Painel internacional

A entrevista de Lula ao Financial Times

Financial Times

Luiz Inácio Lula da Silva está em plena atividade. Sorrindo amplamente e de charuto favorito na mão, o presidente do Brasil narra com entusiasmo o dia em que disse não para o Fundo Monetário Internacional. “Eu chamei o [Rodrigo de] Rato [ex-diretor] no FMI e disse que não queria o dinheiro dele. Ele ficou realmente chateado“, ri. “O Rato disse: ‘Mas os empréstimos para o Brasil são realmente importantes para mim’. Para Lula e seus 190 milhões de compatriotas, a memória do Brasil regularmente indo de chapéu na mão para o FMI ainda irrita. Apenas uma década atrás, na esteira da crise financeira asiática e russa, o Brasil foi forçado a desvalorizar sua moeda, o real, e recorrer a empréstimos de emergência do FMI. Mas agora as mesas foram viradas. “Nós fomos um dos últimos países a entrar em crise e fomos um dos primeiros a sair”, diz o primeiro ex-torneiro mecânico de 64 anos a ser eleito presidente, em 2002. Para o próximo ano, o último do seu mandato, está confiante que a economia do Brasil crescer mais do que saudáveis 5%. “Não muito tempo atrás eu costumava sonhar em acumular US$ 100 bilhões em reservas cambiais”, diz, ainda sorrindo amplamente. “Logo nós vamos ter US$ 300 bilhões.

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O legado de 1989 em debate

A nova invasão espanhola

O alto endividamento com cartões de crédito no Reino Unido

Juro baixo nos EUA financia operações de risco, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional assinalou que as baixas taxas recordes de juros dos EUA estão financiando operações globais de carry trade (tomar dinheiro a uma taxa de juros em um país e aplicá-lo em outra moeda) e o dólar ainda está supervalorizado, ao mesmo tempo em que crescem as preocupações de que novos desequilíbrios financeiros estejam se formando. “Há indícios de que o dólar agora esteja servindo como moeda de financiamento de carry trades“, disse o FMI no relatório publicado em 7 de novembro. “Essas operações podem estar contribuindo para a pressão sobre o euro e algumas moedas de economias emergentes. Enquanto o dólar “se aproximou do equilíbrio no médio prazo“, ele ainda está “do lado valorizado. Com investidores capazes de pegar emprestado a taxas próximas de zero nos EUA, alguns economistas estão preocupados que os mercados possam ficar distorcidos, com os operadores alocando esses fundos em ativos de risco.

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O legado de 1989 em debate

New York Times

O legado histórico de 1989, quando o Muro de Berlim caiu e a Guerra Fria descongelou, é tão político quanto as perturbações daquele ano decisivo. Os acontecimentos de 1989 impulsionaram uma notável transformação na Europa agora unida e livre, e uma Alemanha reunificada, marcos que estão sendo lembrados com comemorações por todo o continente, incluindo um extravagante evento franco-alemão na tarde desta segunda-feira na Place de la Concorde. Mas 1989 também criou novas divisões e nacionalismos ferozes que mancam a União Europeia hoje, entre o Oriente e o Ocidente, a França e a Alemanha e a Europa e a Rússia. Parte da intensidade dessas divisões é evidente no cabo de guerra, tanto na Europa como nos Estados Unidos, sobre as realizações de 1989 – se elas se devem mais ao anti-comunismo resoluto de Ronald Reagan ou o seu inverso, a preferência velada do Leste pela Europa Ocidental. E, embora muitos no Ocidente viram a roda da história girar inevitavelmente, causando o aumento da democracia e banindo rivais sérios ao poderio americano, a China evitou a sua própria revolução em 1989, e lançou-se à proeminência através de um capitalismo autoritário que os dirigentes da Rússia estão agora estudando.

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A nova invasão espanhola

SPIEGEL ONLINE

Cheias de dinheiro e passando por momentos difíceis em casa, as empresas espanholas estão novamente olhando para fora. A Grande Recessão tem sido fácil (de se lidar) para Enric Casi. Na verdade, o gerente geral da Mango, segunda maior varejista de moda da Espanha, mal consegue se manter em dia com os negócios. O nativo de Barcelona de 53 anos inaugurou 225 lojas desde o início da crise e antecipa o lançamento de mais de 200 por ano nos próximos exercícios, principalmente no exterior. O ritmo frenético valeu a pena: as vendas estão no caminho de saltar 10% este ano, para cerca de US$ 2,3 bilhões. A história da Mango não é uma exceção. Empresas espanholas que vão desde fabricantes de moinho de vento, bancos e fabricantes de bicicletas estão flexionando seus músculos financeiros no momento em que seus rivais norte-americanos e europeus se retraem. No ano passado, o Banco Santander de Madri, segunda maior casa financeira da Europa, pagou US$ 1,9 bilhão pelo Sovereign Bancorp, dos EUA e US$ 16 bilhões pelo Banco Real no Brasil. A gigante de varejo Inditex, dona da marca de moda Zara, fechou um acordo em fevereiro com a indiana Tata Group para abrir lojas em todo o continente. E a Iberdrola Renovables, já a segunda maior desenvolvedora de parques eólicos na América, ganhou US$ 546 milhões em subsídios do governo dos EUA – mais da metade dos gastos de Washington em estímulo para projetos de energia verde.

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O alto endividamento com cartões de crédito no Reino Unido

BBC NEWS

As dívidas ruins com cartões de crédito no Reino Unido podem atingir até 9% dos balanços até o final do próximo ano, disse uma empresa de contabilidade. “As dívidas ruins do setor atingiram máximas históricas”, segundo a PricewaterhouseCoopers. O valor está em cerca de 6% agora. Isto apesar do fato de ter havido um “esfriamento do ímpeto” por cartões de crédito, com os empréstimos caindo 3%, para 64 bilhões de libras. O número de cartões de crédito em circulação caiu em 8%, disse. A empresa disse que, enquanto os consumidores britânicos estão tomando menos crédito do que antes da crise financeira, os níveis de dívida no Reino Unido continuam elevados em comparação com o resto da Europa.

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