Os derivativos tóxicos dos nossos neoliberais

Boa coluna do Vinicius Torres Freire, na Folha, sobre a palestra de Armínio Fraga no Instituto Fernando Henrique Cardoso, sobre a crise financeira mundial. Fraga trouxe a visão de Paul Volcker – com quem, recentemente, compartilhou de estudos sobre os erros do modelo financeiro.

É engraçadíssima a comparação entre a visão derivada dos nossos neoliberais – do “professor de Deus” Alexandre Schwartsman ao jornalista Carlos Alberto Sardenberg, entre outros – e o pensamento dos teóricos centrais do modelo. Como no Brasil os modismos sempre chegam depois, levará algum tempo para os discípulos assimilarem as novas lições dos mestres.

Conclui-se que há muito mais derivativo tóxico ideológico na mídia do que nos mercados brasileiros.

O que disse Volcker a Armínio, segundo Vinícius:

“Fraga relatou uma conversa que teve faz alguns meses com Volcker, o lendário presidente do Fed que domou a grande inflação americana dos anos 70 com pancadas de juros. Volcker perguntou a Fraga quais as contribuições essenciais da teoria econômica, nos últimos 20 anos, para melhorar a política monetária. Fraga disse que teve dificuldade em responder. Suas lembranças mais importantes eram de contribuições feitas nos anos 60 e até meados dos 70 do século passado.

A outra pergunta de Volcker era sobre engenharia financeira (criação de instrumentos como derivativos exóticos). Sem engenharia financeira (e computadores e liberalização etc.), coisa que ganhou impulso no final dos anos 70, o mundo financeiro seria outro e menor. Fraga disse que o emprego da engenharia financeira “passou do ponto ótimo”.”

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35 comentários

  1. Só que as pancadas de juros,
    Só que as pancadas de juros, que em um primeiro momento são uma contenção da inflação, em doses exageradas leva ao problema oposto, que é a recessão, já que a diminuição do consumo gera desemprego e, por consequência, mais recessão e mais desemprego, num ciclo letal. Armínio Fraga não se preocupou muito com isso por aqui. Assim, gostaria de saber o que um e outro pensam sobre o motivo do surgimento da atual crise e como debelá-la. Presumo que não seja com o mesmo remédio, obviamente. Pensando bem, acho que não gostaria de saber, não.

  2. caro nassif:
    trabalhava na
    caro nassif:
    trabalhava na area comercial de uma empresa multinacional do setor de transportes e uma vez indaguei ao diretor da empresa o que era engenharia financeira,ele respondeu que era o trabalho de levantar recursos para a inplantar recursos financeiros para a execução de um projeto,muito bem,agora vejo que pode ser tambem a implantação de aparelhos de hardware no processo?
    o que é afinal engenharia financeira?

  3. Aqui do Alto Xingu, os índios
    Aqui do Alto Xingu, os índios observam que o que parece ter passado do ponto ótimo foi a bomba financeira construída por alguns terroristas, a qual aplicava altíssima alavancagem (relação ativos/capital) a instrumentos financeiros ilíquidos (sem preços e sem mercados), então, multiplicava o seu poder destruidor mediante seu financiamento nos mercados de dívida de curto prazo (overnight, mercado interbancário e de papéis comerciais). Em seguida, os terroristas elevaram exponencialmente o efeito devastador da bomba montando-a sobre uma base de portfólios (carteira de instrumentos financeiros) fabricada com títulos tóxicos (sem garantia de pagamento), como, por exemplo, hipotecas subprime (de pessoas sem renda, emprego ou propriedade) e empréstimos dos mais diversos tipos, todos altamente alavancados. Finalmente, envolveram toda a bomba com um tipo de derivativo de crédito que garantia rapidíssima propagação da explosão por todo o sistema financeiro global. Curiosidade: essa bomba aterradora foi montada nos últimos 25 anos com o auxílio dos órgãos de fiscalização, os quais, por sinal, garantiram toda a segurança aos terroristas enquanto as montavam e vendiam, com vultuossímos lucros, por todo o planeta. A primeira bomba explodiu em meados de junho de 2007, quando dois hedge funds (fundos de… proteção!) do Bear Stern não puderam atender às chamadas de margem. Daí em diante, a reação em cadeia seguiu-se com grande furor, destruindo as camadas tectônicas do sistema financeiro global, que desabou fragorosamente. Evidentemente, nenhum terrorista morreu ou foi preso. Mas, sabe-se que milhões de famílias perderam suas casas, milhares de fábricas foram destruídas e dezenas de milhões de trabalhadores em todo o mundo ficaram sem emprego. Os que conseguirem manter seu emprego serão fortemente tributados para pagar os esforços de reconstrução, a serem liderados pelos próprios terroristas, pressurosamente contratados pelos governos a eles subservientes do mundo inteiro. Dificilmente alguém poderia imaginar uma explosão com tal poder de destruição e um assalto às arcas do Tesouro de todos os países com tamanha eficiência. Mas, os contribuintes de todo o mundo são compreensíveis e mansos: em hipótese nenhuma deixarão os terroristas desamparados…afinal tudo não resultou de um pequeno detalhe: o de terem ultrapassado o ponto ótimo. Peninha deles, coitados. Deixem eles armar outras…

  4. Aqui do Alto Xingu, os índios
    Aqui do Alto Xingu, os índios informam os efeitos da crise global sobre o ritmo ANUAL de crescimento de alguns países no quarto trimestre de 2008:
    1) Estados Unidos: -3,8%; Eurozona: -6,0%; Alermanha:-8,0%; Japão:-12,0%; Cingapura: -16,0%; e Coréia: -20,0%. A economia mundial está agora em queda livre com a aceleração da contração do consumo, dos investimentos de capital, dos investimentos habitacionais, da produção, do emprego, das exportações e das importações. Mas, que se há de fazer, a bomba financeira que especuladores desenvolveram “passou do ponto ótimo”. Coitadinhos… Pena que eles não vão pagar a ciclópica conta, que ora está sendo lançada às costas dos contribuintes por meio da nacionalização das incontáveis instituições especuladoras.

    The latest data on Q4 2008 GDP growth (at an annual rate) around the world are even worse than the first estimate for the US (-3.8%): -6.0% for the Eurozone; -8% for Germany; -12% for Japan; -16% for Singapore; -20% for Korea. The global economy is now literally in free fall as the contraction of consumption, capital spending, residential investment, production, employment, exports and imports is accelerating rather than decelerating.

  5. Nassif,
    Sardenberg está em
    Nassif,
    Sardenberg está em Beagá no lançamento do livro “Neoliberal não, liberal”. Perguntado sobre o neoliberal disse que não existe, ou o cara é liberal ou não é…respondeu!
    Não é nenhum convite, muito pelo contrário, a opinião dele não me interessa.

    Neoliberal é a caricatura do liberal. E existe às pencas nos rádios.

  6. Li a coluna do Vinicius e
    Li a coluna do Vinicius e pensei o quanto é fácil a mestres e discípulos dar explicações sobre fatos já ocorridos. Em economia, parecem todos mestres da interpretação. Nem o Actor’s Studio faz tão bem.

    Um ano atrás quem falasse isso era do arco do atraso.

  7. Aqui do Alto Xingu, os índios
    Aqui do Alto Xingu, os índios consideram falido o modelo financeiro anglo-saxônico desregulado, ora em crise absoluta, imposto aos longo dos últimos 25 anos a inúmeros países pelo lobby dos banqueiros internacionais, com o apoio institucionais dos países mais avançados e com a assessoria institucional do BIS, da OCDE, do FMI, do Banco Mundial, dos bancos centrais e das comissões de valores mobiliários mundo afora. Faliu com esse modelo: (1) a “hitótese dos mercados eficientes” — que se iludia com a ausência de falhas de mercado, como as bolhas de ativos –; (2) as “expectativas racionais” — que se choca com os lampejos da economia e da finança comportamental; (3) a “auto-regulação dos mercados e das instituições” — que se choca com os clássicos problemas de conflitos de interesse na governança, e que são exacerbados nas empresas financeiras; (4) as escandalosas compensações pagas aos executivos financeiros; (5) as idéias como a de que a securitização reduz o risco sistêmico ao invés de aumentá-lo; (6) as agências de classificação de risco que revelaram ao longo do tempo massivos conflitos de interesse; (7) o sistema supervisório que se baseava em princípios, e não em regras estritas; (8) o faroeste financeiro, baseado em falta de regras sobre liquidez, capital, alavancagem, transparência, remuneração de executivos, assunção de riscos; (9) todos os pilares do sistema de Basel II, que ruíram sem sequer entrar em funcionamento; e, finalmente, o mais importante (10) o problema da captura dos supervisores bancários — via a porta-giratória — pelo sistema financeiro. Como se vê, de alto a baixo, o sistema financeiro mundial está completamente viciado, eis que erigido pelos próprios banqueiros, com a cumplicidade de governos e organismos inetrnacionais, para desfrutar de total liberdade na busca de objetivos próprios e, com isso, sequestrando cada vez mais parcelas crescentes da renda nacional em todos os países (40% da renda nacional nos EUA em 2007).

  8. Aqui do Alto Xingu, os índios
    Aqui do Alto Xingu, os índios informam que, por causa dessa bomba financeira que “passou do ponto ótimo”, têm aumentado o spread soberano de muitos países ditos emergentes e, agora, também de países cujos bancos são maiores do que a capacidade do respectivo Tesouro de resgatá-los: Islândia, Grécia, Espanha, Itália, Bélgica, Suiça (quem diria?) e, segundo alguns, até o Reino Unido. E, assim, continua a processo de socialização do giogantesco prejuízo que as operações especulativas do sistema bancário jogaram nas costas dos respectivos contribuintes e até nas nossas, sobre a forma de redução da atividade econômica, das exportações, do investimento, do emprego e da renda. Isso vai continuar enquanto não for constituído um sistema financeiro misto, estritamente regulado para financiar atividades do setor produtivo. Se é que o Brasil queira chegar a algum lugar.

  9. Nassif,

    Nao tem como
    Nassif,

    Nao tem como dissociar uma coisa da outra, globalização e avanços tecnologios VS inovação dos mecanismos financeiro.

    (q vc chama de engenharia financeira, mas não concordo plenamente, pq de engenharia tem muito pouco, visto o resultado final disso tudo).

    Enfim, as inovações financeira, que posteriormente causaram a crise, são fruto do meio. Frutos do ambiente dinamico, globalizado e fundado em tecnologia do sec xxi.

    Isso não vai mudar, e não vai ser o saudosismo que vai resolver isso.

    O Volcker foi no ponto. A teoria economica (não só monetaria) depois de Friedman e Keynes, não avançou um centimetro sequer.

    A prova é que todas soluções que buscamos, para uma crise nova, são da “old school”.

    Realmente é um momento desafiador pra se viver (principalmente se vc for economista) mas absurdamente interessante.

  10. Aqui do Alto Xingu, os índios
    Aqui do Alto Xingu, os índios sugerem que o Ministério Público Federal e a Receita Federal enviem representantes autorizados aos Estados Unidos para dialogarem com o Departamento de Justiça sobre o processo de evasão fiscal — outra modalidade de “engenharia financeira” — de US$ 15 bilhões, envolvendo cerca de 52 mil norte-americanos e o banco UBS, com a finalidade de colher subsídios sobre os procedimentos que permitiram à Justiça norte-americana obter a identidade dos envolvidos e respectivos valores remetidos ilegalmente à Suiça e mantidos em contas secretas. Por conta dessa “engewnharia financeira”, o UBS já concordou em pagar ao fisco norte-americano US$ 780 milhões, bem como fornecer4 a lista de todas as contas. No caso do Brasil, algumas estimativas indicam que brasileiros mantem cerca de US$ 150 bilhões remetidos ilegalmente no exterior. Nunca é demais tomar conhecimento de como autoridades judiciais de outros países conseguiram legalmente chegar ao alcance de sonegadores que mantinham fundos na Suíça e paraísos fiscais para, se for o caso, deslanchar investigações sobre a matéria. Esse é um terreno fértil e cheio de frutos maduros. É só querer… Daria para quase dobrar as reservas internacionais.

    UBS 10.58, +0.25, +2.4%) , asking the court to order the Swiss bank to disclose to the Internal Revenue Service the identities of the bank’s U.S. customers with secret Swiss accounts, the Department of Justice said. The Justice Department claimed in the lawsuit that as many as 52,000 U.S. customers hid their UBS accounts from the government in violation of the tax laws. As of the mid-2000s, those secret accounts held about $14.8 billion in assets, the Justice Department said, citing a UBS document filed with the lawsuit. The DOJ said Wednesday that UBS agreed to pay $780 million for helping U.S. customers avoid taxes.

  11. Até o estouro da bolha
    Até o estouro da bolha especulativo-financeira, a palavra de ordem era o liberalismo econômico. Agora ele virou o demônio a ser combatido.
    Comparo o sistema econômico a uma criança: Se der liberdade total, faz um monte de besteira; se controla demais, tolhe sua iniciativa. O difícil é saber onde está a linha divisória.
    Gosto do mote do Joelmir Beting: Nem Estado Máximo, nem Estado Mínimo, mas Estado Õtimo.

  12. Nassif,

    quem sou eu para
    Nassif,

    quem sou eu para discutir neoliberalismo? Como um velho, muito velho, bolchevique, eu assisti o nascimento do chamado “neoliberalismo” com a vitória da Margareth Thatchcer sobre a greve, de mais de um ano, dos mineiros ingleses. Uma “façanha” repetida no Brasil – com todos os bastidores sórdidos, porque, afinal, “guerra é guerra” – pelo FHC ao derrotar, no início de seu mandato, a greve dos petroleiros.

    A vitória, nos dois casos, deu início ao processo “neoliberal”: privatizações, flexibilização da legislação do trabalho, regulamentação pela “mão invisível do mercado”, globalização (“laissez faire, laissez aller, laissez passer”), etc. etc.

    Para mim, um tipo de ser anacrônico que acredita em luta de classes, era apenas a burguesia impondo suas condições sobre a classe operária – atualmente considerada uma ficção do século passado.

    Afinal, como dizia um velho judeu barbudo alemão que viveu passando fome e fugindo pela Europa no século XIX, é a infraestrutura econômica e, em última análise, a forma de propriedade dos meios de produção que determina a superestrutura jurídica, o que inclui não apenas as leis, mas a cultura.

    Agora, quem quebrou foi o capitalismo. É possível resgatá-lo? É desejável resgatá-lo? Quais são os meios para uma coisa ou outra, são novas discussões. O que dá para diuzer hoje é: o capitalimso quebrou.

    E como quebrou, vai ter que conviver com o preço da derrota: estatizações, regulamentação das relações de trabalho, controle estatal sobre as transações privadas – o Estado substituindo a mão invisível; estados nacionais e alfândegas.

    Quá, quá, quá, quá…

    O engraçado é ver o Denis Lerrer Rosenfeld, o Demétrio Magnolli, o Daniel Piza, o RA o Maynard e o Olavo de Carvalho pegos no contrapé, tendo que defender tudo aquilo que até a matriz ideológica, os fundamentalistas de mercado do Partido Republicano, reconhecem que faliu.

    Quá, quá, quá, quá…

    Mais engraçado ainda é que dizem que o Demétrio Magnolli, como o Sardenberg, já foi trotsquista, que nos acusavam de traidores da classe operária. E o mais engraçado ainda é que eu conheci o Olavo de Carvalho no Partido Comunista.

    E na época ele combatia o “revisionismo” da União Soviética, do Prestes e do Comitê Central.

    Quá, qua, quá, quá…

    Envelhecer é muito engraçado.

  13. Nassif, confesso que sou
    Nassif, confesso que sou ignorante em matéria de economia. Mas na minha modesta opinião o que ruiu não foi a economia e sim o capitalismo na velha tese que o próprio mescado se ajusta (neoliberal). O governo central tem que regrar o capitalismo, ou seja, interferir. Que saudade do Deng Xiao Ping, que começou implantar o socialismo de mercado, mas sem liberdade política coisa que eu abomino. Abraços.

  14. Estou contigo Índio Tupi e
    Estou contigo Índio Tupi e gostaria de lembrar,e falar mal é claro,dos grandes profetas do neoliberalismo e “modernidade” do alto consumo.Êsses “boa gente” que dizem que das somas dos nossos egoísmos saíra um paraíso. Von Mises,Hayek,Friedman e para mim um falseador filosófico Karl Popper,para dar a necessária “liga”. Tudo enrolador,e como não sou ninguem posso dizer;gente de caráter duvidoso,passando por grandes inteligências proféticas. Para mim,gênios de quinta categoria. Tomara que a história os enterre a todos,e a inteligência verdadeira retorne. Um abraço,Sérgio.

  15. Por José Inácio Werneck
    Por José Inácio Werneck :

    Bristol (EUA) – Continua tudo como dantes no quartel d’Abrantes. O Poder Legislativo (a imprensa americana tem o curioso hábito de chamar a Câmara de Deputados de Congresso, embora congresso seja na verdade a junção da Câmara com o Senado Federal) passou um Plano de Estímulo bastante diluído, por causa das exigências republicanas, embora apenas três senadores do partido tenham votado a seu favor e nenhum deputado o fizesse.

    Nesta quarta-feira Barack Obama anunciou suas medidas para evitar a retomada de imóveis, com o fim de salvar os compradores delinquentes, e estuda novo socorro à General Motors e à Chrysler.

    Mas ao fundo do palco os zombie banks continuam a aterrorizar a economia. Já engoliram 350 bilhões de dólares e estão a caminho de engolir outros tantos. Entretanto, não funcionam, não emprestam, não cumprem sua função precípua. Estão insolventes, pois meteram-se em especulações criminosas e perderam a capacidade de acreditar em si mesmos e em seus congêneres desde que a firma Lehman Brothers implodiu, arrastando todo o edifício de finanças internacionais.

    Eles só não fecham porque os depósitos garantidos pelo governo tornam desnecessária uma corrida dos correntistas aos guichês, como víamos nos filmes antigos.

    Mas são zombies, mortos vivos, meras fachadas. A idéia do governo agora é de desmembrá-los: uma parte sadia e outra podre. A sadia faria com que o crédito aparecesse outra vez na praça. A podre repousaria em um limbo, para ser recuperada quando a maré mudar e a sorte permitir.

    Com pavor de serem chamados de ”socialistas” (ou pior, “comunistas”), Barack Obama e seu Ministro da Fazenda, Timothy Geithner, insistem porém na quimera de “garantir” tal plano de socorro com uma aliança entre cofres públicos e a iniciativa privada.

    Não vai funcionar. Agora até Alan Greenspan, antigo chairman do Fed – apontado por muitos como o maior responsável pela atual lambança, com sua mania de desregulamentação – já admite em entrevistas à imprensa que só a nacionalização resolve o problema.

    Com os bancos nacionalizados, seus executivos são postos no olho da rua, seus acionistas amargam o prejuízo e o contribuinte entra com seu dinheiro mas, em contrapartida, poderá reavê-lo quando os zombies afinal deixarem de perambular pelo cenário.

    http://www.diretodaredacao.com/

  16. A moda agora é cair de pau no
    A moda agora é cair de pau no modelo financeiro “desregulado” e EXIGIR uma regulamentação draconiana!
    Pois bem, uma regulamentação draconiana exige uma fiscalização draconiana!
    E quem vai fazer essa fiscalização se (no Brasil, pelo menos, me parece) 90% dos fiscais de todos ministérios, inclusive do Banco Central, ou são incompetentes ou são corruptos (geralmente são os dois, me parece, tenho a impressão…)??

    Jarbas Marombão
    São Paulo

    Isso. Só o Marombão é o bão.

  17. Caríssimo índio Tupi e
    Caríssimo índio Tupi e indígenas do Xingu,

    É um prazer intenso nestes tempos interessantíssimos eu que sou um engenheiro industrial de verdade (no momento chutando lata…) conseguir entender o REAL raciocínio econômico por trás dos tão doces nomes de “aplicações financeiras honestíssimas” e por trás das singelas palavrinhas do nosso Armínio “um poquinho depois do ótimo” Fraga.

    forte abraço,
    Silvio

  18. O Arminho, como hedge fund
    O Arminho, como hedge fund manager, achava q estava errado quem tivesse duvidas a respeito da avaliacao dos riscos. Para ele o risco ia para onde pertencia.
    Agora acha q o milagroso ponto otimo foi mancado, a engenharia financeira foi um pouco alem, mas ele provavelmente vai ser achado (pode ser nao pra todos e depois de um pouco de sofrimento).

    Como diz o indio perdido nas alturas enquanto era ideologicamente propagandada a diversiva guerra contra o terror o verdadeiro terrorismo da financa corria solto e devastador. Com as armas de destruicao de massa.
    Aguerra de classe da financa contra industria e trabalhadores foi e eh sangrenta pela grande maioria.

  19. “A outra pergunta de Volcker
    “A outra pergunta de Volcker era sobre engenharia financeira (criação de instrumentos como derivativos exóticos). Sem engenharia financeira (e computadores e liberalização etc.), coisa que ganhou impulso no final dos anos 70, o mundo financeiro seria outro e menor.”

    Nassif,

    Dá uma olhada nesse gráfico: acho que ilustra bem o que ele quis dizer com um outro mundo financeiro, menor.

    http://i40.tinypic.com/uv6mw.jpg

  20. Nassif,

    Não sei se já foi
    Nassif,

    Não sei se já foi publicado aqui em algum canto, mas se foi não encontrei.
    O Bresser fez sugestão interessante para tentar amenizar o imbroglio do sitema bancário. Creio que em boa medida advinda do nosso Proer. Dou um pequeno exemplo do esboço de solução do mesmo com algumas alterações. Segue na linha do “bad bank’ e “good bank”. Tomemos um banco X com 100 de ativos ( 30 são problemáticos com SIVs, CDSs etc), 10 de capital e 90 de dívidas. O Fed faz a intervenção e despeja 30 dos ativos problemáticos em um bad bank. Voltarei a ele em seguida.Cria-se um good bank com 70 (100-30) de ativos, O(zero) de capital, ou seja, um furo(deficit) de 20. O governo nacionaliza o banco X e integraliza 30 neste good bank. Teremos então 100 de ativos menos os 90 de dívida para chegarmos a 10 de capital do acionista controlador( o governo) . Resolve-se o problema do credor pelo menos(? )para que o sistema destrave e volte a emprestar. Contudo, em um primeiro momento, o contribuinte vira sócio de algo no qual investiu 30 que vale 10 e o credor recebe 90. Para este mesmo banco bom criado, a segunda alternativa de minha preferência: credores perdem 30 da dívida, e o banco bom fica com 70 de ativos e 70 de dívida. O governo capitaliza este banco com por exemplo 10 e teremos 80 em ativos e 70 em dívidas. Neste caso, o contribuinte vira sócio de um banco no qual colocou 10 e que vale 10 (70-60). Mais à frente, o governo privatiza o good bank e o dinheiro retorna ao contribuinte. Ficamos com o bad bank que deverá ser liquidado tão logo haja a possibilidade de se apreçar/precificar seu lixo tóxico dando preferência ao contribuinte de receber antes do acionista original ( se é que a este restará algo). Talvez aqui o grande entrave seja a alteração do marco regulatório de como operacionalizar estas fragmentações e partições institucionais neste momento de turbulência. Outra questão crucial de solução complexa em um cenário de adoção deste fatiamento bancário em justo detrimento ao acionistas seria a sobreposição entre acionistas minoritários destes bancos e detentores de hipotecas encalacradas Acho que passar-se pela nacionalização será etapa inexorável no saneamento do sistema bancário. As autoridades monetárias parecem não estar se dando conta de que os EUA caminham celeremente para “debt deflation”.Também creio que mesmo com atraso indevido, alguma ação nesta linha acabará por ser adotada.

    Abs.

  21. Caros comentaristas,

    Espero
    Caros comentaristas,

    Espero que todos estejam prestando bastante atenção às colocações do Indio Xingu. Eu estou.

    E digo mais, vou julgar os programas de governo dos candidados presidenciais mais com base no que pretendem fazer em relação ao sistema financeiro do que qualquer outra coisa.

    Penso que, qualquer um de nós que deseje um futuro pelo menos um pouquinho melhor para nossos descententes, devemos exigir o fim dessa estupidez, desse roubo sem fim promovido pela alta finança com o indispensável apoio de muitos advogados e economistas, façam a sua mea-culpa, por favor.

    É hora de recuperar uma parte da rapina, sim. Senão não somos homens, nem merecemos o ar que respiramos.

  22. Apesar da barragem que são as
    Apesar da barragem que são as mensagens que me precedem vou radicalizar e chamar prá briga.

    Nenhuma análise que não apresente um fim teleológico para o que aconteceu tem valor algum para explicar qualquer coisa.

    É de extrema inocência , coisa pueril mesmo, esta conversa do fim para o começo , sem pé nem cabeça.

    Coisa de música do Tim Maia, ME DE MOTIVO …..

    O interessante é o volume de dinheiro que está em jogo, são números que estes analistas não sabem nem como pronunciá-los, vão chutar noutro lugar….

  23. Interessante o termo
    Interessante o termo “engenharia financeira”. Quando estive na faculdade de economia nunca houvi este termo, mesmo porque estudávamos as teorias financeiras. Claro, se a teoria acaba, ou estanca, o que sobra é somente técnica, manejo e experiência; nada de reflexão. Daí sim o termo “engenharia” faz sentido. É só habilidade de manobrar o fluxo monetário, logicamente com mais tecnologia. Onde não sobra mais teoria que pode refletir as consequências, só sobra a técnica, que não considera as consequências.

  24. Luis Nassif,
    Você é bastante
    Luis Nassif,
    Você é bastante condescendente com Armínio Fraga. Sempre foi assim. Armínio Fraga possui qualidades, mas ele não é nenhuma brastemp. Deveria estar claro que o único responsável pelo fato de o Brasil se encontrar na esparrela do câmbio livre/flutuante regido pela política de metas inflacionárias cabe exclusivamente ao Armínio Fraga. Poderia dizer que caberia também ao Pedro Malan, mas Pedro Malan assumiu a postura de Pilatos, lavando as mãos e deixando a bomba toda por conta de Gustavo Franco e depois de Armínio Fraga. Ainda restaria responsabilizar o FHC, mas esse, diante das fórmulas matemáticas que os economistas da moda gostavam de apresentar, evitava entrar na seara que ele evidentemente não tinha nenhum domínio. E tinha a crença que um país administrado por técnicos funciona melhor que um país administrado por políticos (resquícios da formação marxista apropriada pelo funcionalismo weberiano).
    Um adendo: apesar de tudo, penso que foi a aplicação desse modelo de forma amalucada nos dois últimos anos que acabou nos dando condições de se encontrar na melhor posição para retomar a economia diante da crise (pelo menos entre os países que adotam o regime de metas de inflação com câmbio flutuante/livre).
    Se se comparar o Henrique Meirelles com o Armínio Fraga, não se saberia dizer qual é o pior. Você alegaria em favor de Armínio Fraga o fato de ele ter uma formação técnica muito melhor do que a do Henrique Meirelles. Eu diria que talvez esse seja uma qualidade do Henrique Meirelles: ser muito mais político do que técnico e este o defeito do Armínio Fraga: ser pouco político.
    Em defesa de Armínio Fraga eu diria que ele é mais humilde do que o Henrique Meirelles. Na verdade o Armínio é humilde e o Meirelles é arrogante. Bem, mas ai você poderia lembrar daquele estudo do Alan Blinder que dizia que para controlar a inflação era preciso fazer cara feia (Sou leigo em economia e nunca li esse trabalho, mas já o mencionei aqui para compor o que eu chamei de método de “é no gogó menina é ferro na boneca” para acabar com a inflação. Quer dizer, todo mundo sabe que o Henrique Meirelles não entende nada do que ele está fazendo e falando, mas quando é necessário criticar o Banco Central o primeiro que é eleito para a crítica é o Henrique Meirelles. Não será porque o Henrique Meirelles consegue blefar tão bem que todo mundo pensa que ele sabe o que está fazendo e fica com medo? Talvez tenha faltado isso ao Armínio Fraga.
    Quanto ao artigo do Vinícius, lembro primeiro que sempre coloquei o Vinícius acima da média dos comentaristas da Folha de São Paulo e menciono como prova um artigo dele no lugar do Clóvis Rossi na época de FHC em que ele defendeu o aumento das alíquotas do IR, o que para mim é o que basta para tirar alguém da sarjeta e ir para o pedestal da glória. Bem, mas o artigo pareceu-me mais matéria requentada. Na semana passada o Delfim Netto fez um artigo mencionando que quase nada havia sido escrito sobre crédito. O Armínio não quis falar o nome do Antônio na Fundação do FHC ai impostou-se todo para falar do amiguinho dele lá dos Estados Unidos. O artigo do Delfim Netto é bem melhor do que a palestra do Armínio.
    Vou parar de colocar tudo no vidrinho, ainda mais falando em seara que não é minha, mais há bons trabalhos monetários nos últiomos vinte anos. Faço a indicação de dois, sqabendo que como leigo, posso estar enganado, superestimando trabalhos mediocres. O primeiro é sugestão de Delfim Netto em 10/12/2002, no Valor Econômico, página A2, no artigo “Moedas, preços e câmbio” em que ele faz referência ao trabalho de Carlos Robalo Marques e Joaquim Pina, Do Departamento de Pesquisas Econômicas do Banco de Portugal, denominado “Does Money Granger Cause Inflation in the Euro Área?” e o outro são os estudos que resultaram no modelo do Regime de Metas de Inflação (embora eu seja contra esse modelo).
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 19/02/2009

  25. Vejam o repórter da CNBC,
    Vejam o repórter da CNBC, Ricki Santelli, no Chicago Mercantile Exchange pronunciando-se contra as medidas de Obama, ao vivo:

    http://www.huffingtonpost.com/2009/02/19/rick-santellis-revolution_n_168286.html

    Everyone from Matt Drudge to Matt Drudge is freaking out over this video of CNBC’s Rick Santelli, straight-up fomentin’ a revolution on the trading floor of the Chicago Mercantile Exchange. He’s assembled a small army of half-hearted, floor-trading broheims to cheer and hoot as he rails against President Obama’s plan to not immediately foreclose on everybody and kick them out into the streets, because that rewards “bad behavior,” and clearly what we should be doing is rewarding people who incentivized all the risky lending, because until the house of cards collapsed, things were looking pretty for everybody!

    “You know,” Santelli screeched, apropos of…something, “Cuba used to have mansions and a relatively decent economy. They moved from the individual to the collective. Now they’re driving ’54 Chevys.”

    So there you have it. Everyone should pick a side, because as soon as the closing bell rings, Rick Santelli and these pasty traders are going to march on Havana and reclaim Elian Gonzalez, I guess.

  26. Alexandre
    Alexandre Weber,

    Concordo.
    Desde que De Gaule percebeu que não havería mais padrão ouro também percebeu que havia muito papel pintado de verde voando pelo mundo. Os caras reconstruiram o mundo com papel pintado de verde.

    Que a Europa faria com os dólares se não entrasse no jogo? Afinal, o terceiro mundo podia pegar emprestado, né?

    Já há décadas que não há lastro que cubra a quantidade de verdinhas que estão embrulhadas em todos os tipos de “aplicações exóticas” (acho engraçado este sinonimo de estelionato…).

    É muito engraçado mas já está a conta a ser trazida pelo garçon, e eu nem comi a pizza…

  27. No meu tempo de camelô, em
    No meu tempo de camelô, em Niterói havia um bordão que os mais escolados usam muito -“quem mais olha menos vê.” – que funcionava com uma espécie de desafio para atrair os passantes. Naquele tempo havia muitos camelôs capazes de fazer mágica; tirar moedas das orelhas ou do nariz das pessoas, derramar água num canudo de jornal e abrir o canudo em seguida mostrando o jornal seco, para depois enrolar o papel de novo e verter água num copo. Coisas assim. E quase todos eles desafiavam a platéia com o bordão – “Quem mais olha menos vê.”, antes de começar a tratar dos produtos que vendiam. Eram grandes performances. Alguns traziam até números com animais, sendo que os mais comuns eram cobras. Há uma música de Moreira da Silva que descreve um pouco o que acontecia:
    Vou meter a mão à obra. Eu e a minha cobra
    Fazendo magia. Bota a cabeça de fora, Sofia!
    Mostra a essa gente que você conhece psicologia e filosofia.
    (e assim eu ganho meu dia). Trata-se no momento
    De dois medicamentos e um fabricante.
    E o que é mais importante, é que dois são de graça meus senhores, para quem um levar. Quem vai querer pode ficar. Cinco mil réis não pagam nem os conselhos que eu venho dar.
    Lembrei disso, porque fiquei pensando que apesar (ou talvez por causa) de toda a informação que recebemos, não refletimos sobre a causa das coisas, a motivação das pessoas, os efeitos perversos das decisões, nossas e alheias. Vivemos por aí, participando superficialmente das coisas, como as platéias dos camelôs.

    Olhando sem ver.

  28. Engenharia financeira passou
    Engenharia financeira passou do ponto ótimo????

    Nããããão, a engenharia financeira passou do ponto – PONTO (sem “ótimo”, aliás atingir o ótimo já é perigoso, com ferramentas erradas então… deuses nos livrem…)

    E por falar em engenharia financeira, avaliação d risco por tabela : não me canso d postar o link – http://www.youtube.com/watch?v=NxwN2MRbkho (especialmente à partir dos 2:32 min.)

  29. Engenharia financeira passou
    Engenharia financeira passou do ponto ótimo????

    Nããããão, a engenharia financeira passou do ponto – PONTO (sem “ótimo”, aliás atingir o ótimo já é perigoso, com ferramentas erradas então… deuses nos livrem… afinal como dizem, o perfeito é inimigo do ótimo q odeia o bom)

    E por falar em engenharia financeira, avaliação d risco por tabela : não me canso d postar o link – http://www.youtube.com/watch?v=NxwN2MRbkho (especialmente à partir dos 2:32 min.)

  30. Ciencia e tecnologia.

    the
    Ciencia e tecnologia.

    the talk of the town:
    – “A prova é que todas soluções que buscamos, para uma crise nova, são da “old school”. Realmente é um momento desafiador pra se viver (principalmente se vc for economista) mas absurdamente interessante.”
    Eu diria:
    – Realmente é um momento desafiador pra se testar novas teorias (principalmente se vc for economista) mas absurdamente interessante e contraditorio, estao testando a socializacao do sistema capitalista-liberal americano com o socialista-trabalista europeu.
    Paulo Camargo:

    – “Onde não sobra mais teoria que pode refletir as consequências, só sobra a técnica, que não considera as consequências.”

    Eu diria:
    – Onde não tem teoria que poderia refletir a crise atual, só sobra a técnica, que não considera as consequências das teses. Logo, constroem pontes para lugar nenhum.

    Conclusao: derivativos nao deveriam existir na economia e sim na engenharia!

    Ps. perdoa a brincadeira senhores.

  31. Concordo que neo-liberalismo
    Concordo que neo-liberalismo e liberalismo são tudo a mesma coisa. No máximo, o neo-liberalismo seria apenas um disfarce do liberalismo, um liberalismo com eufemismo.

    Tentam explicar a crise e suas soluções através da teoria econômica e não conseguem. Claros, que não conseguem! Se há uma coisa que esteve negligenciada o tempo todo, na gestação da bolha financeira, é a teoria econômica. De tudo isso que aconteceu e está acontecendo, pouquíssima coisa tem a ver com Ciência Econômica.

    O problema é mais social que econômico. A sociedade é quem deveria regular seus modelos e instituições, se não o faz é porque é pouco ou mal politizada. O que quero dizer com isso? A sociedade escolhe os governantes, mas não conhecem aquilo que eles governam. Por isso não tem noção do tipo de regras que precisam ser criadas. É assim que o liberalismo de sustenta, na sociedade desinformada e negligente.

  32. Creio que todas as açóes de
    Creio que todas as açóes de estalização dos preços nos últimos 20 tiveram como base a manipulação e ajuste fiscal, mesmo a dolarização e a liberalização do comércio e do fluxo de capitais tem com sustenção a manipulação dos juros pelo Banco Central.

    Mas a atual crise de liquidez internacional pode incentivar iniciativas de uma política monetária baseada tanto no controle da inflação com uso dos juros e normas de regulamentação, incluindo nestas os impostos, e maior controle fiscal para controlar liquidez.

    Creio que a expansão do setor financeiro, se deve ao fato do surgimento de uma sociadade americana baseada em serviços, e a engenharia financeira e a informatização foi apenas um instrumento pelo qual esta expansão se concretizou.

  33. com relação a matéria da
    com relação a matéria da revista Veja onde o articulista Carlos Alberto Sardenberg menciona que o modelo capitalista foi o único que trouxe prosperidade a humanidade nas ultimas décadas e que a intervenção estatal nas crises é natural porque as crises são cíclicas tenho a seguinte observação a fazer:
    As constantes intervenções estatais para socorrer ou salvar grandes corporações privadas não contraria os fundamentos do capitalismo onde o risco é inerente as atividades privadas, e consolida o modelo de privatização dos lucros em períodos de bonanças e socialização das perdas em períodos de turbulências e de crises pontuais ou sistêmicas.

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