Painel internacional

Taxando os especuladores

New York Times

Por Paul Krugman

Deveríamos usar os impostos para desencorajar a especulação financeira? Sim, dizem os altos funcionários britânicos que supervisionarão a City de Londres, um dos dois maiores centros bancários do mundo. Outros governos europeus concordam – e eles estão certos. Infelizmente, as autoridades dos Estados Unidos – especialmente Timothy Geithner, o secretário do Tesouro – são totalmente contra a proposta. Vamos esperar que reconsiderem: um imposto sobre operações financeiras é uma idéia cujo tempo chegou. O litígio começou em agosto, quando Adair Turner, principal regulador financeiro da Grã-Bretanha, clamou por um imposto sobre transações financeiras, como forma de desencorajar as atividades “socialmente inúteis“. Gordon Brown, o primeiro-ministro britânico, apoiou a proposta, que apresentou ao Grupo das 20 principais economias na reunião deste mês. Por que isso é uma boa ideia? A proposta de Turner-Brown é uma versão moderna da ideia originalmente lançada em 1972 pelo falecido James Tobin, o economista de Yale vencedor do Nobel. Tobin argumenta que a especulação monetária – o dinheiro que se desloca a nível internacional para apostar em flutuações nas taxas de câmbio – estava tendo um efeito perturbador sobre a economia mundial. Para reduzir essas distorções, ele sugeriu uma pequena taxa sobre cada troca de moedas.

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E mais:

Mudanças bruscas no câmbio japonês são indesejáveis

Dívida de Dubai revive medo da crise financeira

EUA não devem cumprir meta de etanol nos combustíveis

Putin está na França para estreitar laços comerciais

Mudanças bruscas no câmbio japonês são indesejáveis

O Chefe de Gabinete do Japão, Hirofumi Hirano, disse que as rápidas movimentações na taxa de câmbio não são desejáveis, após o iene subir para a maior alta em 14 anos ante o dólar dos EUA, e esfriou os apelos por uma intervenção para travar os ganhos. “Movimentos bruscos seriam indesejáveis”, disse Hirano a repórteres em Tóquio, numa conferência regular de imprensa. Estamos acompanhando cuidadosamente o mercado, disse. O maior lobby de empresários do Japão instou hoje o governo de 10 semanas de idade do primeiro-ministro Yukio Hatoyama a tomar medidas para travar a subida do iene, que está prejudicando as exportações do país. A opção preferida pelos governos anteriores, a compra de dólares, está menos disponível para Hatoyama, por causa dos comprometimentos para conter a dívida e reduzir os gastos do governo.

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Dívida de Dubai revive medo da crise financeira

Reuters

Os investidores recuaram dos ativos de risco na sexta-feira, e esvaziaram as (aplicações em) ações de bancos e construtoras da Ásia, temendo que um default (moratória) da dívida de Dubai poderia reacender as turbulências financeiras da crise de crédito. As ações de Tóquio a Mumbai foram assombradas pela suspeita de exposição das instituições financeiras às empresas de Dubai que estão construindo ilhas no Golfo, cidades planejadas do Paquistão à África e influenciou as conexões financeiras da maior região exportadora de petróleo do mundo. “Este é um importante lembrete de que a crise de crédito está esquecida, mas não desaparecida“, disse Robert Rennie, estrategista do Westpac Global Markets Group, em nota.

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EUA não devem cumprir meta de etanol nos combustíveis

New York Times

Dois anos atrás, o Congresso dos EUA ordenou às refinarias de gasolina do país para que fizessem algo que está se tornando matematicamente impossível. Para agradar ao lobby agrícola e ajudar a curar a nação do vício do petróleo, o Congresso determinou que as refinarias misturassem um volume crescente de etanol e outros biocombustíveis na gasolina. Eles deveriam usar pelo menos 15 bilhões de galões de biocombustíveis até 2012, passando de menos de sete bilhões de galões em 2007. Mas ninguém na época contou com a queda da procura de combustível nos Estados Unidos, que é o que aconteceu durante a recessão. E que a queda poderia continuar, com os carros se tornando mais eficientes no âmbito de outros mandatos governamentais recentes.

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Putin está na França para estreitar laços comerciais

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin está mantendo conversações visando o aprofundamento de negócios e cooperação financeira com a França. Os dois países estão buscando laços mais próximos em energia, automotivo, transporte, setores farmacêuticos entre outros. Putin se reúne na sexta-feira com seu homólogo francês no Chateau de Rambouillet, outrora residência real, e agora presidencial, a oeste de Paris. Ele é acompanhado por vários ministros importantes e uma delegação de altos executivos empresariais russos. Putin e o primeiro-ministro francês, François Fillon, também discutem o aquecimento global antes da conferência sobre mudança climática em Copenhague, no próximo mês. O impulso russo por laços econômicos estreitos com a França destina-se a reforçar a modernização da sua economia.

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