Os alimentos e a inflação, por Rui Daher, em CartaCapital

Os alimentos e a inflação, por Rui Daher

em CartaCapital

(Para o GGN)

Sempre que escrevo para CartaCapital gosto de republicar no GGN, principalmente, embora pequena, pela recíproca explícita nos comentários. Sem isso nunca aprenderia a melhor escrever (Zé Sérgio, pode continuar mandando o pau). O artigo abaixo, que publiquei ontem em CartaCapital, pode receber 3 “likes”, assim como o anterior recebeu 3 mil. Sabe-se lá, como se isso significasse alguma coisa. Caso é que em nossas mesas chegam, diariamente, alimentos produzidos em pequenas propriedades, tecnificadas até onde seus bolsos alcançam, e que alimentam elite e miséria.

Sei por que ando, vejo e ouço, o que não sei é quanto tempo Darcy e Trotsky deixarão isso durar. Fora aquele 1% que vai a restaurantes de luxo, desafora desatentos manobristas que maltratam SUVs, e os seguidores de Doriana Júnior ou Jair Bolsonaro como soluções para manter a Federação de Corporações intacta, os demais perderam direito ao consumo, essencial ou conspícuo, não importa.

Jornalista fosse de alguma folha ou tela cotidiana do mainstream midiático, juro, de pés juntos, sem figa nos dedos, cairia forae iria morrer de fome, mas não passaria vergonha. Pior, seria passar sede por falta de uma salineira ou paraibinha de 52 graus.

Sem papas na língua: foderam o Brasil na maior bandeja com que poderíamos serví-los. Passaram anos tentando nos pegar de jeito. Não conseguiram. Elocubremos, pois, lendo os maravilhosos textos aqui postados, simulacros da série Ludus (Primus, Secundus, Tertius e Quartus- editora Selbach, 1922, Padre Milton Valente) que recebíamos como instrução no ginasial.

Não foram poucas as vezes que eu e Darcy, lendo aqui textos de destaque, nos divertimos traduzindo-os para o latim.

Ora, ora, e mais não digo. Tragam-me logo um Sivuca para “tocar” o Brasil. 

(Para CartaCapital)

Esquisitão o comportamento do clima nas principais regiões produtoras agrícolas, não? Caboclos, campesinos e sertanejos apreensivos. Também os barões da “agricultura empresarial”, seja lá o que a idiotia em folhas e telas cotidianas queira dizer com o termo. Seria somente para diferenciar da agricultura familiar? Ah, mas muitas grandes empresas agrícolas não são ou se formaram de núcleos familiares? Vejam os laterais Joesley e Wesley. Não fizeram voltar ao comando Zé Mineiro, o patriarca e fundador do grupo Batista?

Ora, ora, apesar de viverem e morrerem com um século de diferença, Adam Smith (1723-1790) e Karl Marx (1816-1883), pudessem ter-se sentado num pub de Edimburgo para um “pint”, concordariam que a produção de mercadorias, depois de cobrir as necessidades primárias, leva o excedente às trocas, dada a elas valoração compatível com a renda do trabalho.

Reconheço ter sido raso como o meu amigo Pires, mas é assim que é. Outro genial Marx, o Groucho, não explicou Freud dizendo que muitas vezes um charuto é apenas um charuto?

Mas e aí? Noto todos felizes com os preços dos alimentos a manterem baixa a inflação. Agradecidos a Temer e Meirelles? O biquinho da pirâmide parece estar. Paga barato o quiabo e para a Bolsa de Valores abana o rabo. Fazem calmos os olhares de William e Renata, no Jornal Nacional.

Por que não entrevistar o velho Zé Cássio Bueno, em Itaí (SP), para saber a que rabo ele destinará sua produção de cebolas? Ou o senhor Tadashi Kimura que pensa vender o sítio, em Cajati (SP), a preço das bananas que muito produz e pouco vende? Como daqui a 30 dias virá o preço das reluzentes alcachofras disputadas entre de Piedade e São Roque, ambas no estado de São Paulo?

Tal conjuntura não é apenas paulista. Sugiro um papo com os produtores de uvas do Vale do São Francisco. Animados quando estive lá, já desanimados. Caíram as cargas de frutas para o sudeste e se aguentam com exportações.

Pô! O Brasil planta tudo o que nós comemos. Mas como comer com trágicos índices de desemprego, arrochos de salários, cortes de verbas em programas assistenciais, investimentos produtivos exíguos e pé no fundo do acelerador do rentismo, fazendo o desempenho da Bolsa de Valores mais “fake” que o relançamento do programa “Os Trapalhões”, pela TV Globo.

Talvez, não. Equivoco-me. Nenhum momento na história recente do Brasil seria mais adequado para relançar uma comédia com esse título.

Repetidas vezes, sobretudo em períodos de equipes econômicas neoliberais, derruba-se o consumo, não importa se supérfluos ou essenciais como os alimentos, para segurar a inflação. Usam aparelhos de tortura sobre empregos, salários e benefícios. Não é coincidência o mais usado ser o pau-de-arara.

Cria-se uma expectativa de controle e futura decolagem, mediante régio pagamento à mídia publicitária, sem se preocupar, talvez nem mesmo olhar, para as transformações que ocorrem no planeta, prováveis não justificarem ventos em nosso favor.

E “o povo meramente hipotético”, como escreveu o sociólogo José de Souza Martins (Valor, 30/06/17), vê “a representação política exercida como usurpação política. O eleito não é a pessoas que elegemos. Votamos em máscaras”.

  

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10 comentários

    • fome….

      Caro sr.José, é a mais pura verdade. Os países industrializados sempre controlaram os preços agropecuários para segurança alimentar da sua população. Basta ver que nuna permitiram a discussão desta matéria na OMC. As commodities agrícolas são precificadas em Chicago/EUA.  E sua agropecuária e comércio de alimentos totalmente subsidiados. Livre Comércio na Economia dos outros é Refresco. Seria como discutir, o quie alguns nos acusam, Sociedade Consumista, quando o Salário Minímo para sustentar minimamente uma família deveria ser de 3.500 reais. Hoje não chega a mil reais. Consumista do que Cara Pálida, se nos faltam 2/3 de rendimentos apenas para não morrermos de fome. Estamos esbanjando com supérfluos. Para que comer feijão 2 vezes por dia. Não é mesmo, Consumista?! abs.    

  1. os….

    Desço a bordoada mesmo !!! Argentina, Uruguai, Chile… são o Paraíso? Não são. Você atravessa toda a empobrecida Bolívia, sem preocupações ou riscos. Não vê milhares de postes e fios pendurados, pichações horríveis ou cracolândias. A pobreza está em todos estes lugares. Mas existe uma normalidade, uma cidadania, uma civilidade. Apesar e conjuntamente com a pobreza  O abismo da aberração tupiniquim é inexplicável. Se me explicarem, sumo. Entre atender meus clientes, escrevo tantas asneiras. “Trabalhar é preciso, escrever não é preciso”. Alimento, o sr. sabe melhor que ninguém, e já falei, neste país vale menos que lixo. A vida toda contrabalanceou a inflação de setores oligopolizados e industriais. A “CULPA” é do tomate que de 1 real passou a 2 reais o KG. Aumento absurdo de 100%. Enquanto o sensacional automóvel brasileiro de alguma multinacional estrangeira continua custando só 150 mil reais. E não tem aumento faz 3 anos !!! Quem atualmente está falando do Brasil com conhecimento de causa fora de GGN, Andanças Capitais e talvez outros dois Colunistas? E principalmente, ouvindo a repercussão de suas idéias, através de comentários ou canais de diálogo? Em 1979, o país se redemocratizava com a Lei da Anistia. O problema era absurda corrupção, falta de assistência médica, falta de transporte público, muitas obras para sociedade no lucro das empreiteiras, ensino público e creches deprimentes, falta de segurança… 2017 não continua sendo 1979? abs.

  2. impressões

    Seu Rui,

    O Sr. que percorre os interiores do Brasil nos diga se o povo que lá habita tem a noção de que o pais está sendo saqueado um monte a cada dia.

    Antecipo que, aqui em Santos, quase todo o povo que eu conheço, acredita nas mentiras da globo. Essa gente que num passado recente era exímio tocador de panelas contra a kurrupissaum, desaprendeu. Muitos estão ativos na torcida para a prisão do Lula, indiferente se com ou sem provas. Dia desses um deles me fez ouvir extensa tese que comparava a falta de corpo de delito contra o goleiro que teria matado a esposa com a falta de provas contra o ex-presidente. Segundo ele seria a mesma coisa e os dois deveriam estar presos.

    Ah! Do Laércio outrora queridinho, agora só se referem negativamente. A nova moda ainda não se cristalizou, alguns poucos defendem Doriana, outros Boçalnaro e é só.

    • Mano, a última vez que fui no interior, quase me atiraram

      Faz algum tempo que não percorro o interior. A última vez que fui, estava no quinta da casa da Minha Velha Mãe, sentado sob a sombra do bosque. Quando voltei à cozinha a minha Mãe mandou que eu me escondesse pois um certo elemento tinha ido lá, de armas em punho, procurando por mim. Como ela disse que eu tinha saido, ele se foi. Eu cuidei de ir-me embora e nunca mais voltei.

      Não sei se eles sabem que o Brasil está sendo saqueado, mas do que Minha Mãe me conta, quando vem me visitar, é que todos sabem que Lula está sendo perseguido injustamente pelos Jateiros.

      Abraços, Émerson Lake And Palmer

  3. Se os alimentos tivessem inflacionados, a fome teria me matado

    Se os alimentos tivessem inflacionados eu já teria morrido de fome.

    A queda dos preços dos alimentos não decorreu do aumento da oferta, mas da redução do consumo. A redução do consumo decorreu do desemprego e da desvalorização dos salários.

    Outro dia o Michel Panaca Temer afirmou que a queda da inflação valoriza mais os salários. Essa afirmação me fez lembrar do Paul Krugman. Segundo o Krugman, tem pessoas que se você bater nelas com muita intensidade e começar a diminuir a intensidade das pancadas, ela dirá que as coisas estão melhorando, não que estão ficando menos piores.

    Ora, a queda da inflação não valoriza mais os salários, ela apenas desvaloriza menos os salários.

    Mas um golpista é sempre um golpista. E deixa eu ir comer o meu PF, por 12 reais.

    E se o povo não tem pão, que coma brioches

  4. Em complemento

    Rui,

    Perfeita análise que, se me permite, alargo, minimamente.

    Qualquer um que passou pelos bancos de escola e estudou um pouquinho que seja de Economia conhece o conceito de propensão ao consumo e à poupança. Em resumo, o comportamento  da curva de propensão ao consumo e à poupança é função da renda => (C+S)=f(Y) e, por dedução => (C+S)/Y=1. Logo, o total da renda determina o total de consumo e de poupança e o total do consumo mais o total da poupança é igual ao total da renda.

    As pessoas consomem até um determinado nível e, após, passam a poupar. É no ponto máximo de propenção ao consumo – alcançado quando atendidas as necessidades básicas e as de aquisição de bens e serviços complementares – que se forma o excedente de renda e se dá o início à propensão à poupança. Por decorrência, a parcela da renda destinada ao consumo é maior na faixa de renda inferior, onde a poupança é mínima ou inexistente, e, na medida em que se desloca para o alto da pirâmide, a proporção entre consumo e poupança se invertem.

    Logo, quanto maior for a concentração de renda, maior a concentração da poupança. Esta concentração provoca uma distorção na curva de consumo. O consumo marginal nas faixas de menor renda é próximo a 1, isto é, a cada aumento ou redução da renda há um aumento ou diminuição do consumo. Já, indo ao alto da pirâmide da renda, o consumo marginal é proporcionalmente menor, tendendo a zero. Logo, quanto mais renda se extrai da base para o topo, menos crescimento do consumo e até mesmo queda se verificam.

    A concentração de renda e o indicado impacto no consumo é, no Brasil, um processo em curso.

    Consideremos que a base de formação da receita e do emprego na agricultura e na pecuária se apoia nas pequenas e médias propriedades e que o destino da produção é, majortariamente, o mercado interno o que, portanto, implica que dependem do consumo das famílias e da melhor distribuição da renda. Consideremos ainda que, mesmo os grandes exportadores das cadeias da agropecuária e da agroindústria, têm, em sua maioria, o mercado interno como principal destino de sua produção e fator essencial para seu equilíbrio econômico.

    Sem renda e, principalmente, sem renda distribuida não haverá consumo e sem consumo não há porque ter produção.

    A conclusão, única e evidente, é que não interessa ao agronegócio – à excessão de poucas e gigantes multinacionais do setor cujo mercado-alvo está no exterior e para as quais o Brasil apenas campo de cultivo – o aumento da desigualdade causado pelo arrocho, pelo desemprego, por baixos salários e por juros escorchantes que, ao fim e ao cabo, atendem, única e apenas, a quem não produz e nunca produzirá um único grão de feijão ou sequer um tomate bichado.

  5. Eu tava me achando a bala que abateu o John Lennon

    Os Comentaristas se dirigindo ao Rui Daher e eu achando que o Rui a que eles estavam se referindo era o Rui Ribeiro.

    Só depois do comentário do Boeotorum Brasiliensis a ficha caiu que a cereja do bolo é o Rui Daher.

    Desculpem, Camaradas.

    Por falar em propensão marginal a consumir e a poupar, coisas que fazem lembrar Delfim Netto nos anos de chumbo, o qual, para justificar ainda mais a concentração de riqueza nas mãos dos parasitas sociais, afirmava que o Brasil só se desenvolveria se tivesse poupança interna, e como a propensão marginal dos pobres a consumir era muito alta enquanto a propensão marginal dos ricos a poupar era também muito elevada, era sensato reduzir salários e aumentar ainda mais a riqueza dos ricos, veja o que Nickname disse:

     

    “Completando…

    dom, 17/09/2017 – 16:51

    Completando…

    Tenho idéias discordantes com o Ciro e seria muito bom vê-las expostas e debatidas de forma objetiva coisa que até agora não vi fazerem. Mas concordo com uma idéia central do discurso dele; o aspecto de que o desenvolvimento não existe sem poupança interna…

    Nesse contexto é muito interessante notar que a replicação de expressões como “investidores externos” e “transferência de tecnologia” fazem parte da lavagem cerebral neoliberal para esquecermos desse aspecto central. Expressões reproduzidas sem o menor questionamento pelos governos do PT; algo que deveria ser mais revelador do que associações simplistas e falaciosas que a extrema esquerda faz sobre o Ciro. Assim ao contrário dos idiotas da extrema esquerda, posso falar com demonstração que Lula replicou sorrateiramente o núcleo mais pernicioso da ideologia neoliberal. E por tudo que tenho ouvido o Lula falar e não falar (por exemplo, não declarar que re-estatizaria a Eletrobrás ou que irá fazer um referendo revogatório das medidas golpistas) tudo indica que um novo governo Lula será mais do mesmo ou pior, uma acomodação para viabilizar em seguida um governo verdadeiramente de direita e anti-nacional.”

     

    Eu sugeriria ao Nickname que lesse a “Relação entre poupança e investimento sob a ótica da demanda efetiva”, acessável no link abaixo:

    https://criticaeconomica.wordpress.com/2008/06/02/a-relacao-entre-poupanca-e-investimento-sob-a-otica-do-principio-da-demanda-efetiva/

     

    Novamente, querem usar essa teoria para concentrar ainda mais a riqueza.

    • alhos e bugalhos

      Caro Rui Ribeiro,

      Delfim é e sempre foi uma mente brilhante vocacionada para o mal. O que ele pregava era “fazer o bolo crescer para depois (bem depois,não se sabe quando) dividir.

      E esse conceito não é tão simples. Como diz um amigo, aplicá-lo ipsis litteris é seguir a regra que na prática, a matemática econômica nem sempre é exata.

      A teoria econômica clássica, a cartilha do Dr. Delfim, diz que é a poupança líquida de dada economia é o que cria massa crítica para o investimento, Até aí tudo bem. Mas, também diz que há um ajuste automático do estoque de poupança e do volume de investimento regulado pela taxa de juros. Em condição de juros altos o poupador (famílias) enche cofrinho e segura a grana,  enquanto o investidor (empresas e governo) se retrai por conta do custo de oportunidade e da consequente redução do valor presente líquido do fluxo de caixa do investimento. Em situação contrária, o poupador quebra o cofrinho e o investidor vai às compras.

      Poupança e investimento são estruturalmente iguais. Ambos nascem do excedente de renda, da parcela não absorvida pelo consumo, sendo que a poupança tem origem na postergação do consumo  e o investimento se origina na parcela da produção corrente não destinada ao consumo, ou seja, aquela destinada a bens de capital, resultante do esforço de acumulação. 

      O problema surge quando se considera que a teoria se refere ao comportamento atribuido a um padrão de poupador e de investidor ou seja, sujeito à restrição ceteris paribus e supondo e assumindo um valor teórico médio para sua demonstração. Voltando à matemática, esse “valor médio” atribuído teoricamente esconde um desvio padrão imenso o que a torna praticamente inútil como métrica para fundamentar stricto sensus a politica econômica. De onde vem o desvio? Vem das distintas razões e motivações que modulam, individualmente, à decisão de poupança e de investimento que, apesar de influenciados, repousam além da taxa de juros. A evidência dessa afirmação é empíricamente comprovável, basta cruzar os indicadores de poupança e de investimento com as taxas de juros para ver que não diretamente proporcionais como sugere a doutrina clássica. A poupança é mais estavel porque é função da renda, enquanto o investimento é mais instável porque depende de multiplos fatores, inclusive, políticos. O fato é que o equilíbrio automático entre poupança e investimento determinado pela taxa de juros não existe.

      E, por fim, Ciro. Este tem um discurso decorado que atrai na primeira vez, mas é repetitivo. Ao ouvi-lo pela primeira vez atrai a atenção, na segunda surgem os questionamentos e, na terceira, já dá pra ver as incongruências e a fragilidade inerente, além é claro, de cansar o caboclo. A ideia de se exigir o acúmulo de poupança em uma sociedade desigual ´so aumenta essa desigualdade e guarda estreira relação com o “bolo” do dr. Delfim e com o trickle-down de Friedmansm, von Mises e assemelhados. O que Lula fez foi distribuir renda, o que aumentou o tamanho do mercado e aumentou o consumo e o que criou incentivo ao investimento privado e aumentou a oferta. Claro que isso não poderia se manter indefinidamente e que calibragem e alterações teriam que ser feitas, principlamente, para se ajustar às mudanças de conjuntura. O erro não foi ter adotado essa linha, mas abandoná-la.

      Quanto ao neliberalismo e ao austerícidio, fica aqui um link para o recente relatório da Unctad – United Nations Conference on Trade and Development, divulgado, no último dia 14. O título diz tudo, “Para além da austeridade – rumo a um novo pacto global. (http://unctad.org/en/PublicationsLibrary/tdr2017_en.pdf). O press release, em português, pode ser visto em http://unctad.org/en/PressReleaseLibrary/PR17032_pt_TDR_main.pdf.

       

       

       

       

       

       

       

       

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