Painel internacional

Chávez usará moeda virtual para transações na Alba

AP Associated Press

A Venezuela planeja começar a usar uma nova moeda virtual esta semana, para facilitar o comércio com um bloco de aliados na América Latina e Caribe que o presidente Hugo Chávez reuniu e combater a influência dos EUA na região. Chávez elogiou a moeda eletrônica – apelidada de Sucre e avaliada em US$ 1,25 – como um único meio de ajudar a Venezuela, Cuba e outros países aliados a reduzir sua dependência em relação ao dólar norte-americano para o comércio. O Sucre foi lançado oficialmente pelo governo da Venezuela com a publicação de uma lei no Diário Oficial na quarta-feira. O Sucre é uma sigla em espanhol para Fundo de Unificação de Sistema de Compensação. É para ser usado entre os membros da Alternativa Bolivariana para as Nações da Nossa América, ou ALBA, um bloco de esquerda que inclui também Cuba, Bolívia, Nicarágua, Equador, Dominica, Antígua e Barbuda, e São Vicente e Granadinas. Venezuela e Cuba iniciaram o grupo como uma aliança socialista comercial em 2004. Analistas dizem que o mecanismo de comércio eletrônico não irá diminuir significativamente a dependência dos membros da ALBA sobre o dólar norte-americano, porque o comércio dentro do bloco é mínimo. O Sucre não será impresso ou cunhado, ao invés disso, será usado exclusivamente como moeda virtual para gerenciar as dívidas entre governos.

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E mais:

Banqueiros estão despistando – Paul Krugman

“A situação aqui (no Haiti)… É indescritível”

Laços Japão-EUA são vitais para conter avanço militar chinês

Inflação preocupa Índia e China


Banqueiros estão despistando

New York Times

Por Paul Krugman

O funcionário da Comissão de Inquérito da Crise Financeira – o grupo que pretende realizar uma versão moderna da Comissão Pecora de 1930 (junta que esmiuçou o papel dos bancos e instituições na quebra de Wall Street), cujas investigações vão definir o cenário para o New Deal da regulamentação bancária começou a tomar depoimentos nesta quarta-feira. No seu primeiro painel, a Comissão tostou quatro grandes figurões da indústria financeira. O que aprendemos? Bem, se você estava esperando por um momento Perry Mason na cena em que a testemunha deixa escapar: “Sim! Eu admito! Eu fiz isso! E estou feliz!” a audiência foi decepcionante. O que você teve, em vez disso, foi a testemunha deixando escapar: “Sim! Eu admito! Estou despistando!” OK, não com tantas palavras. Mas o testemunho dos banqueiros apresentou uma falha impressionante, mesmo agora, de compreender a natureza e a extensão da atual crise. E isso é importante: isso nos diz que, como o Congresso e o governo tentam reformar o sistema financeiro, deveriam ignorar o conselho dos homens supostamente sábios de Wall Street, que não têm sabedoria para oferecer. Considere o que aconteceu até agora: a economia dos EUA ainda está às voltas com as conseqüências da pior crise financeira desde a Grande Depressão; trilhões de dólares de receitas potenciais foram perdidos, a vida de milhões foi prejudicada, em alguns casos irremediavelmente pelo desemprego em massa, mais milhões viram suas economias aniquiladas, centenas de milhares, talvez milhões, perderão os cuidados essenciais com a saúde por causa da combinação de perdas de postos de trabalho e os cortes draconianos de recursos dos governos estaduais.

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“A situação aqui (no Haiti)… É indescritível”

SPIEGEL ONLINE

Regina Tauschek luta para encontrar palavras para descrever a situação na capital haitiana de Port-au-Prince. “A situação aqui… SimNão é possível descrevê-la“, disse à “Spiegel Online” em entrevista por telefone na quinta-feira. “Os mortos são deixados nas ruas, milhares de pessoas estão passando a noite ao ar livre. Está faltando absolutamente tudo: água, comida, cuidados médicos.” Tauschek, que tem 43 anos e é originária da Áustria, trabalhou para organizações humanitárias por 12 anos e está trabalhando no Haiti para a organização alemã de ajuda Welthungerhilfe desde 2007. Ela viu muito sofrimento ao longo dos anos. Mas nada, afirma, se compara à situação em Port-au-Prince após o devastador terremoto de terça-feira. “É uma verdadeira catástrofe”, diz ela. O tremor pegou a desesperadamente pobre nação caribenha completamente de surpresa. Tauschek estava em seu escritório, quando tudo começou a tremer. “Eu gritei: Saiam daqui!”, recorda. Ela tinha poucas posses para deixar para trás além daquilo que estava usando, quando o terremoto começou. Seu apartamento nas cercanias do Montana Hotel foi completamente destruído, e ela tem passado as noites em seu carro. Ela não tem mais que duas horas de sono desde o terremoto. A esse respeito, ela está melhor do que muitos sobreviventes. Eles foram deixados com nada. As principais ruas da capital tornaram-se grandes campos improvisados, onde as pessoas passam a noite. O governo do Haiti diz que entre 50.000 e 100.000 pessoas podem ter morrido. Segundo a Cruz Vermelha, um total de cerca de 3 milhões de pessoas foram feridas ou desabrigadas pelo terremoto. As fotografias aéreas mostram paisagens que parecem ter sido bombardeadas.

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Laços Japão-EUA são vitais para conter avanço militar chinês

A prioridade diplomática do Japão é fortalecer a aliança com a administração norte-americana, que está engajada na Ásia e pode ajudar a combater o avanço militar da China, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Katsuya Okada, em entrevista. Okada elogiou o presidente dos EUA, Barack Obama, por seu compromisso com a Ásia, contrastando com uma política mais distante sob o presidente antecessor, George W. Bush. Ele descartou a disputa com os EUA sobre a realocação de tropas norte-americanas no Japão, dizendo que o primeiro-ministro Yukio Hatoyama vai cumprir a promessa de chegar a uma solução em maio. “Apreciamos muito a forma como a administração Obama posiciona os EUA como uma nação da Ásia-Pacífico, com mais envolvimento e interesse por esta região, disse ontem Okada em seu escritório em Tóquio. Enquanto o crescimento econômico da China, previsto para 9% este ano pelo Fundo Monetário Internacional, é “muito favorável tanto para o Japão e toda a região, seus gastos militares são algo que estamos muito preocupados”, disse Okada. “Precisamos ver se esse aumento nos gastos não levarão a uma corrida armamentista regional.

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Inflação preocupa Índia e China

A inflação é uma das principais preocupações econômicas para a Índia e China, enquanto o crescimento se acelera na seqüência da crise financeira global, alertou o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, na sigla em inglês) na sexta-feira. O ADB também alertou que as economias do sudeste asiático teriam de fazer importantes ajustes financeiros, fiscais e estruturais para se proteger contra futuras crises econômicas. Haruhiko Kuroda, presidente do ADB, disse que a Ásia como um todo provavelmente se expandirá 6,6% em 2010, depois de postar um crescimento de 4,5% no ano passado. O Crescimento na China está programado para emergir este ano, enquanto a crise financeira global arrefece, e as autoridades terão que considerar o aperto das medidas para evitar o potencial superaquecimento da economia. E a economia da Índia está preparada para uma sólida recuperação em 2010, mas as autoridades precisam tratar a inflação e o aumento do déficit fiscal para polir (a economia) contra o impacto de futuros choques globais.

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