Painel internacional

Mortos podem chegar a 300 mil, diz presidente haitiano

Reuters

O número de mortos do devastador terremoto do Haiti no mês passado poderia saltar para 300.000 pessoas, incluindo os corpos sepultados debaixo dos edifícios desmoronados na capital, disse o presidente haitiano René Préval neste domingo. “Você já viu as imagens familiares às fotos. Mais de 200.000 cadáveres foram recolhidos nas ruas, sem contar com aqueles que ainda estão sob os escombros”, disse Préval numa reunião de líderes da América Latina e Caribe no México. “Podemos chegar a 300.000 pessoas. Isso faria do terremoto Haiti um dos mais mortais desastres naturais da história moderna, mais do que as 200.000 pessoas que morreram no tsunami do Oceano Índico em 2004. O custo da reconstrução do empobrecido país após o terremoto de magnitude 7 pode ser maior que US$ 14 bilhões, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O pedido de ajuda de Préval está no topo da agenda da cúpula regional que está sendo realizada próxima à estância turística mexicana de Playa del Carmen. Vislumbrando a reunião com doadores internacionais para determinar o formato geral dos planos de recuperação, Préval sugeriu que o Haiti deve se descentralizar de Port-au-Prince, que sofreu os maiores danos. “Não vamos tentar reconstruir, mas sim refundar o país, onde não nos concentraremos em uma capital”, disse. Ele encorajou os países da América Latina a acelerar os investimentos na indústria para ajudar o Haiti a se libertar da dependência da ajuda internacional.

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Crise leva FMI a repensar velhos conceitos – Sewell Chan

Os rapazes da falência – Paul Krugman

Grécia pode ter usado swaps para esconder déficit

Britânicos iniciam prospecção de petróleo nas Falkland


Crise leva FMI a repensar velhos conceitos

New York Times

Sewell Chan

O Fundo Monetário Internacional (FMI) há muito pregava as virtudes de se manter a inflação baixa e permitir a livre flutuação do dinheiro através das fronteiras internacionais. Mas duas pesquisas recentes dos economistas do fundo questionaram a solidez desse conselho, argumentando que uma inflação ligeiramente maior e as restrições sobre fluxos de capital podem, por vezes, ajudar a proteger os países de uma turbulência financeira. Um texto recebeu atenção especial por sugerir que os bancos centrais deveriam estabelecer uma meta muito maior de taxa de inflação em 4%, ao invés dos 2% que é o padrão mais amplamente difundido. Como a demanda agregada caiu em todo o mundo em 2008, os bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), baixaram as taxas de juro de curto prazo a quase zero, onde há muito têm permanecido. Enquanto os dois autores não representam uma mudança formal nas posições do fundo, eles sugerem que o FMI volte a analisar algumas de suas ortodoxias há muito estabelecidas, como parte da resposta à crise econômica mundial que começou em 2007.

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Os rapazes da falência

New York Times

Paul Krugman

OK, a besta está faminta. E agora? Essa é a pergunta que confronta os republicanos. Mas eles estão se recusando a responder ou mesmo a participar de qualquer discussão mais séria sobre o que fazer. Para os leitores que não sabem o que estou falando: desde Reagan, o Partido Republicano tem sido liderado por pessoas que querem um governo muito menor. Nas palavras do famoso ativista Grover Norquist, os conservadores querem que o governo “diminua de tamanho para que possamos afogá-lo na banheira”. Mas sempre houve problema político com esta agenda. Os eleitores podem dizer que se opõem a um governo grande, mas os programas que realmente dominam os gastos federais – Medicare, Medicaid e Seguridade Social – são muito populares. Assim, como o público pode ser persuadido a aceitar grandes cortes de gastos? A resposta conservadora, que surgiu na década de 1970, seria chamada de “fome da besta”, durante os anos Reagan (década de 1980). A idéia – defendida por muitos membros da intelectualidade conservadora, de Alan Greenspan a Irving Kristol – era basicamente que os políticos deveriam empenhar-se em um simpático jogo de propaganda enganosa. Em vez de propor cortes impopulares de gastos, os republicanos vão avançar com cortes populares de impostos, com a intenção deliberada de agravamento da situação fiscal do governo. Cortes de gastos podem ser vendidos como uma necessidade e não uma escolha, a única maneira de eliminar um déficit orçamental insustentável.

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Grécia pode ter usado swaps para esconder déficit

A Grécia firmou contratos de swap com cerca de 15 empresas de valores mobiliários, incluindo alguns pagamentos de bancos que podem ter ajudado a esconder o verdadeiro déficit do país, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto dos contratos. Os swaps que permitiram à Grécia receber pagamentos antecipados datam de antes de 2008, quando os legisladores da União Europeia mudaram as regras para limitar a utilização dos contratos, disse a fonte que falou sob condição de anonimato. O Goldman Sachs, que proveu a Grécia com recursos próximos de US$ 1 bilhão de um swap em 2002, pode ter firmado o maior dos contratos, disse a pessoa. A vigilante contabilidade da União Europeia ordenou à Grécia na semana passada que fornecesse informações sobre seus swaps, enquanto investiga se o país usou derivativos para esconder a extensão do seu déficit orçamentário, e se outros países fizeram o mesmo.

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Britânicos iniciam prospecção de petróleo nas Falkland

BBC NEWS

Uma sonda britânica está prevista para iniciar a prospecção de petróleo nas águas territoriais das Ilhas Falkland, apesar da forte oposição da Argentina. A plataforma foi rebocada para um ponto a 100 km (62 milhas) ao norte das ilhas no Atlântico sul. A Argentina diz que a movimentação viola sua soberania e impôs restrições de navegação ao redor das ilhas. Estima-se que as Malvinas tenham o equivalente a 60 bilhões de barris de óleo no total. Mas um porta-voz da Desire Petroleum, que está realizando a perfuração, disse à BBC que o montante que poderia ser explorado comercialmente seria provavelmente uma fração disso. A Argentina ameaçou tomar “medidas adequadas” para interromper a exploração de petróleo nas contestadas águas em torno das ilhas, e está buscando o apoio de países latino-americanos em um encontro regional no México. O país quer que seus vizinhos também imponham restrições à navegação na zona. A Argentina já pode contar com o apoio do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, que disse que a Grã-Bretanha estava sendo irracional e que eles têm que entender que o “tempo dos impérios acabou”. Há muito a Argentina tem reivindicado as ilhas, que eles chamam de Malvinas. O país invadiu as Falkland em 1982, antes que uma força-tarefa do Reino Unido tomasse de volta o controle em uma curta guerra que custou a vida de 649 soldados argentinos e 255 militares britânicos. A Argentina descartou uma ação militar e está tentando pressionar a Grã-Bretanha por negociações de soberania.

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