Painel internacional

WikiLeaks: Não sabemos qual fonte vazou os dados

O editor-chefe do WikiLeaks afirma que a sua organização não sabe quem enviou alguns dos 91 mil documentos militares secretos dos EUA sobre a guerra do Afeganistão, dizendo aos jornalistas que o site foi criado para ocultar a origem dos dados daqueles que os recebem. Julian Assange não disse se não tinha idéia de quem vazou os documentos ou se o seu organismo simplesmente não podia ter certeza. Mas afirmou que a camada adicional de sigilo ajudou a proteger as fontes do site de agências de espionagem e corporações hostis.

“Nós nunca sabemos a origem do vazamento”, disse a jornalistas no Frontline Club de Londres na terça-feira. “Todo o nosso sistema é projetado de tal forma que não tenhamos de manter isso (a origem das fontes) em segredo.” Autoridades norte-americanas disseram que agentes dos EUA no Afeganistão e Paquistão podem estar em perigo, na sequência da divulgação massiva online no domingo. Em seus primeiros comentários públicos, o presidente Barack Obama disse que o vazamento de informações sigilosas do campo de batalha “poderia prejudicar potencialmente os indivíduos ou as operações.”

O presidente falou na terça-feira em Washington, após uma reunião com líderes da Câmara dos Deputados e do Senado de ambos os partidos (Democrata e Republicano). Em Bagdá, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado Maior das Forças Armadas, disse aos repórteres que estava “horrorizado” com o vazamento. “Há uma ameaça real potencial ali para colocar vidas norte-americanas em risco”, disse. Em Londres, Assange falou por quase duas e meia hora, descrevendo a missão do site e métodos, e defendendo-o das críticas de que ele havia colocado vidas em risco, colocando montanhas de informações sigilosas em domínio público.

Embora reconheça que contribuições anônimas ao site levantem preocupações sobre a autenticidade do material, disse que o WikiLeaks ainda está para ser enganado por um documento falso.
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Aspirações financeiras da Rússia incentivariam reformas
Banco da Inglaterra: Não há razão para tirar o pé do acelerador monetário
Telefónica fecha compra da Portugal Telecom na Vivo por 7,5 bi
David Cameron começa a discutir comércio indiano

Aspirações financeiras da Rússia incentivariam reformas

Os planos para desenvolver um centro financeiro mundial em Moscou, adotados em julho de 2009, fazem parte da estratégia de desenvolvimento financeiro da Rússia. No entanto, dado o seu fraco ponto de partida e a dura concorrência mundial, as perspectivas para o estabelecimento de tal centro não são promissoras. Ainda em perseguição a este objetivo, é provável haver facilidades na introdução de reformas, com um impacto favorável sobre o clima de negócios.

O presidente Dmitry Medvedev tem se envolvido intimamente nesta iniciativa, mas reconheceu recentemente que a maioria das medidas propostas ainda não foram implementadas. No entanto, a nomeação de Aleksandr Voloshin, o influente ex-chefe da administração do presidente Boris Ieltsin, para liderar um recém-criado grupo de trabalho sugere que há um novo impulso para realizar estas ambições.

Perspectiva: O apoio ao desenvolvimento de um centro financeiro global está estimulando iniciativas legais correlacionadas. Estas incluem uma nova legislação sobre a contabilidade financeira consolidada, os direitos dos credores em caso de falência das instituições financeiras e a criação de um depósito central. Como parte destes esforços, uma lei sobre informação privilegiada e manipulação de mercado foi adotada no início de julho, preenchendo uma lacuna crítica na regulação do mercado. No entanto, além de mudanças legais formais, uma efetiva implementação é essencial, o que foi expressamente reconhecida como parte das atribuições do novo grupo de trabalho.
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Banco da Inglaterra: Não há razão para tirar o pé do acelerador monetário

O presidente do Banco da Inglaterra (banco central), Mervyn King, disse na quarta-feira que o banco central não está pronto para começar a retirar as medidas de estímulo monetário, em meio à incerteza sobre a durabilidade da recuperação econômica da Grã-Bretanha. Em depoimento anterior ao da comissão da Câmara dos Comuns, King disse que o debate sobre o Comitê de Política Monetária (MPC, na sigla em inglês) do banco central está centrado na questão da quantidade de estímulo para prover a economia. “Como seria de esperar, há um debate sobre o quão forte deveríamos estar pisando no acelerador”, disse King ao comitê seleto de Tesouraria. “Nos próximos meses, pode ser que o MPC julgue que as perspectivas de inflação justifiquem uma freada ainda mais forte, ou que deveríamos aliviar um pouco”.

“O debate é sobre o grau adequado de estímulo, não sobre como usar os freios”, disse King. Mas King disse que o banco estava preparado para ajustar as taxas, de qualquer maneira, e não condicionará qual será o seu próximo passo. No início do mês o MPC votou em 7 a 1 pela manutenção de sua taxa de empréstimo em uma baixa recorde de 0,5% e manter o programa de estímulo monetário – a compra de ativos de 200 bilhões de libras (US$ 312,2 bilhões) – em pausa, com membros do MPC como Andrew Sentance clamando pela alta de um quarto percentual (0,25 ponto percentual) da taxa.
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Telefónica fecha compra da Portugal Telecom na Vivo por 7,5 bi

A negociação foi bem sucedida. A Telefónica alcançou um acordo ontem à noite para comprar os 50% da Portugal Telecom ( PT) na Brasilcel, a empresa que controla a Vivo, segundo revelado hoje no El Pais e confirmado a operadora espanhola no início da manhã à CNMV (o órgão regulador de valores mobiliários da Espanha). Fontes familiarizadas com as negociações acrescentaram que o acordo, que encerra assim uma batalha comercial que já dura mais de dois meses, fechou em 7,5 bilhões de euros. O acordo tem a aprovação do governo português liderado por José Sócrates.

A Telefónica da Espanha conquistou o controle total da parceria de telefonia móvel que tinha com a Portugal Telecom no Brasil depois de elevar sua oferta pela terceira vez, para 7,5 bilhões de euros, desse modo derrotando a oposição do governo português. A operação – que se materializou a tempo para uma segunda nota à CNMV, após confirmar o “princípio de acordo” antes da abertura das bolsas – será realizada em três parcelas, a primeira de 4,5 bilhões de euros, a segunda em mais 1 bilhão em 30 de dezembro de 2010, enquanto 2 bilhões serão pagos em 31 de outubro de 2011. A empresa portuguesa vai usar metade dos recursos que obtiver com a venda da Vivo para entrar na também brasileira Oi, de 36,6 milhões de clientes, através de um aumento de capital em que passará a controlar de 20% a 25% da operadora sul-americana.

O contrato de compra e venda, firmado ontem à noite e assinado hoje, prevê que a transação seja fechada dentro de um prazo não superior a 60 dias. Nesse período, acrescenta a nota, a Telefônica espera obter a aprovação regulamentar adequada no Brasil.
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David Cameron começa a discutir comércio indiano

O inglês David Cameron iniciou uma visita de dois dias à Índia com o objetivo de estreitar relações e criar empregos no Reino Unido. O primeiro-ministro está conduzindo o que Downing Street (sede do governo britânico) descreveu como a maior delegação de comércio do Reino Unido já vista. Começando sua turnê em Bangalore, Cameron dirá que quer fazer do Reino Unido o “parceiro preferencial” da Índia.

O secretário de Negócios, Vince Cable, anunciou que o governo permitirá a exportação de tecnologia nuclear civil britânica à Índia pela primeira vez. O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa já foram contra essa iniciativa, porque a Índia não faz parte do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. No entanto, Cable acredita que empresas britânicas “potencialmente poderiam fazer uma grande quantidade de negócios na Índia” como resultado da operação, o que também permitirá aos britânicos compartilhar experiências.

O secretário de negócios, falando em Bangalore, disse: “há sensibilidades óbvias em segurança. Estamos conscientes disso, assim como os indianos. Mas, dentro dessas limitações, realmente queremos avançar com a cooperação nuclear civil”. Os dois governos também anunciaram um acordo entre a BAE Systems, a Rolls- Royce e a empresa aeronáutica líder da Índia, a Hindustan Aeronautics Limited, para fornecer 57 aeronaves de treinamento Hawk. Ele se segue a um acordo prévio para fornecer 66 aeronaves Hawk.
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