Painel internacional

Sérvia se desculpa pelo massacre em Srebrenica

SPIEGEL  ONLINE

A Sérvia deu um importante primeiro passo nesta quarta-feira para a resolução de sua preocupante história recente, aprovando uma resolução que condena o massacre em Srebrenica, na Bósnia. Mas a resolução destinada a levar a nação dos Balcãs ao caminho da adesão à União Europeia (UE) não usa o termo “genocídio”. Depois de mais de 13 horas de debate, o Parlamento sérvio aprovou uma resolução pedindo desculpas pelo massacre de Srebrenica por uma apertada maioria, de manhã cedo. A resolução “condena veementemente” as atrocidades que ocorreram durante a guerra da Bósnia. Os legisladores expressaram “suas condolências e um pedido de desculpas às famílias das vítimas, porque nem tudo foi feito para evitar a tragédia.” Em 1995, sérvios fanáticos assassinaram cerca de 8.000 homens e meninos, em sua maioria muçulmanos, na cidade de Srebrenica, no leste da Bósnia. Um pequeno contingente de capacetes azuis holandeses designados para proteger a cidade, uma “área segura” das Nações Unidas, pouco fizeram para impedir as incursões e assassinatos realizados por soldados sérvios bósnios. O massacre foi considerado o pior crime de guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Os corpos das vítimas foram encontrados mais tarde em valas comuns. Com a resolução, o Parlamento rompeu anos de silêncio na política sérvia sobre a atrocidade. A resolução não chega, porém, a descrever o massacre como “genocídio”, como foi rotulado pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), em Haia. O ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic está atualmente a enfrentando acusações de crimes de guerra no TPII. No entanto, o ex-general sérvio Ratko Mladic – o outro homem a que se credita ser a responsável pelo massacre – continua foragido.

Clique aqui

E mais:

Presidente do BC do Brasil deve renunciar para concorrer nas eleições

JP Morgan: Otimistas e pessimistas

Alemanha e França preparam imposto para cobrir planos de resgate

Índia precisa de grandes capitais para ter crescimento chinês


Presidente do BC do Brasil deve renunciar para concorrer nas eleições

Financial  Times

Henrique Meirelles, que deve renunciar ao cargo de presidente do Banco Central do Brasil esta semana, se encontrou com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ontem à noite, (e conversou) sobre o seu futuro político. Renunciando antes de sábado, Meirelles – um pilar da (política de) estabilidade macroeconômica do Brasil – cumpriria o prazo para os candidatos nas eleições gerais de outubro próximo de deixar o cargo público. O ex-presidente mundial do BankBoston adotou políticas monetárias ortodoxas em face às críticas verbais de líderes pró-governo, políticos da oposição e do meio empresarial e sindical. Ele admite ter ambições políticas e tem até julho para decidir a qual cargo irá concorrer. Governador ou senador por Goiás, seu estado natal, parecem prováveis. Mas alguns acham que Lula gostaria dele como candidato à vice-presidência ao lado de Dilma Rousseff, a ministra-chefe do presidente e sucessora favorita. Ter Meirelles na chapa ajudaria a garantir aos eleitores e investidores que, se Rousseff vencer em outubro, o país não balançaria para a esquerda. “Lula tem de apelar ao eleitorado conservador e, a esse respeito, Dilma é vista como um problema”, disse Luciano Dias, consultor político.

Clique aqui


JP Morgan: Otimistas e pessimistas

CNNMoney.com

Se houve um banco que conseguiu sair ileso da crise financeira, foi o JP Morgan Chase. Liderado por Jamie Dimon, presidente executivo, a enorme companhia de serviços financeiros nunca teve um prejuízo trimestral durante a recessão. As ações do JP Morgan desvalorizaram 82% no ano passado, castigando o índice S&P 500 em 29 pontos, ao passo em que sua unidade de negócios aumentava os lucros e os investidores antecipavam o declínio das perdas com crédito ao consumo. No mais recente trimestre, o lucro do JP Morgan mais que quadruplicou, para US$ 3,3 bilhões. Agora a grande questão é saber se suas ações poderão continuar esse movimento. Pedimos a opinião de dois analistas. O Otimista: John McDonald, da Sanford C. Bernstein. “O JP Morgan jogou bem as suas cartas durante a crise. Estimamos que o banco acrescentou US$ 1 de lucro por ação com a aquisição do Bear Stearns e o Washington Mutual (WaMu). E enquanto os outros bancos estavam em modo de corte de custos, o JP Morgan efetivamente adicionou banqueiros e vendedores em todas as suas plataformas de varejo, comercial e gestão de ativos”. O Pessimista: Christopher Whalen, Institutional Risk Analytics. “O JP Morgan fez um grande negócio com o WaMu, que comprou na liquidação de 3 centavos de dólar. Cada vez que o WaMu executava uma hipoteca, o JP Morgan fazia dinheiro. O WaMu é uma coisa linda. O problema é o Bear Stearns. Todo mundo pensa que Jamie Dimon livrou o Bear de todo o mal. Mas ele não lidou com os passivos herdados de sua securitizações – e todas as reclamações dos investidores, que dizem: “Ei, este é um empréstimo inadimplente. Compre-o de volta”. Eles estão enfrentando isso agora.

Clique aqui


Alemanha e França preparam imposto para cobrir planos de resgate

The Wall  Street Journal

A Alemanha se moveu na quarta-feira em direção a uma nova taxa bancária, para cobrir o custo dos resgates futuros, e a França disse que buscaria um esforço paralelo, enquanto as principais economias do mundo pesam estratégias para travar a especulação e impedir futuras crises. A proposta aprovada pelo governo alemão deve incluir uma taxa anual nos balanços dos bancos, excluindo os depósitos de clientes que poderiam gerar até 1,2 bilhão de euros anualmente. A ministra das Finanças francesa Christine Lagarde, que participou da reunião do gabinete alemão que discutiu a taxa, disse que os funcionários franceses vão divulgar o seu próprio plano “muito em breve”. “As considerações alemãs foram muito úteis”, disse Lagarde. O ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble, que se juntou a Lagarde em entrevista coletiva após a reunião, disse que a imposição da Alemanha deve ser compatível com movimentos similares de outros governos, e que ele e Lagarde planejam pressionar os parceiros da zona euro e o G20, grupo das 20 principais economias, a tomar medidas similares. Entretanto, Schäuble disse que a Alemanha não vai esperar por um plano europeu mais amplo antes de adotar a sua própria taxação.

Clique aqui


Índia precisa de grandes capitais para ter crescimento chinês

A Índia tem uma necessidade “enorme” de capital para alcançar a taxa de crescimento da China e se beneficiar plenamente de uma mudança global de poder econômico para os mercados emergentes, diz Nouriel Roubini, o economista que previu a crise financeira. “A China tem sido a lebre e a Índia a tartaruga, mas o crescimento está acelerando na Índia”, disse Roubini ontem. “Há uma enorme necessidade de capital humano e físico”. Enquanto os EUA, Europa e Japão lutam para se recuperar da pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, o principal índice do mercado acionário da Índia aumentou nos últimos 12 meses e sua economia pode crescer 8,2% no ano a partir 1 de abril, o ritmo mais rápido em dois anos, disse o Ministério das Finanças em fevereiro. O produto interno bruto chinês cresceu 10,7% nos três meses até dezembro, no passo mais rápido desde o quarto trimestre de 2007. Os mercados emergentes estão programados para uma recuperação em forma de ‘V’, e o aspecto positivo sobre a Índia é que sua economia é menos dependente das exportações em comparação com a China, disse Roubini.

Clique aqui

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome