Painel internacional

Sarkozy promete ajuda da Europa à Grécia

New York Times

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeu à Grécia no domingo que os países da zona do euro ajudariam a superar seus problemas financeiros. Ele também prometeu uma repressão europeia aos especuladores financeiros, a quem Atenas culpa por seus infortúnios. Sarkozy se reuniu com o primeiro-ministro George A. Papandreou da Grécia, que busca garantia de apoio das capitais europeias que vai tranqüilizar os mercados e reduzir os pesados custos das dívidas dos países atingidos. “Os principais atores no palco europeu estão decididos a fazer o que for necessário para garantir que a Grécia não fique isolada“, disse Sarkozy. Ele descartou apoio financeiro imediato, mas disse que sua ministra da economia estava elaborando as possibilidades de ajuda. Papandreou se reuniu com a chanceler Angela Merkel da Alemanha e o primeiro-ministro Jean-Claude Juncker, de Luxemburgo, na sexta-feira. No domingo, seguiu para Washington. A Grécia diz que o abuso de derivativos como os CDS (troca de crédito por inadimplência, na tradução para o português), usados para a cobertura de títulos em caso de inadimplência, tem empurrado para cima os custos da dívida, e Papandreou disse a repórteres que a França, Alemanha e Juncker estavam prontos para agir.

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O espelho irlandês Paul Krugman

Brasil defende política cambial

Santander é o principal candidato à compra de agências do RBS

China vai limitar valorização do yuan, diz Roubini


O espelho irlandês

New York Times

Paul Krugman

Todo mundo tem uma teoria sobre a crise financeira. Elas vão do absurdo ao plausível desde reclamações que os democratas liberais de algum modo forçaram os bancos a emprestar para os pobres imerecidamente (ainda que os republicanos controlassem o Congresso) à crença de que instrumentos financeiros exóticos promoveram a confusão e a fraude. Mas o que realmente sabemos? Bem, a forma da verdadeira dimensão da crise – como ela afetou muito, mas não todo o mundo – é útil como investigação, e nada mais. Podemos olhar para os países que evitaram o pior, como o Canadá, e perguntar o que eles fizeram direito – tais como a limitação da alavancagem, proteção aos consumidores e, acima de tudo, evitar se envolver em ideologias que neguem qualquer necessidade de regulamentação. Também podemos olhar para os países cujas instituições financeiras e políticas pareciam muito diferentes do que nos Estados Unidos, ainda que tenham se dado mal, e tentar perceber as causas comuns. Então vamos falar sobre a Irlanda. A forma da crise na Irlanda foi muito semelhante (à dos EUA): uma bolha enorme no mercado imobiliário – os preços subiram mais em Dublin do que em Los Angeles ou Miami – seguido por um estouro bancário grave, contido apenas por meio de um caro resgate. Os autores de um estudo sugerem quatro “fatores causais fundamentais”: a exuberância irracional (expectativa de que os preços imobiliários continuariam subindo), grande quantidade de dinheiro barato, incentivo ao risco e imprudência regulatória.

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Brasil defende política cambial

O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, defendeu a política cambial do país nesta sexta-feira, dizendo que ela é a melhor opção para a economia. Em discurso proferido na Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, ele também disse que a taxa de câmbio entre as moedas brasileira e norte-americana foi estabilizada, embora não em níveis ideais. Em 2009, o real sofreu uma valorização de 25% e, como resultado, os exportadores do país sofreram perdas. A fim de impedir uma nova apreciação da moeda, o governo brasileiro tomou uma série de medidas, incluindo a imposição do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em investimentos estrangeiros.Essa medida, disse Mantega, impediu uma queda maior do dólar frente ao real e ajudou a economia brasileira. A taxa de câmbio é de atualmente de cerca de R$ 1,80 ate um dólar. O ministro também pediu mais coordenação sobre as políticas globais de câmbio durante o discurso.

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Santander é o principal candidato à compra de agências do RBS

ELPAIS.COM

O Banco Santander é o “melhor colocado” para assumir as 320 agências no Reino Unido que o Royal Bank of Scotland (RBS) colocou à venda, segundo o jornal britânico The Times, mencionando pessoas familiarizadas com as negociações. A operação, segundo o jornal, não é bem vista pelas autoridades britânicas, que preferem a entrada de novos concorrentes no país ao invés da entidade espanhola. O Santander saiu de 2009 como o líder emergente do varejo no Reino Unido, graças ao banco Abbey, cujo processo de fusão foi concluído estabelecendo a marca da matriz. O banco escocês, o mais afetado pela crise no arquipélago, pendurou na semana passada o cartaz de “vende-se ao preço inicial de 1 bilhão de libras (1,11 bilhão de euros) uma parte de sua rede comercial, aquela em que o RBS adquiriu da Williams & Glyn, e que Bruxelas determinou a venda em troca do dinheiro público recebido para superar a sua crise.

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China vai limitar valorização do yuan, diz Roubini

A China vai limitar a valorização do yuan em 4% durante os próximos 12 meses devido a uma projeção de super cautelaem relação à economia mundial, disse o professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini. O banco central pode encerrar uma correlação de 20 meses próxima ao dólar no segundo trimestre, permitindo um ganho de 2%, e então deixar a moeda se valorizar entre 1% a 2% em 12 meses, afirmou Roubini em entrevista em Nova York. O yuan subiu 21% entre julho de 2005 e julho de 2008, quando o governo suspendeu o seu avanço para proteger as exportações. A previsão de Roubini é menos agressiva do que a mediana estimada em uma pesquisa da Bloomberg com 20 analistas para o yuan, de aumento de 5% para 6,50 por dólar até 31 de março de 2011. O presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, disse em 6 de março que a nação deve ser “muito prudente” ao retirar as políticas adotadas durante a crise financeira global, incluindo a taxa de câmbio.

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