Painel internacional

Chávez e Uribe protagonizam bate-boca no México

CNN World

Uma estridente disputa envolvendo os presidentes da Venezuela e da Colômbia é o mais recente ribombar de meses de tensão entre as duas nações sul-americanas. As explosões presidenciais entre Hugo Chávez, da Venezuela e Alvaro Uribe, da Colômbia, aconteceram ontem à tarde, em uma refeição a portas fechadas para os chefes de Estado presentes na chamada “Cúpula da Unidade”, mantida perto do balneário mexicano de Cancún. Segundo uma fonte que participou do almoço e que pediu para não ser identificada devido à sensibilidade da situação, Chávez e Uribe começaram a gritar e se falar mal mutuamente, usando linguagem obscena. A fonte também disse que o presidente cubano, Raúl Castro, teve de intervir para cessar a luta verbal, perguntando: “Como é possível estarmos brigando em uma cúpula destinada a unir países latino-americanos e caribenhos?” Quando perguntado sobre o incidente, o presidente mexicano, Felipe Calderón, se recusou a falar, mas seu porta-voz confirmou o acontecido. O estresse entre Chávez e Uribe começou no ano passado, depois que o presidente venezuelano criticou duramente Uribe por permitir que forças dos Estados Unidos ficassem estacionadas em bases militares colombianas. As tensões têm aumentado, com os países se acusando mutuamente de tentativas de desestabilizar um ao outro.
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Argentina recebe apoio na questão das Malvinas

Tragédia grega assusta o Japão

A arrogante liderança chinesa

Tesouro italiano ganhou US$ 8 bilhões com operações de swap


Argentina recebe apoio na questão das Malvinas

BBC NEWS

Os líderes da América Latina e Caribe apoiaram as reivindicações da Argentina sobre as Ilhas Falklands (ou Malvinas, para os argentinos), afirmou a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner. Na cúpula regional em Cancún, no México, um documento teria sido elaborado dando apoio unânime à Argentina. Ele vem um dia depois que uma plataforma petrolífera britânica começou a perfuração de petróleo ao largo das ilhas, uma ação que a Argentina formalmente contesta. O ministro britânico da Defesa disse que o governo vai tomar todas as medidas necessárias para proteger as Ilhas Falklands. Argentina e Grã-Bretanha foram à guerra pelas ilhas do Atlântico Sul em 1982, depois que Buenos Aires invadiu o arquipélago. O conflito terminou com as forças do Reino Unido retomando o controle das ilhas, mantida pela Grã-Bretanha desde 1833.

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Tragédia grega assusta o Japão

Ao manter o aperto na política monetária para combater o crescimento da deflação, Masaaki Shirakawa é responsável por metade do equilíbrio econômico do Japão. Ultimamente, porém, o presidente do Banco do Japão tem espiado ansiosamente a frouxa política fiscal, se perguntando se o seu país caminha para uma tragédia da dívida ao estilo grego. Falando na semana passada após uma reunião de política do banco central em Tóquio, Shirakawa fez uma referência direta aos problemas na Grécia, citando-a como alerta para os grandes gastos do governo do Japão, e que os investidores não estão dispostos a se envolver com o pesado déficit das nações. A admoestação de Shirakawa veio depois de repetidas saraivadas de críticas do ministro das Finanças, Naoto Kan, sobre sua determinação em travar a deflação. A desavença entre os mandarins monetários do Japão e autoridades fiscais podem enervar os investidores, mas Shirakawa está certo em apontar a falha potencial que seu país enfrenta. O Japão enfrenta déficits orçamentais paquidérmicos há tanto tempo que os novos eleitos se mostraram insensíveis à impressionante dimensão de derrapagens.

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A arrogante liderança chinesa

SPIEGEL ONLINE

O Ocidente espera que a crescente prosperidade da China também crie liberalização política. Mas o inverso é o mais provável de acontecer. O aumento da confiança do Partido Comunista significa que a China deverá ser mais como uma causadora de problemas no cenário internacional e mais brutal na repressão aos dissidentes. O Partido Comunista da China é onipotente. Pode mover montanhas, como quando construiu a maior usina hidrelétrica do mundo, no rio Yangtze. O país pode construir a mais alta linha ferroviária do mundo, como se provou quando construiu a ligação ferroviária à capital tibetana de Lhasa. A China pode até mesmo organizar reencarnações, algo conquistado quando se unge um homem leal à Pequim, tornando-o o segundo maior líder espiritual do Tibete, ou Panchen Lama – um feito particularmente impressionante para um partido ateu que lembra que a religião é o ópio corruptor do povo. Mas o Dalai Lama escolheu seu próprio sucessor espiritual e não quer fazer o favor à Pequim de morrer tão cedo. Na quinta-feira passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, apertou as mãos do tibetano vencedor do Prêmio Nobel da Paz na Casa Branca. Normalmente, Pequim responderia a tais reuniões apenas proferindo os protestos habituais. As queixas do Partido Comunista em relação aos EUA contra transferências de armas para Taiwan foram similarmente mudas no passado. Mas desta vez é diferente. Pequim reagiu com rara fúria vocal à última reunião do Dalai Lama em Washington e ao novo negócio de armas de Taiwan, ameaçando sobre as conseqüências. Empresas como a Boeing poderiam ser excluídas dos negócios chineses, e as conversações bilaterais entre autoridades militares foram canceladas.

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Tesouro italiano ganhou US$ 8 bilhões com operações de swap

O Tesouro da Itália ganhou 8,1 bilhões euros (US$ 10,9 bilhões) em operações com a taxa básica de juro e swap (troca) de moedas desde 1998, um período de oito anos de retornos consecutivos. O Ministério das Finanças em Roma perdeu 392 milhões de euros em 2008 e 337 milhões de euros em 2007 nas operações, de acordo com dados de 1998 a 2008 fornecidos pelo Eurostat, o escritório de estatísticas da União Europeia. Até então, o governo tinha feito dinheiro com as operações. As perdas recentes estão ligadas a uma súbita mudança na política monetária e o declínio do euro, que teve o pior desempenho contra o dólar este ano. A moeda única caiu 22% de uma alta recorde de quase US$ 1,6 em abril de 2008, para US$ 1,25 em novembro do mesmo ano. O euro, que começou a circular em 2002, atualmente é negociado a US$ 1,36. “Se bem utilizados, os swaps podem ser úteis e importantes para se proteger dos riscos”, disse Attilio Di Mattia, gerente financeiro da Aurelius Capital Management em Viena, e que ajuda a supervisionar ativos de 4,5 bilhões de euros, incluindo securitizações européias e norte-americanas. “Agora as taxas são baixas. Uma vez que subirem, teremos que ver o que acontece.

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