Painel internacional

Roubini nunca esteve mais pessimista sobre a eurozona

O professor da universidade de Nova York Nouriel Roubini disse que nunca esteve mais pessimista sobre o futuro da união monetária europeia, dizendo que a Espanha representa uma iminente ameaça para a região conjunta do euro. “Ao longo do tempo, não neste ano ou daqui a dois anos, poderemos ter a dissolução da união monetária”, disse Roubini em entrevista à rádio Bloomberg, na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. “É um risco crescente”. A preocupação de Roubini contrasta com a visão do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que disse serabsurdo” imaginar que a área de 16 nações do euro poderia se estilhaçar. A especulação sobre uma ruptura foi intensificada nos mercados financeiros, enquanto a Grécia luta para cortar o maior déficit orçamentário do continente e países da Espanha a Irlanda enfrentam os encargos crescentes de suas dívidas. “A zona do euro poderia derivar essencialmente de uma bifurcação, com um centro forte e uma periferia fraca e, eventualmente, alguns países poderiam sair da união monetária“, disse Roubini, que previu a recente crise financeira um ano antes de seu início. “Este é o primeiro teste” do bloco da moeda única. Economias como a Espanha e Grécia estão ameaçadas por desequilíbrios fiscais e competitividade em declínio, disse Roubini. A participação no euro significa que eles já não podem desvalorizar a moeda para exportar e encontrar o caminho de fora da recessão, disse.

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Vendo a luz em Davos

China impulsiona exportações do Japão

China pede que países ricos liberem recursos para o meio ambiente

Trichet apóia plano dos EUA de reduzir o tamanho dos grandes bancos


Vendo a luz em Davos

Na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em 2009, o clima era ruim. Com o crescimento contraído, o crédito congelado e o comércio evaporado, os participantes de Davos ficaram corroídos pelo crescente protecionismo e a perda de confiança na liderança econômica e política do mundo, lamentaram as dificuldades trazidas pelos pobres e desempregados e alertaram para as conseqüências impensáveis se a comunidade global não tomasse medidas drásticas. Uma expressão rara de otimismo veio do chinês Wen Jiabao, que previu que seu país atingiria um crescimento de 8% em 2009, apesar de as exportações mergulharem e milhões de postos de trabalho terem se perdido – embora tenha admitido que chegar a essa meta seria difícil. A reunião deste ano de líderes em Davos pode fluir mais facilmente. As perspectivas para a economia mundial estão mais iluminadas. O comércio está se recuperando, os bancos estão se reformando e os consumidores estão voltando para os shopping centers. Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse recentemente que “a recuperação está sendo mais rápida que o esperado. Wen agora aparenta ser profético, com a China devendo cumprir ou mesmo ultrapassar a sua ousada previsão de um ano atrás. É claro, a tempestade perfeita que derrubou a economia mundial em 2008 ainda não passou. Muitas das conversas em Davos este ano vão se concentrarem não só nos elementos de recuperação, mas nos riscos que ainda pairam. Mas seria surpreendente se os delegados não se preocuparem com duas outras questões ligadas, mas distintas, da recessão: a mudança no clima intelectual em que a economia global opera, e as conseqüências geopolíticas da crise e da recessão.

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China impulsiona exportações do Japão

As exportações do Japão aumentaram em dezembro pela primeira vez em 15 meses. Devido à força da demanda asiática, principalmente da China, a notícia reforça uma perspectiva mais positiva para a maioria dos produtos eletrônicos do Japão e grandes fabricantes de automóveis. As exportações totais saltaram 12,1% na comparação ano a ano para US$ 60 bilhões, segundo números do governo, enquanto as remessas enviadas para a Ásia, que respondem por mais de 50% do total das exportações do Japão, subiu 31,2% para 3 trilhões de ienes (US$ 33,6 bilhões) . Inflando o salto global, somente as exportações do Japão para a China cresceram 42,8% para 1,1 trilhão de ienes no mês. A China superou os EUA no ano passado como o maior mercado de exportação do Japão. Os fabricantes de automóveis japoneses foram particularmente beneficiados pelos consumidores novos ricos chineses, cujas aquisições ajudaram a compensar um negócio sem brio em outras partes do mundo, duramente afetadas pela crise econômica.

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China pede que países ricos liberem recursos para o meio ambiente

AP Associated Press

Brasil, China, Índia e África do Sul clamaram no domingo para que os países desenvolvidos comecem a entregar rapidamente os US$ 10 bilhões prometidos em Copenhague aos países pobres, para ajudá-los a lidar com os efeitos da mudança climática. Os primeiros fundos deveriam ir para os países menos desenvolvidos, incluindo os pequenos Estados insulares e países africanos, disse Xie Zhenhua, principal negociador da China para as questões climáticas, após uma reunião dos representantes das quatro nações em Nova Deli. Os quatro gigantes do mundo em desenvolvimento mais conhecidos como BASIC (Brasil, África do Sul, Índia, China) – também disseram que vão apresentar seus planos para o combate às alterações climáticas às Nações Unidas nesta semana. Na conferência de Copenhague, muitos países desenvolvidos esperavam que o Protocolo de Quioto, que exigia a redução das emissões apenas dos países ricos, seria substituído por um acordo que também fizesse exigências às nações em desenvolvimento. Mas em vez disso, o presidente Barack Obama e as nações BASIC intermediaram um acordo – o chamado Acordo de Copenhague – solicitando aos países pobres propostas de ações voluntárias a partir de 31 de janeiro. Esse prazo já foi prorrogado. “Temos a obrigação de ser os primeiros a apresentar os planos de ação, disse o ministro do Meio Ambiente da África do Sul, Buyelwa Sonjica, aos repórteres. A China, maior emissora mundial de gases de efeito estufa, já disse que iria cortar sua “intensidade de carbono – uma medida de emissões de dióxido de carbono por unidade de produção de 40% para 45% em 2020, em comparação com os níveis de 2005.

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Trichet apóia plano dos EUA de reduzir o tamanho dos grandes bancos

The Wall Street Journal

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, ofereceu apoio qualificado para o plano dos EUA de limitar o tamanho e as atividades dos grandes bancos, mas sublinhou que essas propostas devem ser coordenadas globalmente. Em entrevista ao The Wall Street Journal em seu escritório na sede do BCE, no centro de Frankfurt, Trichet também exortou os legisladores dos EUA a confirmarem Ben Bernanke para outro mandato como presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), dizendo que detém uma “estima muito grande” por Bernanke, um apoio público incomum vindo de um banqueiro central que defende zelosamente sua independência da política. O plano de reforma bancária da Casa Branca na semana passada foi descrito como indo na mesma direção da nossa própria posição, ou seja, garantir que o setor bancário concentre-se sobre o financiamento da economia real”, disse Trichet, 67, nas primeiras declarações públicas sobre a proposta.

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