Painel internacional

A crise bancária é uma crise da globalização?

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Peter Mandelson*

Há um ano ou mais um amigo norte-americano em Nova York me recomendou que lesse um livro de Walter Russell Mead chamado “God and Gold. O livro é sobre algumas das coisas que norte-americanos e ingleses, por vezes, tomam como certo sobre a forma como o mundo é. Acima de tudo, que o mundo deveria se basear no livre comércio, em algum tipo de economia de mercado e com o Estado apoiando os direitos de proteção à propriedade e pessoas. Seu argumento é que estes valores estão longe de serem universais. Na verdade, eles são a cosmovisão específica de um sistema de valores, enraizada na religião e cultura do protestantismo holandês, que encontrou o seu caminho na Inglaterra e depois nos EUA. Esses valores avançaram em poderosas sociedades, que estão entre as mais economicamente bem sucedidas que o mundo já viu. Eles também têm sido os valores que definiram o mundo do pós-guerra e que costumamos chamar de globalização. Porque embora a globalização seja, em parte, impulsionada por mudanças nas telecomunicações e transportes, é, acima de tudo, incrementada pelo compromisso político de abertura do comércio e mercados livres. Minha pergunta é: em que medida a crise bancária, a crise de crédito, é uma crise desse tipo de globalização? Ao mesmo tempo que começamos a reconstrução da demanda global após a mais profunda crise econômica em 60 anos, a primeira crise da economia globalizada, essa parece ser uma questão importante a se fazer.

* Secretário dos Negócios, Empreendimentos e Reforma Regulatória do Reino Unido

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Brasil diz aos EUA que rejeita sanções contra o Irã

EUA exigem que grandes bancos voltem a emprestar

Fed propõe limitar multas de cartões de crédito

Oposição argentina assume Senado


Brasil diz aos EUA que rejeita sanções contra o Irã

AP Associated Press

O Brasil rejeitou um apelo dos EUA por novas sanções ao Irã sobre o seu programa nuclear prometendo, durante a visita da Secretária de Estado dos EUA, Hillary Rodham Clinton, não “se curvar” ao conjunto de pressões internacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se adiantou a Clinton antes mesmo que ela pudesse levar o caso de novas sanções para o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Silva é um opositor ferrenho de sanções, e seu país atualmente tem assento no Conselho de Segurança, que será solicitado a aprovar as mais duras medidas contra o Irã ainda este ano. “Não é prudente pressionar o Irã contra a parede”, afirmou Silva horas antes do encontro com Clinton. “O mais prudente é o estabelecimento de negociações”. Clinton disse em uma coletiva de imprensa que respeita a posição do Brasil, mas acha que se houver qualquer possibilidade de negociar com o Irã, ela aconteceria apenas após uma nova rodada de sanções. O Irã acelerou seu programa nuclear em face da pena anterior da ONU, mas os Estados Unidos e outros defensores dizem que uma renovada manifestação mundial poderia finalmente levar o Irã para a mesa de negociação. “A porta está aberta para negociações. Nós nunca a fechamos”, disse Clinton. “Mas não vemos ninguém, mesmo na mais longínqua distância, caminhando para ela.”

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EUA exigem que grandes bancos voltem a emprestar

CNNMoney.com

A tarefa de Washington em fazer com que os grandes bancos concedam mais empréstimos parece estar mais desafiadora. Depois de insistentes apelos dos legisladores no ano passado, os reguladores parecem estar tomando a dianteira, exigindo que os maiores emprestadores ajudem a cobrir o déficit de crédito, especialmente quando os bancos pequenos têm se preocupado cada vez mais com a gestão das suas perdas imobiliárias. Acho que os maiores bancos precisam fazer um trabalho melhor do que o que tem sido feito“, disse a presidente da Agência Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês), Sheila Bair, na semana passada. Durante o ano passado, o número total de empréstimos e arrendamentos pendentes dos maiores bancos do país diminuiu em US$ 464,2 bilhões dólares, ou 8%, segundo dados do FDICmuito mais rápido do que seus pares de pequeno porte. Os bancos tornaram-se mais cautelosos quanto à subscrição de novos empréstimos, com medo de cometer os mesmos erros que ajudaram a alimentar a crise. As instituições financeiras continuam a cobrar os empréstimos que também azedaram. Mais importante, porém, é que os consumidores e as empresas continuam relutantes em assumir novas dívidas. Trinta e quatro por cento dos bancos relataram fraca demanda por empréstimos comerciais durante o quarto trimestre do ano passado, de acordo com um levantamento dos funcionários do banco, publicado no mês passado pelo Federal Reserve. Apenas 9% dos credores pesquisados relataram aumento.

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Fed propõe limitar multas de cartões de crédito

AP Associated Press

O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) propôs na quarta-feira apertar os limites das multas e outras penalidades que as companhias de cartões de crédito jogam aos consumidores por descompassos como atrasos de pagamentos ou extrapolação dos limites de uso. A proposta define regras que teriam efeito a partir de 22 de agosto como a terceira fase da legislação de cartões de crédito endossada pelo presidente Barack Obama em maio último. A maior parte da legislação entrou em vigor na semana passada, e as primeiras provisões começaram em agosto do ano passado. Entre as maiores mudanças da proposta do Fed estão a de cobertura das multas por violações (contratuais) para não mais que uma quantidade de dólares. “O consumidor que exceder o limite de crédito em US$ 5 não deveria ser punido no mesmo grau que aquele que ultrapassar o limite em US$ 500”, segundo a proposta. Se a regra for adotada, um gasto de US$ 5 acima do limite incorreria em uma multa de não mais que US$5. Atualmente, a maioria das principais companhias de cartões de crédito cobram, em média, taxas de US$ 39, mesmo quando a quantia gasta além do limite de crédito é apenas de alguns poucos dólares.

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Oposição argentina assume Senado

ELPAIS.COM

A oposição da Argentina assumiu o controle absoluto do Senado na quarta-feira e acelerou as medidas para impedir o uso das reservas do banco central para pagar a dívida externa, (intenção) confirmada pelo discurso da presidente Cristina Fernández de Kirchner ante o Congresso, na segunda-feira. A oposição garantiu a presidência de 13 das 25 comissões da Câmara Alta e a maioria (8 a 7) em todas elas, o que significa acabar com a hegemonia parlamentar que Kirchner tem desfrutado nos últimos sete anos, ou seja, desde os tempos de seu marido e antecessor Néstor Kirchner, que venceu as primeiras eleições em 2003. “Agora, o governo deve negociar consensos e acordos”, disse o porta-voz do radicalismo, Gerardo Morales. “Acabou a maioria automática”, assegurou o socialista Rubén Giustiniani.

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