Os ventos são favoráveis para a energia eólica no Brasil

A fonte eólica lidera o leilão para 2018, marcado para o próximo dia 21. Na operação do parque existente, sucessivos recordes são batidos, os números do Setor impressionam. O boletim diário do ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico mostra que até ontem, neste ano, a geração de eletricidade acumulada pela fonte eólica atingiu 10 TeraWatt.hora e, desta forma, consolidou-se como terceira fonte de eletricidade no país; deve encerrar o ano gerando mais energia do que as fontes nuclear e a carvão. Se a média verificada nestes dias de agosto, acima de 3 GW médios, for mantida até o final do ano, o que provavelmente se cumprirá, visto que os meses vindouros são da estação favorável de ventos e novos aerogeradores estão previstos para entrar, o ano vai se encerrar com uma produção eólica superior a 20 TWh, com produção média bem acima de 2 GW.

Os resultados medidos na região Nordeste, nestes primeiros dias do mês, são excelentes e bastante esperançosos para os nordestinos: 

– Nos últimos cinco dias, a energia eólica foi a principal fonte regional de eletricidade. Liderou em três dos cinco dias e foi a segunda num deles; no total produziu  mais energia do que as fontes hidráulica e térmica. 

– No mês, a energia eólica roda acima dos 2.5 GW médios na região. São grandes as possibilidades da eoletricidade fechar o presente mês e os próximos como principal fonte elétrica regional.

Toda expansão eólica está acompanhada do crescimento da indústria de arogeradores no país, com crescentes índices de nacionalização de equipamentos. As novas fontes renováveis são mais empregadoras de mão de obra, do que as fontes tradicionais de geração elétrica.

Os números diários da geração no mês de agosto, em GWh, na região Nordeste, são mostrados a seguir. Na primeira coluna as datas; na segunda e terceira, respectivamente, a produção hidráulica diária e a acumuada até o dia; na quarta e quinta a produção térmica do dia e acumulada; na sexta e sétima a produção eólica.

01/08/2015 | 65,7 –   65,7 | 60,4 –   60,4 | 55,7 –   55,7|

02/08/2015 | 66,2 – 131,9 | 42,5 – 103,0 | 59,9 – 115,6|

03/08/2015 | 68,8 – 200,7 | 81,6 – 184,6 | 62,8 – 178,4| 

04/08/2015 | 68,1 – 268,9 | 78,7 – 263,2 | 58,4 – 236,8|

05/08/2015 | 68,0 – 336,9 | 66,3 – 329,5 | 47,5 – 284,3| 

06/08/2015 | 70,3 – 407,1 | 71,5 – 401,0 | 52,0 – 336,2|

07/08/2015 | 68,6 – 475,7 | 77,7 – 478,7 | 57,4 – 393,6|

08/08/2015 | 66,0 – 541,7 | 65,4 – 544,2 | 60,8 – 454,5|    

09/08/2015 | 66,4 – 608,1 | 48,1 – 592,3 | 67,7 – 522,2|

10/08/2015 | 68,7 – 676,8 | 67,5 – 659,8 | 69,6 – 591,8|    

11/08/2015 | 68,9 – 745,7 | 73,0 – 732,8 | 70,7 – 662,5| 

12/08/2015 | 65,9 – 811,6 | 67,7 – 800,5 | 69,0 – 731,4|

13/08/2015 | 67,6 – 879,2 | 66,7 – 867,2 | 65,5 – 797,0|

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19 comentários

  1. Almeida, mudaram novamente a
    Almeida, mudaram novamente a forma de apresentar a produção?
    Que coisa heim.

    Quer dizer que geramos mais energia eólica que hidráulica neste país?
    Nossa…

    Mas lembre-se, eu sei que ambientalistas MENTEM!

    Estes números são pura malandragem. Mas tudo bem, é a favor, não é mesmo.
    E os fins justificam os meios.

    • “… consolidou-se como

      “… consolidou-se como TERCEIRA fonte de eletricidade no país; deve encerrar o ano gerando mais energia do que as fontes nuclear e a carvão.”

    • “Os resultados medidos na

      “Os resultados medidos na região NORDESTE, nestes primeiros dias do mês, são excelentes e bastante esperançosos para os NORDESTINOS: 

      – Nos últimos cinco dias, a energia eólica foi a principal fonte REGIONAL de eletricidade. Liderou em três dos cinco dias e foi a segunda num deles; no total produziu  mais energia do que as fontes hidráulica e térmica. “

      • Ninguém consome média de energia!

        Osvaldo, um pequeno detalhe, estes valores de produção são a média no período, ou seja, pode ser que às 2:35 se produza 5000 e às 15:40 do mesmo dia as eólicas produzam 500. Aí o que se faz, todo mundo vai correndo para o trabalho no meio da noite?

    • Onde digo que geramos mais em eólica do que hidráulica no país?

      Deixo muito claro, o que os números do ONS explicitam, que nos últimos dias, na região Nordeste, houve a ocorrência, durante três dias, do fato das fontes eólicas superarem, as outras duas fontes principais de eletricidade na região. 

      O pior analfabeto muitas vezes é o que não quer entender o que lê. Os dados do ONS indicam uma tendência. O Nordeste é uma região semi-árida, seca, não há mais potencial hidráulico significativo para se desnvolver, mas, em compensação, existe uma imensa avenida aberta para a energia eólica. O potencial eólico do Nordeste é imenso, em breve, os aproveitamentos eólicos estarão TODOS os dias superando, a energia gerada por outras fontes instaladas na região. Não há sombra de dúvidas que a energia dos ventos é uma esperança nordestina. 

      Até os dias de hoje, a eletrocracia se apoderou das águas dos rios brasileiros, impôs sua vontade autocrática, desprezou as finalidades multiuso das águas, marginalizou o uso agrícola, os meios de transportes, o abastecimento das cidades e as finalidades de equilíbrio ambiental, fazendo a chantagem do desabastecimento de eletricidade. Agora surge uma fonte complementar do regime das águas, de “combustível” ao preço de vento, que deixa no ar o próprio, sem emitir fumaça. 

      Então, existe um potencial eólico admirável numa região pobre do Brasil, a geografia, a natureza concedeu-lhe ao menos essa graça. Fabricantes de aerogeradores, capitais com interesse e experiência nesses projetos se deslocam para nosso país, devido às excepcionais condições de ventos que aqui ocorrem, com excelentes fatores de capacidade; não apenas usinas, mas fábricas que produzem essas usinas começam a prosperar em nosso território, o país se torna uma estrela fulgurante no horizonte das novas fontes renováveis, mas… 

      … AI! Uma tropa de imbecilizados, de gente idiotizada, até por teimosia, em ideologia antiambientais, ou vincadas aos velhos lobbies que dominaram o Setor Elétrico, as grandes empreiteiras de obras públicas e os velhos esqueletos da ditadura, resolvem se oporem ao novo, que surge com grande dinamismo.

      Não vai demorar, não será em futuro distante, num horizonte de curto prazo, o governo da Dona Dilma vai ser reconhecido pelo impulso que deu a energia eólica nos seus mandatos.

  2. Não só eólica mas solar, das

    Não só eólica mas solar, das marés, hidráulica, etc. Temos tanto e muito que uns Zé manés querem doar o pre sal padrão gringos. Em troca de quê? Talvez em troca uns trocados, migalhas ou até mesmo medalhas de puxaçao de saco.

  3.  
    Caro Athos,
    sua maneira de

     

    Caro Athos,

    sua maneira de entender o artigo é bastante peculiar.

    A afirmação: “Quer dizer que geramos mais energia eólica que hidráulica neste país? Nossa…” mostra que vc não percebeu que era um dado regional, do nordeste brasileiro.  Mas mostra também sua intenção de falar que “ambientalistas MENTEM”, mostra que números que vc não entende direito “são pura malandragem” e mostra principalmente seu incômodo diante de fatos que são favoráveis ao nosso país e por extensão a todos nós.

    Cabe dizer que para você vale a pena passar por ridículo para alcançar sua finalidade de denegrir.

    Lamento.

     

  4. Ok, otimo para’as’geradoras,

    Ok, otimo para’as’geradoras, distribuidoras,meio ambiente’etcetc. Soh nao consigo entender o  porque os beneficios nunca chegam aos consumidores. Eh uma furia regulamentador, leiloes de energia, enfim um labirinto kafkiano. Choque de capitalismo talvez resolva esta zona.

    • Qual benefício?

      Talvez o benefício não chegue até os consumidores porque ele não existe, a geração eólica além de ser mais cara por kWh gerado (não a potência instalada) ela é muito mais cara pois precisa necessariamente de uma outra fonte estável atrás da mesma. Ou seja, quando se constrói um parque eólico tem que se garantir energia quando não há vento, logo não há o MINIMO BENEFÍCIO EM TERMOS DE TARIFA, o que há sim é um MALEFÍCIO.

      • O beneficio a que  me refiro,

        O beneficio a que  me refiro, sao as tarifas menores que consumidores de outros paises pagam. Quanto a sua afirmacao, que a eolica necessita de outras fontes que a estabilizem, a mesma eh correta. E obvio tambem que estas fontes existem: hidrica, termica e nuclear. E sem limitacao  de espaco, uma vez que o sistema eh interligado.

        • Em todo o lugar que a eólica está crescendo em demasia…

          Em países em que a energia eólica está tentando substituir por completo outros tipos de geração, como a Espanha, Dinamarca e Alemanha as tarifas de energia estão subindo e não descendo. O problema é que a geração eólica tem um limite a partir do qual ela começa mais onerar o sistema do que contribuir com o mesmo. Se há um sistema que sem a eólica há um dimensionamento para algo em torno de 90% a energia de pico se pode utilizar a eólica para conservar a energia em reservatórios, por exemplo, e considerar uns 15% no máximo da energia eólica instalada para suprir os picos, quando esta gera mais, pode-se estocar a energia em outros meios.

          O que estou dizendo é que havendo bons ventos, estes devem ser aproveitados, porém deve-se contar com esta energia não como o principal na matriz energética, pois no caso comprometeremos todo o sistema de abastecimento.

          O que posso dizer é que tarifa barata de energia em outros países, infelizmente a geração não é preponderantemente eólica, ou é de combustíveis fósseis ou é nuclear! Isto é a realidade não a fantasia ou a “vontade política”.

  5. Só para não ficarmos brigando vamos a fonte.

    Figura 1

    O problema é que tanto a região sudeste como a nordeste estão com um enorme déficit de energia, logo qualquer energia eólica gerada no nordeste é significativa (vide figura 1).

    É só olhar no site do ONS http://www.ons.org.br/resultados_operacao/boletim_diario/

    O que não é dito pelos adeptos da geração eólica é a variabilidade desta ao longo do mês, do dia e da hora, para ilustrar melhor vou colocar os dados do último Boletim Mensal de Geração Eólica, Março/2015, do ONS, que mostra a variabilidade ao longo do mês e pior ao longo do dia da geração eólica. Também colocarei a variação mensal da geração hídrica.

     

     

    Figura 2

    Figura 3

    Figura 4 

    Olhem com cuidado a figura 7 acima. A Variabilidade de geração de uma hora num período curto de um mês pode ir de 3000 a 500 (isto são dados medidos).

    Fica claro se olhando a produção da energia eólica (figura 2) e da hidráulica (figura 3) no Nordeste que a eólica se consome conforme o vento que tem no momento e a hidráulica se produz e se consome conforme uma programação anterior e uma disponibilidade que pode ser prevista com semanas de antecedência.

    Outra coisa que é ESCONDIDA PELOS ADORADORES DA EÓLICA, que além da variabilidade de ano a ano (simplesmente imprevisível) há a variabilidade mensal (também imprevisível), há a variabilidade diária (mais ou menos previsível num intervalo de alguns dias) e a variabilidade horária (também completamente imprevisível).

    Em resumo, a energia eólica só serve para regiões a onda se tenha OUTRA FONTE DE ENERGIA, e como os Greens são contra a energia niuclear, são contra as barragens (no Brasil, pois no resto do mundo é o MÁXIMO EM TERMOS DE ENERGIA RENOVÁVEL), o que sobra para suprir a demanda quando não há vento, as térmicas a carvão ou as térmicas a gás!

     

    • O sistema de reservatórios do Nordeste já está criado.

      Onde é que você propõe fazer, em que rios e bacias, um novo grande parque de geração hidráulica no semi-árido?

      No Sul e Sudeste o potencial hídrico remanescente é limitado. Na Amazônia, sabe-se desde os anos 1970, que é quase impossível fazer reservatórios, para armazenar os torrenciais amazônicos – a não ser as loucuras dos grandes lagos das propostas de Herman Khan – os técnicos daquela época recomendavam usinas supermotorizadas, que operassem a fio d’água, para se aproveitar em processos produtivos sazonais. Além desse fatos, em termos políticos, são inviáveis grandes resevatórios na Amazônia; somente uma ditadura para se repetir a tragédia de Balbina e você parece favorável a ela.

      Fontes como carvão, petróleo e gás vão ser extintas, ou você consegue provar que elas são eternas? Não existem reservas mundiais de urânio contabilizadas, para abastecer as usinas em operação por mais cinquenta anos. Daqui a cinquenta, cem, quinhentos anos, é grande a possibilidade de continuar a chover, fazer sol e ventar, mas os materiais fósseis e físseis estarão bastante escasseados. As energias do futuro são as que têm futuro, as renováveis por definição.

      Você acha razoável com as gerações futuras, deixar um lixo radioativo para elas cuidarem por milhares de anos? Então construímos usinas e nos beneficiamos de sua energia neste século, de uma só vez. No próximo século, em centenas de séculos seguintes, a humanidade gastará energia, que já serão parcas, para cuidar do lixo radioativo largado em nosso tempo. Isto é justo? Que tipo de valor ético você tem para justificar tal coisa? Luis XV dizia que depois dele poderia vir o dilúvio. Será a ética dos reis absolutistas a sua? O dilúvio não veio, mas a cabeça do filho do Luis da França e da sua nora rolaram em praça pública. Será tal  o seu desejo para seus descendentes?

       

       

    • Ventos são razoavelmente previsíveis em curto prazo.

      Previsão para Porto Alegre na próxima quarta:

      Mais detalhes em: http://www.climatempo.com.br/vento/cidade/363/portoalegre-rs

      A previsão entra em detalhes de horários e intensidade.

      Chuvas são mais raras que ventos e tão imprevisíveis a longo prazo quanto. No entanto, isso não foi impeditivo para termos um sistema elétrico de base no regime de chuvas. Você saberia dizer se o próximo verão será chuvoso? Sabe-se que o verão coincide com a estação chuvosa, mas não se pode prever a quantidade de chuvas que acontecerão no final do ano; isto não impede de se fazer um sistema de aproveitamento do potencial hidráulico das chuvas. Então, tudo que você aponta para os ventos, também isto se aplica para as chuvas, com a desvantagem destas serem mais raras.

      Reveja o que escreveu:

      “Outra coisa que é ESCONDIDA PELOS ADORADORES DA EÓLICA, que além da variabilidade de ano a ano (simplesmente imprevisível) há a variabilidade mensal (também imprevisível), há a variabilidade diária (mais ou menos previsível num intervalo de alguns dias) e a variabilidade horária (também completamente imprevisível)”.

      Adoradores por adoradores, existem adoradores da hidráulica, adoração que alguns até praticam por lobby profissional. Chuvas têm ” variabilidade de ano a ano (simplesmente imprevisível)”, idem “variabilidade diária (mais ou menos previsível num intervalo de alguns dias)” e idem “variabilidade horária” (mas não “completamente imprevisível”, veja a figuara e os detalhes acima).

      Ventos são previsíveis, com razoável antecedência e alguma exatidão. Estamos no século XXI, acorda, os meados do século XX passaram, hoje existem satélites de observação metereológica e os modelos usados em metereologia evoluiram bastante.

      “a energia eólica só serve para regiões a onda se tenha OUTRA FONTE DE ENERGIA”

      Bidu!! O mesmo também se aplica para o sistema de base hídrica, que precisam de um sistema complementar, para enfrentar os riscos de períodos críticos em épocas de grandes estiagens; não existe nenhum que seja hídrico puro. A energia eólica no Brasil entra em um sistema já existente de base hídrica e de grandes reservatórios, portanto, nos enquadramos como “regiões a onda se tenha OUTRA FONTE DE ENERGIA”, não se está começando aqui um sistema eólico do nada, sem a existência de nenhuma outra fonte, já temos outras fontes instaladas, principalmente as hidroelétricas. 

      Mais um detalhe, o regime de ventos em nosso país é complementar ao regime de chuvas; a estação chuvosa coincide com as calmarias e a estação “ventosa” cai na época de estio. A fonte complementar dos ventos no Brasil é a hidráulica. “Nós temos reservatórios para armazenar [a energia dos] ventos”.

      • Ventos são imprevisíveis e só em outras fontes para estocar.

        Caro Almeida.

        Quanto a estocagem de energia eólica em hidrelétricas, tu que já chafurdaste por todo o meu currículo (não é difícil achar porque não sou anônimo) sabes muito bem que já escrevi artigos técnicos sobre isto há mais de 10 anos, logo não venha tentar ensinar o padre a rezar a missa. O primeiro foi:

        BELUCO, A. ; MAESTRI, R. D. . Uma sugestão para aproveitamento da energia eólica, no Litoral Norte do RS, por meio de um sistema híbrido eólico hidrelétrico . Revista Informativa da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Porto Alegre, , v. 8, p. 16 – 16, 26 jul. 2002.

        após este tem

        PASQUALI, Lucas M. ; D’AGOSTINI NETO, José ; BELUCO, Alexandre ; MAESTRI, Rogério D. . Três locais para implantação de usina hidrelétrica reversívekl ao sul dos Aparados da Serra, no Litoral Norte do RS. PCH Notícias & SHP News, v. 52, p. 32-37, 2012.  

        Logo para mim não tem a mínima novidade.

        Seria muito mais importante no nordeste não ficar gastando dinheiro público numa energia mais cara, mas utilizar este dinheiro para pesquisa sobre energia fotovoltaica e acumuladores de energia, pois quando realmente a energia hídrica acabar em todo o sistema e se atingir geradores solares baratos com eficiência em termos de 45%, o uso de energia solar!

        Tudo é uma questão de não desperdiçar dinheiro público.

        • Não, não me chafurdei, não.

          Quem se chafurda é porco, o que não sou. Só se chafurda em lama; se você considera o seu currículo assim… não está aqui quem esteja desmerecendendo suas atividades acadêmicas. Tudo que sei sobre das suas atividades profissionais é o que você externou, em muitas postagens neste portal.

          O potencial de usinas reversíveis ao longo da Serra do Mar, há muito é conhecido e especulado sobre ele. Existem duas históricas usinas que trabalham com processo de reversão, ambas construídas pela Light, Henri Borden e Nilo Peçanha. Esta última eu visitei há muitos anos e vale a pena visitar, tem paisagens incríveis e um ótimo passeio de teleférico. No começo dos 1980, alguns planejadores do sistema elétrico pensavam no assunto, como solução do problema de ‘pontas’ de carga.

          Não acho necessário cogitar das reversíveis, para resolver a questão do armazenamento, acho que o sistema de reservatórios já construído tem capacidade para tanto. É claro que a chegada das eólicas ao sistema vai ser um desafio, para a operação do sistema em geral e dos reservatórios em particular; exigirá estudos detalhados, para se saber quais usinas serão demandadas, e como serão, nos primeiros momentos da queda da contribuição eólica ao sistema. Vai ser uma calculeira formidável.

          O novo sistema, em base de fluxos da natureza, vai demandar muito trabalho e um tipo de trabalho de muita qualificação. Foi pensando nisto que os governos alemães partiram para o assunto, pois geram muitos e bons empregos para sesu cidadãos. Veja um exemplo da matéria que postei no Fora de Pauta, A Força dos Ventos. Ali está dito que a Chapada do Araripe vai receber 650 aerogeradores, com 1,4 GW. Isso é mais de trinta vezes o número de máquinas (20) de Itaipu, com somente dez por cento de sua potência instalada. Você já imaginou a quantidade de pessoas que serão empregadas na Chapada, para operar, supervisionar e fazer a manutenção dessas centenas de máquinas, quando comparado com a operação de Itaipu? Sentiu qual emprega mais? Agora, multiplique por dez, para uma capacidade eólica igual a Itaipu. Não vou nem comparar com a geração solar descentralizada, aí é covardia.

          O que tenho pra falar sobre energia solar, por enquanto, é o seguinte:

          1 Ela é competitiva na ponta do sistema, com as tarifas de baixa tensão, das pequenas cargas, daí se falar em geração descentralizada. Grandes projetos para se transmitir a distância está fora de cogitação.

          2 A geração descentralizada no mundo está acontecendo com sucesso, em países de clima temperado em altas latitudes. Imagina quando chegar no Patropi. Falta vergonha na cara, basicamente, o que é pedir muito nesse país com sua elitizinha de mierda; essa é a grande dificuldade, pois não rola grandes emprendimentos para eles roubarem bastante. 

  6. Vamos Refletir

    Nassif: não vamos nos igualar aos “coxinhas”. Pensar é, atualmente, um exercício doloroso. Mas é preciso refletir sobre certos questionamentos. Como o de energia, como um todo, e da aeólica, em especial. Quem está realmente por trás desta iniciativa? Os alemães, estes que não perdem oportunidade de nos atrapalhar politicamente, são os pioneiros e estão à frente de qualquer outra nação, no tocante ao know how de energia aeólica. Suas multinacionais dominam os mercados e ditam as regras. Do mais, quanto custa a implantação? Cada turbina aeólica, segundo soube, fica em torno de US$ 1,5 milhão, que não gera lá essas coisas todas de energia. Se fosse tão conveniente, por quê o Japão ainda não adotou e substitui as usinas nucleares, ditas perigosas, por estas? Você, que pode evidenciar este questionamento, nos informe, coisa que a agrande mídia, com medo de ver seus lucros reduzidos, se omite.

    • “por quê o Japão ainda não adotou”

      Simples. O Japão não tem as condições excepcionais de vento que nós temos. Foi a natureza, a geografia que deu essa benção ao Brasil, principalmente ao sofrido Nordeste. Sabe aquele negócio de país abençoado por Deus? Pois é, eu que não creio, tenho de reconhecer quando vejo a dádiva dos ventos, consorciada com os planaltos onde dos céus caem generosas chuvas, que o Cara é brasileiro.

      Ele apenas nos mandou como provação essa “elitizinha” de mierda que consegue arrebanhar, uma cambada de idiotizados por suas ideologias e interesses rasteiros… Ai! 

    • Já vimos o lado esquerdo, agora vamos ouvir o lado direito…

      Amigo, sou dono de uma empresa de energa eólica a quase 6 anos.

      Primeiramente, sua opinião esquerdista e conspiracionista não tem nada a ver com a realidade do mercado de energia eólica do Brasil.

      Estais a xingar os alemães?

      Em primeiro lugar, a maior fabricante de equipamentos e motores elétricos do Brasil é a WEG, empresa de Jaraguá do Sul, de cultura Alemã, que fatura centenas de bilhões de reas por ano, detentora das maiores tecnologias para fabricação de geradores eólicos na America Latina.

      Eles fizeram diversas parcerias com empresas norte americanas e alemãs. Parcerias estas, que geraram milhares de empregos na WEG e milhares de impostos e divisas para o país.

      Os alemães estão prejudicando o governo brasileiro? Francamente…

      Quem sabe o presidente Dilma poderia pegar umas aulinhas de economia e produção industrial com a Angela Merkel.

      O setor de energia eólica e solar só não cresce mais no Brasil porque os produtos ainda estão muito caros devido aos custos de transporte, e impostos que temos.

      A Alemanha dá aula no Brasil quando o assunto é energia renovável. Lá qualquer um pode comprar um kit de 1000W e gerar a própria energia.

      Aqui, somente ricos podem, simplesmente porque temos custos altíssimos devido as alíquotas de importação, alíquotas de impostos e custos de frete.
      O cidadão que gasta 20mil em um sistema de energia residencial paga mais da metade só em custos…

      E por último, o Japão produz uma das turbinas eólicas mais eficientes do mercado, eu mesmo já vendi e instalei uma no Piauí e posso dizer seguramente que é a turbina de eixo vertical mais moderna do Brasil.

       

       

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