Os mistérios da VW Brasil

Por Alexander Gromow

Salve Nassif,

Quem sabe haja um caminho para fazer algumas descobertas sobre o passado da VW do Brasil. Será que a gente descobre a história real que levou a Brasmotor (Grupo Etchenique) a ficar sem a concessão do Fusca e sem a parceria com VW, pois o Grupo Monteiro Aranha assumiu as rédeas da porção brasileira do empreendimento de Wolfsburg na Terra Brasilis…
Será que a versão oficial (recursos maiores postos a disposição pelos Monteiro Aranha) é a correta? Como ficou o “mentor brasileiro da vinda do Fusca para o Brasil”, o José Bastos Thompson que moveu mundos e fundos, envolvendo inclusive a Diretoria da Chrysler (que vendia CDK’s para a Brasmotor montar), Cecil B. Thomas, na jogada que levou à decisão de trazer o VW para o Brasil.

Pois a Chrysler e a VW, Nordhoff, estavam se acertando na Alemanha. A história é complexa e interessante, desvendar mais algumas facetas seria muito interessante para a sua preservação.

Fontes são coisas para se preservar, sem dúvidas, mas depois de ter passado tantos anos “Em Busca do Fusca” (nome do início de minha campanha para colher dados para o primeiro livro) quando surge uma possibilidade de informações de “background” não como não ficar ouriçado…

Alguma chance de seguir este caminho de pesquisa com a ajuda de sua fonte?

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10 comentários

  1. Eu nao sei nada sobre os
    Eu nao sei nada sobre os jogos de poder na Volks do Brasil, portanto nao posso ajuda-lo na busca.

    Sei apenas que laaaaa pelos idos de 70 (acho que 78-79) tinha um tio meu que trabalhava la. Na epoca, os alemaes estavam usando uma nova tinta. Coisa fina, importada da Alemanha. Ate que o medico da empresa comecou a receber trabalhadores e mais trabalhadores com sinais tipicos de quem faz uma quimioterapia. E os sinais eram tao mais evidentes quanto mais proximos estavam os trabalhadores da pintura dos automoveis. No caso do meu tio, ficou careca.

    O que fez a empresa? Fingiu que nao era com ela.
    Ai, a coisa foi parar no Sindicato e o Presidente do Sindicato naquela epoca era o LULA. Nao este Lula submisso ao BC. O outro, em quem a gente votou em 2002.

    E o Lula organizou a maior greve da historia do pais.

    E este nao foi um caso isolado no meio empresarial brasileiro. Lembram-se da campanha de 86 quando o Maluf acusou o Antonio Ermirio de desrespeito aos trabalhadores da Nitroquimica?
    Certamente, nao era mentira. Porque a Nitroquimica naquela epoca cheirava mal dum tanto ….

    Dizem que as empresas brasileiras mudaram muito desde entao. Hj elas tem modernos sistemas de gestao, qualidade total, globalizacao, diretores de RI, ISO 9000, piriri, pororo, e por ai vai. Sei nao. Nao e o que se observa ao analisar o Conselho de Administracao das mesmas que continua uma confraria de compadres.

    Tomara que o respeito ao proximo aumente e que este e outros casos estejam apenas num passado longinquo.

  2. Deve ter sido mais uma das
    Deve ter sido mais uma das infinitas maracutaias envolvendo o favorecimento do Estado a grupos privados, que acontecem desde que o mundo é mundo, e nas Américas, desde 1492. Zzzz……….

  3. Peço uma correção do texto,
    Peço uma correção do texto, pois o grupo Monteiro Aranha nunca “teve as rédeas” da VW brasileira, foi um acionista de peso, mas minoritário, “as rédeas” sempre estiveram com a matriz alemã da VW, não?
    Nunca soube do grupo Etchenique, ex-dono das marcas Brastemp, Consul, Embraco, etc., já há muito pertencentes a americana Whirlpool, como sócio importante desse negócio.

    Para mim foi uma novidade, também.

  4. “Será que a gente descobre a
    “Será que a gente descobre a história real que levou a Brasmotor (Grupo Etchenique) a ficar sem a concessão do Fusca e sem a parceria com VW, pois o Grupo Monteiro Aranha assumiu as rédeas da porção brasileira do empreendimento de Wolfsburg na Terra Brasilis… “: o Fusca foi o carro mais vendido do Brasil por decadas. Da noite pro dia ele parou de ser fabricado.

    Foi sabotagem.

  5. o grupo brasmotor, importava
    o grupo brasmotor, importava e montava os veículos da wolkswagen, no período anterior a fabricação no brasil (daí o nome – brasmotor).
    com a vinda da fábrica da wolks para o brasil (perído juscelino), deixou-se a montagem dos veículos (desconheço os motivos) e iniciou-se a fabricação de geladeiras.

  6. O que entendi ,segundo os
    O que entendi ,segundo os missivistas, é que Lula comandou a maior greve,ainda na ditadura, e o Malluf,não aquele das contas perdidas nos paraísos ficais,salvou do câncer os escravos do dr.Antonio Ermírio.
    Os Monteiro Aranha,deram um cala-boca para a Brasmotor, e ficaram com 20% da Volks.Mário Garnero, como ex- genro e ex- presidente do grupo,conhece histórias e versões. Chegando com jeito,talvez ,ouça umas ou outras. Ambas, certamente,palpitantes.

  7. Caro Legal,que bom ver que
    Caro Legal,que bom ver que você reconhece que enquanto Presidente do Sindicato dos Metelúrgicos de S.B do Campo,o então metalúrgico Lula,”peitou”a VW,assim como a outras empresas mais do ABC,que não cumpriam os acôrdos coletivos e/ou infringiam as leis trabalhistas e sanitárias locais,e se hoje,ele não mais arregimenta greves da categoria,sempre que algumas empresas saem do contêxto,é porque agora ele não é mais o Pres.de um simples sindicato,e sim o Pres.de todos os brasileiros,e como tal,tem que cumprir o que é constitucionalmente exigido pelas leis,e não pode ficar “inflamando”as massas,a fazer greves e piquetes. Vivemos hoje uma nova realidade,e o confronto com o capital,seria um suicídio para o trabalhador,que hoje reinvindica mais que aumento de salário,exige cumprimento das leis da OIT,e de estabilidade no emprego,alem de outras cláusulas sociais.
    Quanto ao cidadão Luis Inácio Lula da Silva,acredite,bem que ele gostaria de voltar a ser aquele “incendiário”dos anos 80,porem as circunstancias são outras e ele é uma pessoa dinamica,que evoluiu e tem hoje uma responsabilidade para com a sociedade,bem diferente da que tinha,quando presidia apenas um sindicato.

  8. Basílio,
    Em relação ao Grupo
    Basílio,
    Em relação ao Grupo Monteiro Aranha, sugiro consultar antigos relatórios anuais da VW do Brasil – lá são descritas as ações dos players da época.
    Seu desconhecimento da participação do Grupo Brasmotor não é uma exclusividade sua. A “coisa” começou na verdade com a Sabrico que foi criada com capitais mistos…
    As raízes entrelaçadas da Sabrico e da Brasmotor apontavam desde o início para um destino comum. No início a Sabrico (que hoje, depois de passar várias vezes de mão em mão, enfrenta problemas de sobrevivência) foi uma importante base de apoio para o lançamento da Companhia de Distribuidora Geral Brasmotor – que iniciou montando veículos Chrysler, da marca Dodge. A Sabrico permaneceu com a sua vocação comercial de revendedora.
    Quanto à composição do pacote financeiro para a viabilização do “Projeto VW” o grupo de Etchenique contou com capital de suas coligadas em São Paulo e no Rio de Janeiro (CIPAN) e recursos de coligadas da Bolívia, do Banco Noroeste de São Paulo e do Chemical Bank de Nova York – uma belíssima cesta de recursos diversos.
    Mas o interessante e distante do conhecimento de muitos é que a Brasmotor descende da Sabrico e que o Sr. Etchenique foi o masterminder de tudo isto, com seus associados.
    A Brasmotor como montadora VW no Brasil estabeleceu uma rede de distribuição, pois já tinha a rede de distribuição Dodge (obviamente que a história não é tão simples assim, mas vamos fazer um shortcut aqui), formou mecânicos, iniciou a formar a mentalidade VW num país que não conhecia aquele carro estranho que tinha um motor no porta-malas…
    Mas, na hora de começar a colher os frutos de todo este trabalho muito bem feito ficou sem o filé…
    O que me falta é o motivo real da mudança para o grupo Monteiro Aranha (com ou sem as rédeas nas mãos – tanto faz).

  9. O comentário de Alexandre
    O comentário de Alexandre Gromow, é o que esta mais proximo dos acontecimentos.

    A VW. no pós guerra, era uma empresa em séria dificuldades financeiras e partiu para ação agressiva de expansão para sua sobrevivência, e o caminho era expandir para outros continentes.

    O plano inicial, era instalar-se na Argentina, para onde foi o Sr. S. Wenk, lá defrontou a Peugeot e Renault, já instaladas, com veículos que competiam diretamente.

    Daí a opção pelo Brasil, onde a Brasmotor, conforme o A. Gromow explica, já comercializaza o VW, através da SABRICO, na época uma das concessionárias da marca Chrysler, represwentada no Brasil dela Brasmotor.

    A VW necessitava de uma rede de concessionários capitalizados e consituidos por pessoas influentes nas cidades, daí a razão de nomearem Militares, Curia diocesana, pessoas de posses, ou ainda que detinham influência na sua comunidade.

    A Rede Chrysler, tinha pelo menos um Concessionário em cada Capital de Estado, mas alguns deles também de dificuldades financeiras.

    O aporte de capital para constituir a VW, no Brasil era alto e também necessário pessoas influentes no Governo. Daí surge o Grupo Monteiro Aranha, que fica com 20% do capital da VW, e assim em 23/03/53, e constituida a VW do Brasil, momento em que deixa de utilizar das instalações de montagem da Brasmotor, em São |Bernardo do Campo/SP., porém a SABRICO, continua a ser um concessionário da marca, também comercializando produtos Chrysler (Dodge, De Soto, Plymouth, Caminhões Fargo e Dodge), até 1957, quando a Brasmotor deixa o acordo com a Chrysler dos EUA.

    A partir desse fato a VW assumi toda a Rede de Concessionários da Chrysler, como Sael em Recife, A. Losi em Botucatu, Panambra em POA, etc.

    Assim foi formada a rede VW, bem como em 1967, os Concessionários DKW Vemag (Antigos concessionarios Studebaker) passaram a ser VW.

    Em 1981, a VW adquire as ações da Chrysler Brasil (pela 2ª vez no Brasil), e neste momento, o Grupo Monteiro Aranha vende 50% de suas ações a VW, ou seja 10% das ações da VW, para o Kuwait. Os Concessionarios Chrysler, somam-se a VW, agora no segmento de Caminhões, um novo segmento de produtos, do qual a VW não participava.

    Em 1987, o Grupo Monteiro Aranha, vende o restante de suas ações da VW, para assim formar a Autolatina, que é constituida de 41% VW, 10% Kuwait e 49% Ford.

    Esta são mais algumas informações sobre essa empresa que já foi lider absoluto de mercado no Brasil e diga-se de passagem, em razão da Ford e Chevrolet, substimarem o sucesso dos besourrinhos!!!!!

    Abraço

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