Painel internacional

Mercado de dívida avança, com menor risco de contágio europeu

O risco de que uma crise de financiamento dos governos na Europa se espalhe por todo o Oceano Atlântico está diminuindo e reforçando os mercados de títulos corporativos nos EUA, como mostram os credit default swaps (instrumento financeiro negociado no mercado de balcão que permite ao seu comprador proteger-se do calote de determinado emitente). Desde 10 de fevereiro, um dia antes de o presidente da União Europeia (UE) Herman Van Rompuy se comprometer a salvaguardar a estabilidade financeira na região do euro, o custo para proteger as dívidas de empresas dos Estados Unidos da inadimplência caiu 7,3%, enquanto recuava 2,1% na Europa. Nas cinco semanas anteriores à declaração, os preços se moveram quase que em sincronia, com os swaps subindo 34% nos EUA e 35% na Europa, de acordo com a CMA Datavision. A dissociação do risco de crédito sugere que os investidores estão apostando que os líderes da Europa não deixarão o déficit orçamentário da Grécia, o maior da área em termos de produto interno bruto, arrastar para baixo a economia da UE, e prejudicando o resto do mundo.

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E mais:

China restringe empréstimos

Grécia sofre com greve geral

Fed receberá US$ 200 bilhões para programas de crédito

América Latina cria bloco regional sem EUA

China restringe empréstimos

New York Times

O regulador bancário da China disse aos emprestadores comerciais para restringir os novos empréstimos fornecidos aos braços de financiamento dos governos locais, uma medida destinada a antecipar um potencial superaquecimento na crescente economia de China. Hong Kong, entretanto, anunciou planos de aumentar os impostos sobre as compras de imóveis de luxo, um esforço para esfriar o aquecido mercado imobiliário. A enxurrada de empréstimos dos bancos públicos, combinada com um gigantesco programa de gastos do governo, ajudou a China continental a protelar o pior da crise econômica mundial e crescer 8,7% no ano passado. No entanto, a farra de crédito teve o efeito colateral de imputar um aumento dos preços dos bens, ao mesmo tempo em que muito dos fluxos de caixa disponíveis fluíram para os mercados de ações e imóveis. Os preços da terra na China, por exemplo, dobraram em 2009 em nível nacional, de acordo com os economistas do Standard Chartered em Xangai. Isso gerou preocupações sobre uma bolha imobiliária e de que alguns dos empréstimos podem finalmente azedar.

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Grécia sofre com greve geral

BBC NEWS

Centenas de milhares de gregos estão em greve para protestar contra a imposição de medidas de austeridade para salvar a economia. O espaço aéreo da Grécia será fechado para todos os vôos, trens e balsas ficarão ociosos e sítios arqueológicos ficarão fechados. É a segunda greve geral em duas semanas e coincide com o crescente descontentamento com a responsabilidade da União Europeia (UE) em face da crise. O ato está programado para ser o maior desde que o governo socialista da Grécia introduziu cortes para trazer a dívida e do déficit do país sob controle. A Grécia tem atualmente um déficit público em espiral de 12,7%, mais de quatro vezes acima do permitido pelas regras da zona do euro.

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Fed receberá US$ 200 bilhões para programas de crédito

The Wall Street Journal

O Departamento do Tesouro dos EUA disse que contrairá um empréstimo de US$ 200 bilhões e deixará o dinheiro em depósito no Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), revivendo o programa que tornará mais fácil para o Fed elevar as taxas de juro quando chegar a hora. Funcionários tentaram dissipar a crença de que o movimento representa um passo adiante no aperto de crédito. O presidente do Fed, Ben Bernanke, em depoimento anterior à Comissão de Serviços Financeiros da Câmara na quarta-feira, provavelmente vai reiterar que as garantias de o Fed manter as taxas de juro de curto prazo baixas por um “período prolongado”, o que significa pelo menos por mais alguns meses, porque a inflação está baixa e a economia está sobrecarregada por lotes de excesso de capacidade. O empréstimo do Tesouro é parte de um movimento incomum que o Fed usou para gerir um balanço que cresce e se torna mais complexo. O Tesouro iniciou o programa – Programa de Financiamento Suplementar – durante o pico da crise financeira em 2008, provendo recursos ao Fed para financiar programas que injetassem crédito para dentro do sistema financeiro. O Tesouro reduziu o programa no ano passado, enquanto sua própria alçada de empréstimos chegava perto do limite legal. Agora que o Congresso aumentou sua alçada de dívida, o Tesouro poderá reviver o programa.

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América Latina cria bloco regional sem EUA

Os líderes da América Latina e Caribe se uniram na terça-feira para criar um bloco regional que exclui Canadá e Estados Unidos, mas seu nascimento foi prejudicada por uma briga em que o presidente colombiano disse a Hugo Chávez, da Venezuela, para “ser um homem“. Muitos dos 32 países da América Latina e Caribe que participaram da reunião há muito clamavam por uma nova organização que não fosse dominada pelos interesses dos dois vizinhos ricos do norte. Com sede em Washington, a Organização dos Estados Americanos (OEA), o maior bloco diplomático do Hemisfério Ocidental, tem sido fortemente influenciado pelos Estados Unidos. O presidente mexicano Felipe Calderón, que sediou a cúpula em um resort do Caribe, disse que o bloco “irá consolidar um projeto em nível global de identidade da América Latina e do Caribe”. Países latino-americanos, no entanto, têm interesses conflitantes ao próprio evento – ponto evidenciado por brigas na reunião. Enquanto isso, Washington parabenizou o novo grupo. “Praticamente todos os países presentes na reunião de unidade são parceiros fortes dos Estados Unidos e estamos trabalhando junto com eles em uma ampla gama de iniciativas”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, PJ Crowley. “Então consideramos a reunião no México como consistente com os nossos objetivos para o hemisfério. Os líderes concordaram em se reunir novamente na Venezuela em 2011.

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