O inacreditável grupo de conjuntura do IPEA

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, Paulo Levy, diretor do inacreditável Grupo de Conjuntura do IPEA, diz que as simulações do instituto foram mal interpretadas. O que fizeram foi mostrar trajetórias sustentadas de desenvolvimento levando em conta o fator investimento.

São os cabeções-dos-grandes-agregados de sempre. Nos anos 80, Porto Primavera custou US$ 10 bilhões, e não gerou um kw/h de energia. Nas estatísticas esse desperdício monumental foi considerado investimento. O grande milagre italiano dos anos 80 e 90 foi feito em cima da organização dos chamados “clusters” empresariais (pequenas empresas reunidas em torno de objetivos comuns de produzir e exportar), com inovações em design, modelos de venda, modelos de articulação da produção, que em nada impactaram os indicadores de investimento. Eles ficaram paradinhos da silva na Itália daquele tempo, enquanto o PIB deslanchava. As correlações entre investimento e crescimento foram completamente revistas. Mas, para os cabeções nossos o que vale é o número frio de investimento.

Hoje em dia, nenhum economista minimamente informado vai deixar de incluir educação, tecnologia, inovação como pilares de desenvolvimento. Na contabilidade dos cabeções, esses investimentos são incluídos na categoria de despesas públicas.

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