas de 500 toneladas desenvolvidas pela própria Marinha. Só com a aquisição dessas pequenas embarcações praticamente todos os estaleiros brasileiros seriam contemplados.

    Não precisa ser nenhum gênio para preservar a nossa indústria naval e seus respectivos empregos basta um mínimo de bom senso. 

    • o plano….

      Entenderam para que nacionalismo? Entenderam para que empresas genuinamente nacionais? Tudo bem medido como tudo na vida. Vocês acham que as multinacionais que estão levando nossas empresas (e muitas que já estão aqui há décadas) fabricarão seus produtos no nosso país ou na sua sede? Com tecnologia, cabeças e mão de obra brasileira ou de seus patricios?  Adeus empresas. Adeus empregos. E empregos de alta qualificação, de alta especialização, adeus royalties, licenças e patentes. Bem vindos atraso e inocência. Aqui realmente parece ser sua terra. Mas sempre nos sobrarão empregos braçais, de vigilância, limpeza  e portaria. (são importantes mas vocês entenderam)  

    • Foram 46……da Classe Macaé

         Em 2.009 reduzidos para 27 unidades, contratadas 06 , 2 entregues + 1 em avaliação, e das 3 ainda em construção no estaleiro falido do Grupo Synegy ( EISA – RJ ), niguem tem idéia de quando serão entregues, e detalhe : As Macaé de 500 toneladas não foram desenvolvidas pela MB, mas sim pelo estaleiro francês CMN para exportação de “projeto”, conhecidas no meio naval como ” Classe Vigilante ” , as ” Macaé ” são tecnicamente ” Vigilante CL 54 “, e cada vez que uma é incorporada a frota da MB, o estaleiro francês recebe um percentual pela ” Licença de uso do projeto “( Contrato no 45000/2008-004/00 ).

          Quanto a PAEMB não existe dinheiro nem para adquirir um bote, nem mesmo para recueprar as instalações do AMRJ, ou dos navios que lá estão encostados, alem de que retrofitar estaleiros destinados a embarcações civis, mesmo complexas como as FPSO, em estaleiros para embarcações militares, seria necessário uma montanha de dinheiro.

  3. Industria Naval

       Acabou, simples assim, e o “prejuizo” será grande, multas e compensações deverão ser negociadas, principalmente com os fornecedores externos e seus financiadores, tanto que o 1o Ministro japonês deu uma prensa em Temer referente aos futuros prejuizos das industrias e estaleiros japoneses, quanto a esta “parada” da industria de montagem naval brasileira.

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