Painel internacional

Americanos querem os ricos custeando novos empregos

Os norte-americanos querem o seu governo criando empregos por meio de gastos em obras públicas, investimentos em energias alternativas ou ensinando competências para os desempregados. Eles também querem que o déficit caia. E a maioria está pronta para entregar a conta para os ricos. A Sondagem Nacional Bloomberg conduzida de 3 a 7 de dezembro mostra que dois terços dos norte-americanos são favoráveis à tributação dos ricos para a redução do déficit. Embora quase 9 de cada 10 entrevistados também digam acreditar que a classe média terá que fazer sacrifícios financeiros para alcançar esse objetivo, apenas pouco mais de um quarto (dos pesquisados) apóia o aumento de impostos sobre a classe média. Menos ainda cortes em programas sociais, tais como a Seguridade Social e o Medicare, ou um novo imposto sobre o consumo nacional. Essas contradições de longa data nas atitudes dos eleitores em relação aos impostos, despesas e déficit são intensificados à medida que os EUA enfrentam a mais grave crise econômica em décadas, diz J. Ann Selzer, presidente da Selzer & Co., empresa sediada em Des Moines, Iowa, que conduziu o levantamento em nível nacional. Os ricos se tornaram um alvo especialmente convidativo com a combinação de ajuda aos bancos e o ressentimento sobre os grandes bônus, diz Stoke.

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Poderio econômico chinês ofusca vizinhos

Aumento de importações deve elevar déficit comercial nos EUA

Negociador dos EUA rejeita reparações pelo clima

Brown e Sarkozy discutem sistema bancário europeu


Poderio econômico chinês ofusca vizinhos

New York Times

Nas profundezas dickensianas da metalúrgica indonésia Dunia Metal Works, tudo é cacofonia: o bam bam bam dos socos vindos da graxa encharcada, o barulho ritmado do desvelar dos cabos de aço, a tempestade e a tensão lampejante, os pregos recém-cunhados cascateando sobre uma vasta mesa de metal usada para encaixotamento. Mas a despeito de todo o barulho industrial, a Dunia está sofrendo uma queda dolorosa. Hoje ela produz a 40% da sua capacidade, com o negócio de pregos domésticos em perigo – e as exportações dizimadaspelas alternativas chinesas mais baratas. “Temos competido com os japoneses e coreanos, disse o diretor da fábrica, Juniarto Suhandinata. “Mas os chineses – sem chance. Eles são concorrentes difíceis, e a Dunia está descobrindo isso a duras penas. Mas o lamento de Suhandinata fala de algo diferente: um senso de inquietação mesmo em uma nação em desenvolvimento asiática na órbita de Pequim sobre as rápidas implicações de uma China aparentemente sem limites de crescimento econômico.

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Aumento de importações deve elevar déficit comercial nos EUA

O déficit comercial dos EUA provavelmente aumentou em outubro, à medida que o crescimento da economia causa o aumento de importações mais rapidamente do que das exportações, disseram os economistas antes do relatório de hoje. A diferença cresceu para US$ 36,8 bilhões, o maior desde janeiro, de US$ 36,5 bilhões no mês anterior, segundo a mediana das estimativas de 75 economistas consultados pela Bloomberg News. Outros números podem mostrar que os pedidos de seguro-desemprego caíram para a maior baixa em um ano. A FedEx e a United Parcel Service estão entre as empresas que se beneficiam do crescimento das vendas, ao passo em que as economias se recuperam da pior crise global na era pós-Segunda Guerra Mundial. A retomada de fabricação dos EUA para a China pode sustentar a expansão em 2010, com as empresas se esforçando para impedir a evaporação dos estoques.

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Negociador dos EUA rejeita reparações pelo clima

New York Times

O principal enviado norte-americano para as negociações sobre o clima em Copenhague rejeitou categoricamente na quarta-feira os argumentos dos diplomatas de terras pobres de que os Estados Unidos têm uma dívida para com as nações em desenvolvimento, por décadas de emissões norte-americanas que contribuíram para o aquecimento global. Não era a primeira vez que o negociador norte-americano, Todd D. Stern, havia rejeitado a idéia. Mas suas palavras destacaram o fosso que persiste entre os pobres e os ricos, enquanto quase 200 países tentam esboçar os contornos de um novo pacto sobre as alterações climáticas. “Na verdade, rejeito completamente a ideia de uma dívida ou reparações ou qualquer coisa do tipo”, disse. “Por mais de 200 anos desde a Revolução Industrial, as pessoas alegremente ignoraram o fato de que as emissões causaram um efeito estufa. É um fenômeno relativamente recente”.

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Brown e Sarkozy discutem sistema bancário europeu

BBC NEWS

Gordon Brown e Nicolas Sarkozy deverão utilizar uma reunião para discutir a polêmica nomeação de um francês para supervisionar o sistema bancário europeu. O primeiro-ministro britânico e o presidente francês estão dialogando antes da cúpula de líderes da União Europeia em Bruxelas. Será a primeira vez que se encontram desde que Sarkozy aparentemente se vangloriou de que a nomeação de Michel Barnier teria sido uma derrota para a economia de livre mercado do Reino Unido. Anteriormente, Brown e Sarkozy fizeram um apelo para a reforma financeira. Isso veio em um artigo escrito em conjunto no Wall Street Journal, em que diziam que um único imposto sobre os bônus dos bancos deveria ser “considerado uma prioridade”.

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