O Brasil despejado do BID

Enviado por: Andre Araujo

O Banco Interamericano de Desenvolvimento foi criado por inspiração do Presidente do Brasil, Juscelino Kubitscheck a partir de uma ação diplomática idealizada por Augusto Frederico Schimidt, a Operação Panamericana.

O BID tem portanto as impressões digitais do Brasil. Ou melhor tinha.

Depois de três Presidentes com perfil de estadista, que equilibravam o complexo xadrez egional, o BID caiu nas mãos de um títere de Washington, o ex-Embaixador da Colombia nos EUA, Luis Alberto Moreno. O Brasil teve um bom candidato na pessoa de João Sayad, que perdeu por pouco, considerando o apoio dos EUA a Moreno, o voto americano corresponde sòzinho a 30%.

Moreno é um colombiano nascido na Filadelfia, totalmente americanizado e foi premiado com o apoio americano na eleição porque foi ele o idealizador e implementador do Plano Colombia, um projeto que despejou 5 bilhões de dólares em auxilio militar àquele País, colocando-o na prática sob dependência dos EUA. Pelos serviços prestados a Washington Moreno foi premiado com o BID, e o Brasil foi muito prejudicado com essa manobra. Explica-se: o Brasil tradicionalmente tem o 3º cargo do Banco, a Vice-Presidência de Finanças e Administração, que foi ocupada neste Governo por João Sayad e depois por Joaquim Levy. Este, prestando um desserviço ao Brasil, largou o cargo após 6 meses para ser Secretário da Fazendo do Governo Sergio Cabral no Rio. Moreno aproveitou a mancada e tirou do Brasil, pela 1ª vez na história do BID, a vaga que sempre foi de um brasileiro. Colocou lá um mexicano, Carlos Hurtado. Mas pior ainda, hoje o Brasil não tem ninguem não só na cúpula mas tambem nas gerências.

São 8 americanos, 2 colombianos, 2 espanhois, 1 chileno, 1 argentino, 1 canadense, 1 peruano e 1 guianense. Mais ainda. Moreno inventou agora mais tres vice-presidências, alem das duas tradicionais. E disse que vai colocar nesses novoc cargos elementos selecionados por uma consultoria de seleção. É sabido que muitos desses processos de seleção apenas legitimam a escolha pessoal de quem contrata a seleção. É truque velho. Alem disso, é um processo descabido em uma instituição multilateral, onde os cargos de cúpula refletem um critério politico e geográfico, assim é no FMI, Banco Mundial, Banco Europeu de Desenvolvimento, etc.

Moreno é um carreirista forjado nos salões de Washington, no mesmo circuito que criou o famoso Goni Sanchez de Losada, o Presidente da Bolivia que mal falava espanhol e que foi o incubador da reação que gerou Evo Morales.

Moreno e sua esposa Graziela são os reis das festas e coqueteis da cpital americana, ela tendo publicado um livro de decoração (muito bonito) luxuoso com o interior de todas as grandes embaixadas de Washington.

Moreno foi inventado no Departamento de Estado e de lá tira sua força, despejou literalmente o Brasil do BID.

Não se conhece nenhuma reação do Governo Brasileiro, que plàcidamente é posto para fora de uma Insittuição que tem tudo a ver com o Brasil.

Onde está a diplomacia pró-ativa e independente de que se orgulha este Governo?

O bloco do Brasil tem quase 11% do capital, assim como a Argentina, que tem tambem 11%.

Não deve nada ao banco e tem legitimidade para não deixar que se transforme o BID em um clube de amigos de Luis Moreno.

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