OGP divulga resultados financeiros; lucro líquido atinge R$ 213 milhões

Sugerido por Roberto São Paulo

 

Mensagem da Administração

“O desempenho da OGPar no primeiro trimestre de 2014 mostra uma Companhia em recuperação nos aspectos operacionais e de geração de caixa.

O campo de Tubarão Martelo, que iniciou suas atividades em dezembro do ano passado, produziu uma média diária de 11 mil barris no primeiro trimestre de 2014 e a produção total nesse campo alcançou a marca de 967 mil barris no mesmo período.

O campo de Tubarão Azul, que retornou suas atividades em fevereiro deste ano, produziu uma média diária de 4,2 mil barris no primeiro trimestre e a produção total nesse campo alcançou a marca de 246 mil barris de óleo.

Os fatores acima, e os resultados financeiros de variação cambial líquido de R$ 173 milhões, contribuíram para que a OGPar registrasse lucro líquido de R$213 milhões no primeiro trimestre de 2014, contra um prejuízo de R$805 milhões no mesmo período do ano passado.

Ainda no 1T14, a Companhia efetuou pagamentos de aproximadamente R$214 milhões ao consórcio do bloco BS-4, utilizando-se de recursos provenientes das operações da OGPar e dos empréstimos obtidos junto aos seus principais credores. Posteriormente, foi divulgado que os testes iniciais no campo de Atlanta apresentaram resultados promissores, apontando para a produção do primeiro óleo no final de 2015 ou no início de 2016.

A Companhia continua focada na sua reestruturação financeira e em receber a aprovação para a solução de suas dívidas na Assembleia Geral de Credores a ser realizada no início de junho. Dos novos recursos previstos no plano de recuperação, US$125 milhões já foram aportados por meio de um financiamento DIP (“Debtor in Possession”). Adicionalmente estão previstos US$90 milhões, que serão recebidos assim que o plano for aprovado. Esses recursos serão convertidos em capital, assim como as demais dívidas.”

Anexo 01 – Resultado líquido

No primeiro trimestre de 2014 a Companhia apurou um lucro líquido de R$ 213 milhões, em comparação ao prejuízo de R$ 805 milhões no mesmo período do ano anterior. Esse resultado decorre, sobretudo: (i) de um portfólio de produção atualmente focado em Tubarão Martelo, que encerrou o trimestre com dois poços produzindo e gerou um EBITDA de R$ 66 milhões, correspondente a 36% da receita líquida do projeto; (ii) da retomada, em fevereiro de 2014, da produção em Tubarão Azul, que contribuiu com um EBITDA de R$ 12 milhões ou 32% da receita líquida desse ativo; (iii) da redução de 58% nas despesas de exploração, que atualmente conta com um portfólio renovado pelos blocos adquiridos na 11a Rodada e pela devolução de áreas subcomerciais nas Bacias de Santos e Campos; (iv) da redução de 17% nas despesas gerais e administrativas, com um headcount mais enxuto e adequado à atual dimensão da Companhia; (v) da receita de variação cambial, sobretudo não realizada, de R$ 420 milhões; cujos impactos foram parcialmente compensados pela (vi) despesa financeira líquida de R$ 247 milhões, oriunda, na maior parte, dos juros dos senior unsecured notes (bonds), que serão convertidos em capital se o plano de recuperação judicial da Companhia for aprovado; (vii) Ganho contábil associado ao aumento de capital da Parnaíba Gás Natural no montante de R$ 44 milhões.

 

Anexo 02 – Receita de Vendas

 

A receita de vendas realizadas pela Companhia ao longo do 1T14 totalizou R$ 221 milhões, correspondente às vendas de 1,023 milhão de barris de óleo no período.

 

anexo3 – Produção da Bacia de Santos

Desenvolvimento dos Campos de Atlanta e Oliva (“BS-4”)

Conforme Fato Relevante divulgado pela operadora QGEP S/A em fevereiro de 2014, o primeiro poço horizontal do Campo de Atlanta (7-ATL-2HP-RJS) já foi perfurado e testado. O Teste de Formação a Poço Revestido (TFR) foi realizado com bomba centrífuga submersa submarina de baixa capacidade, em dois períodos de fluxo, tendo sido obtidas vazões de 1.250 barris de óleo por dia (bopd) e mais de 5.000 bopd, respectivamente, confirmando Índice de Produtividade (IP) superior ao estimado nos estudos realizados. Esses resultados indicam que a vazão do poço em condições normais de produção poderá ficar próxima ao limite superior do intervalo previsto de 6.000-12.000 bopd.

Posteriormente foi informado ainda que a produtividade do segundo poço horizontal (7-ATL-3H-RJS), recentemente concluído e testado, é superior à observada no primeiro. Neste segundo poço foi avaliada a colocação da bomba centrífuga submersa submarina no leito marinho como alternativa à colocação no fundo do poço, o que apresenta potencial para redução significativa de custos operacionais. Também encontra-se em andamento, com previsão de término para o terceiro trimestre de 2014, a licitação para um FPSO para dois cenários e considerando diferentes capacidades de produção: Sistema de Produção Antecipada (SPA), que permitirá a aceleração da entrada em produção do campo ou Sistema Definitivo (SD). Segundo a operadora, o primeiro óleo de Atlanta em ambos os cenários é esperado para o final de 2015 ou início de 2016.

Vale ressaltar que, em função dos resultados obtidos até o momento e de acordo com Fato Relevante divulgado pela operadora em maio de 2014, as reservas de Atlanta certificadas como provadas (1P) e prováveis (2P) são respectivamente de 147 milhões e 191 milhões barris de óleo.

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2 comentários

  1. OGP

    Roberto,

    De acordo com os dados apresentados para o 1º tri de 2014, somente as reservas comprovadas de Atlanta, 147 boe, oferecem um lucro de aproximadamente R$ 30 bi, mais de 13 bi de dólares.

    Teve site econômico que considerou o resultado bom, mas ruim. Bastou Eike Batita sair para tudo passar a dar certo, até petróleo passou a jorrar, o cara é um mágico.

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