O menor desemprego da história

Da Folha.com

Mercado absorveu todos que procuraram emprego em setembro, diz IBGE 

PEDRO SOARES
DO RIO

A queda da taxa de desemprego de agosto para setembro foi provocada pela maior oferta de postos de trabalho, gerados em número suficiente para fazer frente à procura por uma nova colocação, segundo o IBGE.

De um mês para o outro, foram criadas 147 mil vagas, mais do que o crescimento do número de pessoas ocupadas (120 mil). Ou seja, todos que procuraram emprego (condição para ser classificado como desocupado) foram absorvidos pelo mercado de trabalho. 

Em setembro, a taxa caiu para 6,2%, menor patamar da série histórica do IBGE iniciada em março de 2002. Em agosto, havia sido de 6,7%, menor marca até então.

Houv”Houve, de fato, um aumento expressivo da ocupação, que permitiu a queda da taxa de desemprego. Isso é reflexo do cenário econômico favorável, que se traduz na geração de postos de trabalho”, disse Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

Percentualmente, a ocupação subiu 0,7% de agosto para setembro, enquanto o número de pessoas desocupadas caiu 7,5%.

No intervalo de um ano (setembro de 2009 a setembro de 2010), foram abertas 762 mil vagas –alta de 3,5%. Já a desocupação cedeu 17,7% –ou 319 mil pessoas a menos procurando trabalho.

FORMALIZAÇÃO

Para Azeredo Pereira, outro ganho proporcionado pelo crescimento da economia é o maior nível de formalização do mercado de trabalho.

De agosto para setembro, o contingente de trabalhadores formais cresceu 1% –ou alta de 103 mil pessoas ocupadas. Já ante setembro de 2009, houve expansão de 8,6% (816 mil pessoas).

Por outro lado, caiu o total de trabalhadores sem carteira (-0,9%) em relação a agosto. Já o grupo dos sem carteira subiu 0,9% na mesma base de comparação. Na comparação com setembro de 2009, esses contingentes registraram queda de 0,1% e 1,2%, respectivamente.

Ao observar a evolução do rendimento em cada um desses contingentes, Azeredo Pereira afirma que restaram apenas no mercado de trabalho os postos de trabalho informais “de melhor qualidade” –ou seja, com renda maior. “Os com rendimento mais baixo ou saíram do mercado ou arrumaram uma ocupação formal.”

Na média, a alta 1,3% do rendimento médio do trabalhador de agosto para setembro, diz o gerente do IBGE, também foi fruto do maior dinamismo da economia. Também pesou, avalia, a inflação sob controle. 

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