O legado de Friedman

Enviado por: vinicius +

Inquestionável é o reducionismo e a leveza com que se trata do assunto. Quer dizer então que a gestão do Bacen no período do Franco, por exemplo, e que não foi curto, seguia exatamente a doutrina de Chicago? O período citado é o que mais se distancia das idéias de Friedman, mas de forma geral os dirigentes do Bacen têm um poder inadmissível no pensamento desse liberal.

Não importa que expoentes da escola austríaca como Hayek e Von Misses o tenham precedido. Friedman foi quem tratou a liberdade com mais clareza e simplicidade, alertou para o equívoco da política monetária dos anos 60, e persuadiu estadistas a adotarem medidas das quais se colhe os frutos hoje, como na Inglaterra, no Chile, e no seu próprio país. É pouco?

Enviado por: marco aurélio garcia +

1) CAPITALISMO E LIBERDADE – Milton Friedan, 1962, edição de 1982. Um livro pequeno, aparentemente despretencioso, de leitura fácil, até para não economistas. São apenas 180 páginas. Um resumo dos assuntos (para provar que suas idéias não se resumiram a moeda):

1) Relação entre liberdade econômica e liberdade política;

2) Papel do governo numa sociedade livre;

3) Controle do dinheiro (normas em vez de autoridade);

4) Taxas de câmbio flutuante como solução do mercado livre;

5) Política fiscal;

6) Papel do governo na educação;

7) Capitalismo e discriminação;

8) Monopólio e responsabilidade social do capital e do trabalho;

8) Licenciamento ocupacional;

9) Distribuição de renda;

10) Medidas para o bem estar social;

11) Problema da pobreza.

2) Friedan foi mais do que um economista, foi um pensador. Sua defesa da economia de mercado, de mercados competitivos, o respeito aos contratos privados, a descentralização dos gastos públicos (o que pode ser feito pelos municípios não deve ser feito pela união, etc). Prega que devemos evitar o fortalecimento do governo federal (a preservação da liberdade é a principal razão para a limitação e descentralização do poder). A idéia de capitalismo competitivo, de defesa de um mercado livre, de um sistema de liberdade como condição necessária à liberdade política.

SUAS IDÉIAS DE LIBERDADE SÃO MAIS BEM DEFENDIDAS DO QUE SEU CAPÍTULO SOBRE MOEDA (que é modesto).

Enviado por: andre araujo

Pessoal, menos.

A influência de Friedman na politica monetária americana foi por um curto espaço de tempo, na gestão Volcker no Fed, de 79 a 86, mas já em 82 Volcker pulou fora do monetarismo, que estava afundando a economia americana,numa nova recessão, embora tivesse debelado a inflação do Governo Carter. Quanto ao conjunto da obra, recomendo ler The Lost Prophets, de Alfred Malabre Jr,da Editora Harvard University Press, no capitulo 5, Ascensão e Queda do Monetarismo , onde a parte final dá bem qual foi o testamento dessa doutrina. O nome da parte é O Desastre. A partir de 82 e atravessando toda a gestão de Alan Greenspan nos 14 anos que incluiram o Governo Clinton, o monetarismo e seu receituário foi inteiramente abondonado pelo Fed, o que gerou o mais longo ciclo de crescimento economico da história americana.

Quanto ao legado ideológico do livre mercado, a que se refere o artigo, teve inegável importância, positiva para os que rezam por esse credo e altamente negativa para os que o refutam.

Quanto à influência no Chile, foi importante nos primeiros três anos do Governo Pinochet, quando Friedman foi consultor contratado. Houve então um estouro do endividamente externo por parte dos cinco grupos Pirañas, que tinham comprado as 800 firmas privatizadas seguindo a receita do consultor, tendo Pinochet revertido por completo a politica economica com a queda do Ministro da Fazenda Sergio de Castro e introduzindo medidas de controle da conta capital, com as quarentenas de entrada e saida, tudo absolutamente anti-Friedman, que proporcionaram o relançamento da economia chilena, já fora da influência do guru de Chicago e é essa a economia chilena que deslanchou.

Na Inglaterra a influência de Friedman foi realmente grande no Governo Thatcher mas que durou enquanto a Dama de Ferro durou. Hoje a avalianção desse periodo está sob severo julgamento dos ingleses, cujo símbolo e a decadência politica e pessoal da Senhora Thatcher, personagem pouco admirada no seu próprio Partido Conservador, que dirá do País.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora