Painel do dia

EUA quer regular mercado de derivativos de balcão

A administração Obama revelou na quarta-feira um plano para regulamentar o mercado de derivativos de balcão, em uma tentativa de aumentar o controle sobre um mercado obscuro e que tem sido acusado de agravar a crise financeira. A medida se destina a aumentar a transparência e reduzir o risco em um mercado avaliado em mais de US$ 680 bilhões, mas que tem sido amplamente desregulamentado por causa do regime de ‘laisser-faire’ (deixai fazer, chavão do liberalismo) sancionado pelas autoridades dos EUA no início da década. O novo plano governamental obrigaria todos os derivativos de balcão “padronizados” a se reportar a uma câmara de compensações, para reduzir o risco de os investidores se exporem perigosamente a uma única contraparte. Estes tipos de derivativos, que se estima compor o grosso do mercado, também teriam de ser negociados em bolsas regulamentadas através de sistemas eletrônicos. Atualmente, muitos negócios são feitos através do telefone, tornando-os difíceis de monitorar e gravar.

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China pode ter mais poder de decisão no reestruturado FMI

A China pode ultrapassar o Japão e ter o maior poder de decisão no Fundo Monetário Internacional (FMI), atrás dos Estados Unidos, após a reforma estrutural na gestão do fundo, disse um alto funcionário do FMI na quarta-feira. “Existe uma possibilidade de que a cota da China suba para a segunda maior, quando a reforma for concluída até 2011”, disse Daisuke Kotegawa, diretor executivo do FMI para o Japão, ao China Daily. A cada país membro é atribuída uma quota, baseada amplamente no seu tamanho relativo na economia mundial; a cota determina o seu compromisso financeiro máximo com o FMI, bem como o seu poder de voto. O contingente atual da China no FMI é 3,72%, o sexto maior. EUA e Japão, primeiro e segundo maior cotistas individuais, detêm 17,09% e 6,13% respectivamente. O FMI decidiu reformar sua estrutura administrativa em abril, de modo a refletir o crescente peso econômico das economias emergentes (o Brasil tem 1,4%, menos que Rússia, 2,7%, e Índia, 1,9%). A revisão das quotas é esperada para ser concluída até janeiro de 2011.

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Economia espanhola afunda rapidamente

A economia da Espanha sofreu a maior contração em 50 anos nos primeiros três meses de 2009, demonstraram as estimativas preliminares. O PIB caiu 1,8% em relação ao trimestre anterior e 2,9% em relação ao ano anterior, disse o Instituto Nacional de Estatística, que vai divulgar os dados finais na próxima semana. Os economistas disseram que as quedas foram as mais íngremes desde 1959. A Espanha tinha desfrutado 14 anos consecutivos de crescimento antes de entrar em recessão, no último trimestre de 2008. O quase-colapso da indústria de construção atingiu duramente a economia. O governo espanhol previu que o PIB deverá encolher 1,6% em 2009, enquanto a Comissão Europeia afirmou esperar que a Espanha será o último país da União Europeia a sair da recessão, provavelmente em 2011.

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Noruega prospera em meio à crise econômica

Quando o capitalismo parecia à beira do colapso no outono passado, a socialista Kristin Halvorsen, ministra das Finanças da Noruega e uma antiga cética do mercado livre, fez mais do que exultar. Enquanto investidores em todo o mundo entraram em pânico, ela remou contra a maré, autorizando o fundo soberano da Noruega, de US$ 300 bilhões, a acelerar o programa de compra de ações em US$ 60 bilhões – ou cerca de 23% da produção econômica da Noruega. “O timing não foi tão ruim”, disse Halvorsen, sorrindo com satisfação sobre o vasto rali no mercado mundial que começou no início de março. A crise financeira global trouxe baixa às economias de quase todos os países do mundo. Mas não na Noruega. No meio da pior recessão global desde a depressão de 1930, a economia da Noruega cresceu pouco menos de 3% no ano passado. O governo goza de um excedente orçamentário de 11% e seu livro-razão é inteiramente livre de dívidas.

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Lucro do Credit Agricole cai 77% no primeiro trimestre

O banco francês Credit Agricole disse nesta quinta-feira que seu lucro líquido caiu 77% no primeiro trimestre, enquanto a crise financeira global continuou a pesar sobre a sua gestão de ativos, seguros e atividades de private banking. O maior banco varejista da França em número de clientes relatou um lucro líquido de 202 milhões de euros (US$ 275 milhões) nos primeiros três meses do ano, ante um lucro de 892 milhões de euros um ano antes. O banco disse que “continua a se beneficiar de uma posição financeira muito sólida”, com o núcleo da taxa de capital Tier 1 – uma medida-chave da força de capital de um banco – em 8%, idêntico ao do trimestre anterior. O banco, conhecido como Banco Verde, devido às suas origens como emprestador para os agricultores da França, disse que suas provisões para perdas potenciais mais do que duplicaram no primeiro trimestre, para 1,1 bilhão de euros, ante os 446 milhões de euros de um ano antes. O banco culpou o agravamento das condições econômicas de crescimento, especialmente no varejo bancário internacional e financiamento das empresas, onde estes custos quase triplicaram em comparação com um ano antes.

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