Painel internacional

Europa representa a principal ameaça para a recuperação global, diz FMI

Howard Schneider
A economia enfraquecida da Europa agora é a ameaça central para a recuperação global, enquantos seus países lutam conta uma pesada dívida e os bancos enfrentam um acerto de contas sobre a falta de capital e o crescimento está abrandando, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira em sua primeira avaliação da economia mundial desde a crise do endividamento público na Grécia.

Embora a agência estime que o crescimento nos Estados Unidos e países emergentes da Ásia e América Latina continue nos trilhos, ela reduziu as projeções para a Europa e traçou uma série de questões que poderiam – a menos que sejam controladas – detonar problemas que rivalizariam com aqueles que causaram o colapso de 2008 do Lehman Brothers. “Os riscos descendentes aumentaram drasticamente” nos últimos meses, disse o FMI. “O efeito final poderia ser diminuir substancialmente a demanda global.”

Na atualização de sua Perspectiva Econômica Mundial, o FMI elevou ligeiramente a previsão para o crescimento global, de 4,6% para o ano, em comparação com os 4,2% de seu relatório de abril. A melhora foi baseada em um desempenho mais forte que o esperado nos primeiros meses do ano, especialmente na Ásia. O FMI disse também esperar que os Estados Unidos crescerão um pouco mais rápido do que o anteriormente previsto – cerca de 3,3% este ano e 2,9% no próximo ano, inferior ao previsto pelo Federal Reserve (Fed, banco central) dos EUA.
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Ativos tóxicos bancários dos EUA ainda permanecem no sistema
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Exportações Exportações vão puxar recuperação dos EUA, diz Geithner

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Os EUA manifestaram confiança de que continuarão a rápida recuperação da crise econômica global graças à sua capacidade de fabricar produtos que mercados emergentes como a Índia e a China precisam. “Se você olhar ao redor do mundo – China, Índia, Brasil, México -, os mercados emergentes estão muito fortes agora”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, à rede de TV PBS na quarta-feira, quando perguntado se estava preocupado com os movimentos de baixa do mercado de ações recentemente. “E a América é muito boa em produzir os bens que os países necessitam. Temos os trabalhadores mais produtivos do mundo”, afirmou. “Nossas grandes empresas operam na fronteira da inovação em todas as coisas que são tão importantes para o crescimento em todo o mundo”.

“E isso é uma razão pela qual saímos desta crise mais rapidamente do que outros países. E mais uma vez, vamos continuar progredindo”, disse Geithner, embora veja “um pouco de preocupação com a Europa sobre a sua capacidade de gerenciar estes problemas”. “Mas eu acho que eles vão lidar com os problemas na Europa. Eu acho que eles estão dando os passos que precisam para se certificar que estão crescendo outra vez.”

Entretanto, o presidente Barack Obama declarou bons progressos em sua promessa de dobrar as exportações dos EUA ao longo dos próximos cinco anos, dizendo que as vendas dos EUA no exterior subiram 17% nos primeiros quatro meses deste ano. “No momento em que os empregos são escassos, edificar exportações é um imperativo”, disse na Casa Branca em uma reunião de funcionários públicos e empresariais.
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Para economizar dinheiro, Reino Unido quer população cuidando de serviços essenciais

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que dar ao público o controle sobre serviços que incluem polícia, educação e saúde permitirá ao governo manter a qualidade enquanto corta gastos para reduzir o déficit orçamentário recorde. Os departamentos de governo foram solicitados a definir a forma como irão reduzir seus gastos em até 40% antes da revisão de despesas de outubro. Mesmo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, gratuito, que tem seu financiamento protegido de cortes, terão que encontrar maneiras de economizar dinheiro, ao mesmo tempo em que a geração do pós-guerra se aposenta e os custos de tratamento aumentam.

Em um discurso para 450 funcionários de governo hoje em Londres, Cameron disse que seu plano é “substituir o antigo sistema de responsabilização burocrática por um novo, de atribuições democráticas” que o permitirão “achar uma solução” para a manutenção dos serviços durante o corte de gastos, de acordo com o texto divulgado por seu escritório.

“Queremos dar às pessoas o poder de melhorar nosso país e os serviços públicos através da transparência, controle democrático local, concorrência e escolha”, disse Cameron. “Para dar um exemplo: em vez de pensar que os professores têm que impressionar o Departamento de Educação, eles têm que impressionar os pais, que têm uma escolha real sobre onde enviar os seus filhos.”
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Ativos tóxicos bancários dos EUA ainda permanecem no sistema

Todos os problemas de crédito que uma vez atormentaram as instituições financeiras dos EUA não parecem mais tão nocivos. Muitos bancos conseguiram deixar uma parte substancial dos seus problemas para trás após desvalorizar drasticamente seus ativos em 2007. Outras instituições recuperaram alguma viabilidade (operacional) após se comprometerem a limpar seus livros contábeis. O Citigroup, por exemplo, isolou os ativos problemáticos em janeiro de 2009 com a criação do Citi Holdings. Apenas nos últimos dois trimestres, o banco descarregou cerca de US$ 56 bilhões em dívidas ruins, incluindo os complexos produtos de investimento como títulos garantidos de dívida, ou CDOs.

Outros bancos seguiram o exemplo, embora com muito menos visibilidade, implantando equipes de indivíduos chamadas de “grupos especiais de ativos”, incumbidas de limpar os empréstimos e outros títulos. “A verdade da questão é que várias instituições financeiras estão em muito melhor forma do que em fevereiro ou março de 2009”, disse Edwin Truman, pesquisador sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional.

Com ações de bancos ainda no território positivo em 2010, apesar do mercado mais amplo estar com tendência de venda, os investidores parecem concordar. Neste ano, até agora os dois índices mais observados – o S&P Banking Index e o KBW Bank Index – estão subindo 6% e 12%, respectivamente. Os programas dirigidos pelo governo que foram lançados no auge da crise também ajudaram a aliviar o fardo da dívida ruim que as instituições financeiras dos EUA enfrentam.
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União Europeia considera ilegal  “golden shares” da Portugal Telecom

As “golden shares” – ações especiais que permitem ao poder público vetar decisões administrativas em uma companhia privada – mantidas pelo governo português na Portugal Telecom (PT) foram declaradas ilegais pelo principal tribunal da Europa. A decisão surge alguns dias depois que Lisboa usou seu direito especial de veto para passar por cima de outros acionistas e bloquear a oferta de 7,15 bilhões de euros da Telefónica pela compra da parte da PT na Vivo, sua joint-venture brasileira em telefonia móvel.

Os juízes do Tribunal Europeu de Justiça disseram nesta quinta-feira que as 500 chamadas “golden shares”, que permitem a Portugal evitar outros investidores de obter mais de 10% do capital do grupo de telecomunicações, são uma restrição à livre circulação de capitais. Eles também se recusaram a aceitar qualquer um dos argumentos utilizados por Lisboa para justificar tal restrição – incluindo segurança pública. A decisão foi tomada horas depois de a Telefónica e a Portugal Telecom concordarem em trabalhar para resolver sua amarga disputa sobre a Vivo.

Em um breve comunicado, a Telefónica disse que estava disposta a procurar “soluções possíveis” para a sua oferta de compra da parte da Portugal Telecom na Vivo, para que “todas as partes interessadas se sintam” confortáveis. A Portugal Telecom respondeu estar disponível “para manter um diálogo com a Telefónica, objetivando analisar as opções e otimizar as vantagens para todas as partes”.
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