O pensamento alternativo de Sicsu

Um amplo levantamento sobre as políticas alternativas, a essa de apreciação do câmbio, pode-se encontrar em “Emprego, Juros e Câmbio – Finanças Globais e Desemprego”, de João Sicsu, especialmente o capítulo “A liberalização financeira brasileira”, e a transformação de realidades nacionais em meros “mercados”.

Passa pela regulamentação do câmbio flutuante em 1988, pela desfiguração das contas CC-5, tendo como base o relatório do TCU sobre a movimentação desses recursos.

O capítulo identifica também os principais argumentos em favor da liberalização financeira, como a idéia de que as normas cambiais são inadequadas porque antigas, atropelando a visão de que antiguidade pode também significar estabilidade de regras.

Questiona também o argumento de que controles administrativos ressuscitariam o mercado negro. Hoje em dia, mesmo operações ilícitas têm preferido os canais legais, já que o negro é quantitativamente limitado.

Outro argumento debatido no capítulo é a idéia de que se deveria aprofundar a liberalização financeira para reduzir custos. O suposto “discrecionarismo” do BC significaria custos adicionais na captação. Sicsu rebate com outro “custo” não computado pelos defensores da liberalização: o das altas taxas de juros do BC, que em qualquer mercado são sinal de risco. Ou seja é a política de juros, criando vulnerabilidades, que aumenta a percepção de risco regulatório.

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