Painel internacional

A luta contra a valorização das moedas de emergentes

Reportagem da Bloomberg aborda como Brasil, Chile, Rússia e Coréia do Sul estão lutando uma batalha perdida para conter a valorização de suas moedas. O dólar em queda e a recuperação econômica estão criando mais demanda por esses ativos do que os bancos centrais podem controlar. Na Coréia do Sul, o país vai deixar que o mercado regule a cotação da moeda, e no Chile, os parlamentares aprovaram um aumento na emissão de dívida local para financiar as despesas. O peso chileno se valorizou 26% este ano contra o dólar, o segundo maior ganho entre as moedas latino-americanas após a ascensão de 33% do real. No Brasil, Rodrigo Azevedo, diretor de política monetária do banco central do Brasil de 2004 a 2007, diz queo Brasil pode fazer muito pouco (para conter a apreciação)”. O real do Brasil se valorizou 1,6% neste mês, mesmo após a criação de um imposto em outubro sobre investimentos estrangeiros e aumentar as reservas cambiais em US$ 9,5 bilhões, no esforço para conter o fortalecimento da moeda.

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E mais:

O desemprego nos EUA e na Alemanha – Paul Krugman

Eurozona emerge da recessão

China acena com valorização do yuan

Brasil celebra queda recorde do desmatamento


O desemprego nos EUA e na Alemanha

New York Times

Por Paul Krugman

Considere, por um momento, um conto de dois países. Ambos sofreram uma severa recessão e perderam empregos como resultado – mas não na mesma escala. No país A, o emprego caiu mais de 5%, e a taxa de desemprego mais que dobrou. No país B, o emprego diminuiu apenas meio por cento, e o desemprego é apenas ligeiramente superior ao que era antes da crise. Você não acha que o país A pode ter algo a aprender com o país B? Esta história não é hipotética. O país A são os Estados Unidos, onde as ações estão em alta, o PIB está subindo, mas a terrível situação do emprego apenas continua piorando. O País B é a Alemanha, que recebeu um golpe no seu PIB quando o comércio mundial entrou em colapso, mas foi extraordinariamente bem sucedida em evitar a perda de empregos em massa. O milagre dos postos de trabalho da Alemanha não tem recebido muita atenção neste país – mas é real, é impressionante, e levanta questões sérias sobre se o governo dos EUA está fazendo as coisas certas para combater o desemprego.

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Eurozona emerge da recessão

BBC NEWS

A economia da zona do euro emergiu da recessão após o crescimento entre julho e setembro, mostraram os números. As 16 nações que usam o euro cresceram 0,4% em bloco, após a redução de 0,2% entre abril e junho. As economias francesa e alemã cresceram pelo segundo trimestre consecutivo, confirmando que as duas maiores economias da zona do euro saíram da recessão. No entanto, tanto a França e a Alemanha cresceram menos do que o esperado, um sinal de como os sinais preliminares de recuperação permanecem. A Alemanha cresceu 0,7% no terceiro trimestre. A França cresceu 0,3%, segundo o ministro das Finanças, Christine Lagarde. Ambas as economias e o Japão encerraram as contrações de um ano no segundo trimestre do ano, enquanto os EUA acabou de se juntar a eles, com o crescimento do terceiro trimestre. Mas o Reino Unido persistiu com a sua maior contração desde a Segunda Guerra Mundial. A União Europeia como um todo – 27 países, incluindo o Reino Unido e a Suécia – também saíram da recessão, com crescimento de 0,2% no terceiro trimestre.

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China acena com valorização do yuan

CBS 21 News

O dólar comercial subiu em relação a outras moedas na quinta-feira, com o governo chinês aparentemente sinalizando estar disposto a deixar o valor da sua moeda subir. Os Estados Unidos e outros países se beneficiariam de um aumento no valor do yuan chinês, porque as suas exportações se tornariam mais baratas para os consumidores chineses comprarem, e poderia ajudar a estimular suas economias. O anúncio surpresa no relatório trimestral do banco central da China aconteceu dias antes da visita do presidente dos EUA, Barack Obama, à China. Se os chineses deixarem sua moeda continuar subindo em relação ao dólar, seria uma vitória para a administração Obama. O governo está sob pressão política para fazer mais pelo combate ao desemprego nos Estados Unidos. Os fabricantes dos EUA alegam que o yuan chinês, que Pequim tem efetivamente atrelado ao dólar, está sobrevalorizado em até 40%. Isso faz com que os produtos chineses mais baratos para a compra dos consumidores e empresas nos Estados Unidos. Mas torna os produtos norte-americanos mais caros na China.

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Brasil celebra queda recorde do desmatamento

guardian.co.uk home

O governo brasileiro anunciou ontem a queda “histórica” no desmatamento da Amazônia, semanas antes de os líderes mundiais se reunirem em Copenhague para discutir as mudanças climáticas. As autoridades brasileiras disseram que, entre agosto de 2008 e julho deste ano, o desmatamento na maior floresta tropical do mundo diminuiu na maior quantidade em mais de 20 anos, caindo 45%, de quase 13.000 quilômetros quadrados para cerca de 7.000 quilômetros quadrados. “É um número excelente – um resultado histórico”, disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na capital Brasília. “É uma redução substancial”, disse o chefe do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Gilberto Câmara, segundo o veículo oficial de notícias Agência Brasil. Ele alegou que era a redução mais significativa no desmatamento desde que o seu instituto começou a monitorar a destruição da floresta úmida com tecnologia via satélite, em 1988.

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