Painel internacional

Obama abordará a questão do yuan em visita à China

New York Times

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na segunda-feira que planeja levantar a questão do yuan com as autoridades chinesas quando se encontrar com elas em Pequim na próxima semana, um tema potencialmente perturbador para os mercados de câmbio. “A moeda, junto com uma série de outras questões, virá à tona, e estou confiante de que tanto os Estados Unidos como a China podem chegar a um amplo conjunto de políticas que incentivem o comércio benéfico aos dois países, que permita a continuidade do crescimento econômico”, disse Obama em entrevista à Reuters. Os fabricantes dos EUA se queixam de que Pequim mantém artificialmente baixo o valor do yuan para tornar suas exportações mais baratas, e os produtos norte-americanos mais caros para os consumidores chineses. Os economistas dizem que isso levou a desequilíbrios na economia mundial, contribuindo para grandes déficits comerciais nos Estados Unidos e superávits comerciais na China.

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E mais:

China reafirma política de estabilidade do yuan

Projeção do PIB dos EUA para 2010 aumenta

Cenário pessimista derruba confiança empresarial alemã

Japão tem leve superávit em conta corrente


China reafirma política de estabilidade do yuan

The Star Online

A China reafirmou na terça-feira sua política de longa data de manter a estabilidade fundamental do yuan em um nível razoável e equilibrado, após o presidente dos EUA, Barack Obama, dizer que iria discutir a moeda quando visitar Pequim. Questionado sobre os comentários de Obama, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang, disse que a China vai continuar a melhorar o mecanismo de taxa de câmbio, com vistas a tornar gradualmente o yuan mais flexível. Qin acrescentou que a China espera que os Estados Unidos, como a economia mais importante do mundo, persiga uma política fiscal constante para manter a taxa de câmbio do dólar estável e garantir seu próprio crescimento e o de outras nações. “Quero deixar claro que os Estados Unidos são a entidade econômica número um no mundo”, disse em entrevista coletiva. “Esperamos que… os Estados Unidos possam superar as dificuldades provocadas pela crise financeira internacional e, ao mesmo tempo, manter a sustentabilidade da sua política fiscal em médio e longo prazo”, disse Qin.

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Projeção do PIB dos EUA para 2010 aumenta

Reuters

Os principais analistas estão ficando mais confiantes de que a economia dos EUA tenha encetado uma recuperação sustentável, mostrou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira. O boletim de novembro do The Blue Chip Economic Indicators revelou que os analistas tinham elevado suas projeções de 2010 para o produto interno bruto pelo quarto mês consecutivo. No entanto, eles ainda esperam que o ritmo de crescimento fique abaixo do de uma típica recuperação pós-recessão. A economia dos EUA deverá se expandir 2,7% no próximo ano, disse o jornal. Isso marcou uma revisão para cima do ritmo de 2,5% que o painel de pesquisa esperava há um mês. Para 2009, o consenso dos 52 economistas consultados era de uma contração de 2,4%, 0,1 ponto percentual inferior à estimativa anterior. “A grande incerteza em torno das perspectivas para o crescimento no próximo ano envolve o grau em que a demanda privada se acelera, assim como as contribuições positivas para o PIB da liquidação dos reduzidos estoques empresariais e retirada de estímulos fiscais“, diz o boletim.

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Cenário pessimista derruba confiança empresarial alemã

A confiança do investidor alemão diminuiu pelo segundo mês consecutivo em novembro, com as perspectivas de vencimento dos programas de estímulo do governo e aumento do desemprego, e expectativas moderadas de crescimento econômico. O Centro ZEW para Pesquisa Econômica Europeia, em Mannheim, disse que seu índice de confiança dos investidores e analistas, que visa prever a evolução nos próximos seis meses, caiu de 56 em outubro para 51,1. A mediana das previsões em uma pesquisa da Bloomberg News com 39 economistas era de declínio para 55. O índice de referência de ações do DAX diminuiu 3,5% no mês passado em meio a preocupações de que a recuperação será lenta no próximo ano, quando as medidas de estímulo do governo se esgotarem e o maior desemprego restringir os gastos dos consumidores. As exportações também podem falhar se uma recuperação no comércio mundial arrefecer e o euro continuar a se apreciar, tornando os produtos europeus mais caros no exterior.

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Japão tem leve superávit em conta corrente

The Wall Street Journal

O superávit em conta corrente do Japão aumentou ligeiramente em setembro, liderado pela recuperação da balança comercial do país, mas as baixas taxas de juros globais e o iene forte continuaram a pesar sobre os rendimentos dos investimentos no exterior. A queda mais acentuada nas importações do que nas exportações levou a um aumento de 0,2% – na comparação ano a ano – do superávit em conta corrente de 1,568 trilhão de ienes (US$ 17,43 bilhões) antes do ajuste sazonal, mostraram os dados do Ministério da Fazenda nesta terça-feira. Os superávits na conta corrente têm sido confinados a baixos níveis desde que a crise financeira mundial empurrou ligeiramente o déficit em conta de janeiro pela primeira vez em 13 anos. Analistas dizem que o resultado de terça-feira, embora superando expectativas de uma diminuição de 2,11% no excedente de 1,532 trilhão de ienes, continua a sugerir que os excedentes permanecerão pequenos nos próximos meses.

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