Painel do dia

Bancos dos EUA precisam de mais capital

Agora que os testes de estresse acabaram, os grandes bancos não podem dar ênfase o suficiente de que não precisam mais de ajuda do governo. Os reguladores federais anunciaram os resultados do Programa de Avaliação de Fiscalização do Capital na tarde de quinta-feira, dizendo que 10 bancos precisam levantar um total de US$ 74,6 bilhões em capital novo. A vigilância dos bancos foi feita pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), a Agência Federal de Seguros de Depósito (FDIC, na sigla em inglês) e o Gabinete de Controle da Moeda, que estavam trabalhando nos testes sob orientação do Secretário do Tesouro, Tim Geithner, em fevereiro. Minutos depois da liberação dos resultados, três grandes instituições – Wells Fargo, Morgan Stanley e Citigroup –revelaram planos para levantar capital junto a investidores privados. Duas outras – os bancos regionais PNC, de Pittsburgh, e o Fifth Third, de Cincinnati, – disseram que iriam satisfazer as necessidades de aumento de capital trabalhando com fontes de financiamento privado, embora não tenham especificado como isso será feito. Na última linha: os bancos que não precisaram fazer isso no último colapso de mercado, no outono, e sem intervenções públicas – que variavam de injeções de capital para expandir os seguros de depósito e garantir os débitos – agora estão se virando para mostrar que não precisam de ajuda federal.
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Wall Street reage positivamente ao resultado do teste de stress

Os investidores saudaram os resultados dos testes de esforço do governo sobre os bancos na última quinta-feira à tarde, no after-market do pregão, com 10 dos 19 bancos testados revelando não ter necessidade de capital adicional. As ações do Citigroup chegaram a subir 9,5% para US$ 4,17, enquanto a empresa dizia que vai cobrir o seu déficit de US$ 5,5 bilhões expandindo o seu programa atual de converter ações preferenciais em ordinárias.

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Toyota tem prejuízo de US$ 4,4 bilhões

A montadora japonesa Toyota Motor registrou na sexta-feira o seu pior prejuízo líquido anual, e avisou que vai mergulhar ainda mais fundo no vermelho este ano, uma deslumbrante reversão de uma montadora cuja expansão e lucros recordes parecia impossível de parar apenas 12 meses atrás. A montadora disse que perdeu 765,8 bilhões de ienes, ou US$ 7,7 bilhões, nos primeiros três meses do ano – ainda mais que os US$ 5,9 bilhões perdidos pela sua semi-falida rival norte-americana, a General Motors, no mesmo período. A Toyota jogou a culpa da desgraça na queda da procura mundial e ao iene forte, que tornou as exportações do Japão mais caras. Os números devastadores a partir do quarto trimestre fiscal contribuíram para um resultado pior do que os 436,9 bilhões de ienes previstos para o ano que terminou em março. O fabricante avisou que vai perder 550 bilhões de ienes neste ano fiscal e cortou seu dividendo anual em cerca de 30%, primeiro corte em pelo menos 15 anos.

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Morgan Stanley quer levantar US$ 2 bilhões com emissão de ações

O banco Morgan Stanley vai levantar US$ 2 bilhões em capital e US$ 3 bilhões em dívida não garantida pelo governo, em um esforço para compensar uma esperada perda de capital de US$ 1,5 apontado pelo teste de estresse do Governo, e reembolsar os US$ 10 bilhões de ajuda federal que recebeu no ano passado, de acordo com a pessoas próximas à situação. A decisão do banco para levantar US$ 3 bilhões em dívida sem o seguro da Agência Federal de Seguros de Depósito (FDIC, na sigla em inglês) é significativa, porque o governo definiu, como condição, a não emissão de dívida garantida pelo FDIC aos grupos financeiros que queiram reembolsar os fundos recebidos do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (TARP, na sigla em inglês). Ao contrário do arqui-rival Goldman Sachs, o Morgan Stanley não tinha emitido dívida não assegurada pelo FDIC.

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RBS tem prejuízo trimestral de 44 milhões de libras

O Royal Bank of Scotland (RBS) anunciou um prejuízo antes de impostos de 44 milhões de libras nos três meses até o final de março. Comparado com o mesmo período do ano anterior, houve um lucro de 479 milhões de libras. O banco, que tem 70% do capital controlado pelo contribuinte, também anunciou uma despesa de 2,9 bilhões de libras com débitos ruins no período, e disse que a perspectiva era desafiante. Mas Stephen Hester, executivo-chefe, disse que estava confiante que o RBS tem franquias fortes, a partir das quais o banco poderá reconstruir valor para o acionista.

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