Painel internacional

Alemanha fica para trás na competição por especialistas estrangeiros

Finalmente alguém está elogiando o país! “Tudo é muito melhor na Alemanha”, disse Mohan Sahadevan. “As pessoas na rua são tão amigáveis, você tem férias no seu trabalho e ainda tem fins de semana de folga.” Além disso, acrescenta, a Alemanha é a terra dos engenheiros. Em suma, um paraíso. O programador de 39 anos vem trabalhando na Alemanha nos últimos cinco anos. Sua família ainda vive no estado de Kerala, no sudoeste da Índia, e ele não vê seus dois filhos há dois anos. Em 2005 o seu empregador do momento, a Siemens, o enviou para a Alemanha – com um visto vinculado à empresa. Ele tem trabalhado para a Datango, de Berlim, desde o ano passado. Os funcionários da empresa de TI vêm de sete países diferentes, e quase metade dos seus programadores não são alemães. Ainda assim, um outro paraíso para alguém como Sahadevan.

“Sempre anunciamos aberturas de trabalho no exterior”, diz o vice-presidente de Engenharia de Software, Stefan Dahlke. “Em muitos casos, as melhores pessoas não são da Alemanha, mas do estrangeiro. E são eles a quem contratamos, é claro.” Parece quase bom demais para ser verdade. E é. Na verdade, a contratação de Sahadevan foi uma experiência estressante para seu chefe, Dahlke.

Autorizações de residência concedidas a peritos estrangeiros que trabalham na Alemanha não podem ser simplesmente ser transferidas de um emprego para o próximo. Quando o hindu deixou seu trabalho na Siemens, ele de repente descobriu que seu status na Alemanha havia mudado e estava lá apenas semi-legalmente. Demorou cinco meses até que seu visto fosse renovado – cinco meses de trepidações. A Alemanha, uma nação altamente industrializada que depende da sua competência técnica, estende apenas um ‘bem-vindo’ limitado a estrangeiros qualificados. Mas é uma política de imigração que ameaça jogar fora o futuro do país. Durante anos, os políticos alemães desperdiçaram um tempo precioso na competição internacional por talento com as suas políticas enviesadas de imigração e integração. E agora, com o país aparentemente ressurgindo de uma grande crise, os alarmistas estão emitindo novas advertências.
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É hora de super-impostos para os super-ricos?
Turquia sinaliza atraso da reforma fiscal
Zapatero alerta para recaída da economia no terceiro trimestre
Líderes reparam laços Venezuela – Colômbia

É horÉ hora de super-impostos para os super-ricos?

Stephen Gandel
Os super-ricos são muito diferentes de você e eu, exceto quando se trata de impostos. Casais que ganham US$ 137 mil pagam 25% da renda em tributos federais. Mas alguém que ganha 10 vezes mais ou US$ 1,5 milhão por ano, ou que fazem US$ 100 milhões, vão pagar 35%. Tirando a interrupção na participação nos lucros em empresas financeiras que alguns de Wall Street ainda obtém, paraísos fiscais offshore e outros truques que os super-ricos usam para evitar o pagamento ao Tio Sam, as taxas efetivas de imposto da classe média e a classe média alta são provavelmente muito similares.

Com os cortes de impostos de George Bush prestes a expirarem, a questão de que taxas a classe alta deveria pagar tem estado na mente de muitas pessoas. A edição atual da revista BusinessWeek consideram com sabedoria e insensatez os cortes de Bush. Durante algum tempo, parecia certo que os incentivos fiscais criados para casais que ganham US$ 250.000 ou mais sob a era Bush iriam desaparecer. A administração Obama disse que vai estender os cortes de impostos para aqueles que ganham menos do que isso. Mas, ultimamente, mais e mais legisladores norte-americanos estão dizendo que até os mais ricos devem começar a ter seus impostos reduzidos também.

É por isso que achei a coluna de James Surowiecki esta semana na revista New Yorker oportuna e interessante. Surowiecki não propõe apenas restituir os impostos da era pré- Bush sobre os ricos, mas vai um passo além e cria uma estrutura de super-imposto para aqueles que ganham milhões. Digamos 50% daqueles que ganham US$ 10 milhões ou mais. No momento em que Washington e os eleitores, se não o mercado, estão cada vez mais preocupados com o déficit, acho que a idéia de um super-imposto para os super-ricos faz muito sentido.
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Turquia sinaliza atraso da reforma fiscal

A Turquia indicou na quarta-feira que vai atrasar uma reforma fiscal chave, com o objetivo de reduzir a dívida pública e o déficit orçamentário, mandando a lira para baixo e empurrando o rendimento dos títulos acima, no início do pregão. Em comentários transmitidos pela televisão CNBC-e, o ministro da Indústria, Nihat Ergun, disse que a legislação terá de ser adiada porque alguns ministérios do governo se opõem à taxa de déficit orçamentário/PIB estrita de 1%, acrescentando que as metas do governo de crescimento econômico de 5% e déficit de 1% dentro de 10 anos pode ser alterado.

“A regra fiscal foi adiada após a oposição dos ministérios de finanças”, disse Ergun. A notícia provocou a desvalorização da lira face ao dólar, enquanto o rendimento dos títulos de referência da Turquia subiram no início do pregão, em meio a preocupações dos investidores de que a decisão do partido governista AK possa lançar uma série de despesas no período preparatório das eleições nacionais do próximo ano, que ajudará a garantir um terceiro mandato.

Na agência de classificação de risco Standard & Poor’s, que avalia a Turquia em dois níveis abaixo do grau de investimento, o diretor para ratings soberanos da Europa, Frank Gill, disse: “na medida em que isto significa que as autoridades estão atrasando a postura de aperto fiscal e entrando em um ciclo eleitoral , é algo para se preocupar”. “Não estamos alarmados – mas temos visto o aumento do déficit em conta corrente e a extensão do aumento do déficit externo é agravada por um afrouxamento da política fiscal”, disse Gill.

Dados do Banco Central na quarta-feira sublinharam estas preocupações, mostrando que o déficit em conta corrente da Turquia é um ponto fraco para a economia, aumentando para US$ 3,337 bilhões em junho, ante US$ 2,202 bilhões em junho de 2009, com o forte crescimento da demanda doméstica aumentando a dependência da economia em financiamento externo.
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Zapatero alerta para recaída da economia no terceiro trimestre

A economia espanhola dobra a esquina da recuperação, mas ainda se esperam solavancos na estrada. O primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, queria preparar o terreno ontem para a possibilidade de que o crescimento no terceiro trimestre do ano “não seja tão bom” como o dos dois anteriores. A Espanha conseguiu sair da recessão e engatar dois trimestres de crescimento consecutivo, com números ainda muito magros. No entanto, Zapatero acredita que pavimentou o caminho para um crescimento econômico renovado. “As condições estão dadas”, disse após a reunião de ontem com o rei Juan Carlos no palácio de Marivent.

É a primeira vez que o primeiro-ministro admitiu abertamente que o fim do verão pode devolver o vermelho aos números da economia espanhola, hipótese já apontada por alguns analistas. Recentemente, especialistas do departamento de pesquisa do banco BBVA, que em relatório divulgado na segunda-feira pressagiava declínios trimestrais do PIB “nos próximos meses”. O aumento do IVA (espécie de ICMS) e de cortes nos gastos públicos sustentam essa tese.

Em sua avaliação sobre a recuperação, Zapatero se apoiou, entre outros indicadores, no recente relatório do Banco da Espanha (banco central), que atribuiu um aumento de 0,2% do PIB entre abril e junho em relação ao trimestre anterior. Contrariamente ao que o presidente sugeriu ontem, o banco descartou reveses no restante do ano. O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai divulgar na sexta-feira os dados oficiais do PIB até junho, provavelmente idêntico ao do Banco da Espanha.
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Líderes reparam laços Venezuela – Colômbia

O novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o seu homólogo venezuelano, Hugo Chávez, se mexeram na terça-feira para reparar as relações diplomáticas depois que os laços se deterioraram acentuadamente nas últimas semanas com as afirmações do governo colombiano de que as guerrilhas operavam em solo venezuelano. O encontro em Santa Marta, cidade na costa caribenha da Colômbia, representou uma inesperada reconciliação entre ambos, que estão em extremos opostos do espectro ideológico. Eles trocaram insultos frequentes entre si antes de Santos ser eleito presidente em junho.

Na terça-feira os dois líderes adotaram um tom diferente, em reconhecimento aos prejuízos para as economias dos países causada pela tensão crescente. O comércio entre Colômbia e Venezuela caiu mais de 30% em 2009 face ao ano anterior, depois de a Venezuela impor restrições às importações da Colômbia. A reunião incluiu um acordo para enviar embaixadores às respectivas capitais, melhorar patrulhas militares ao longo de suas fronteiras e determinar como a Venezuela pagaria cerca de US$ 800 milhões em dívidas com empresas colombianas.

“O presidente Chávez e eu estamos colocando os interesses do nosso povo acima de conveniências pessoais”, disse Santos, 59, um leal economista pró-EUA que serviu como ministro da Defesa na administração de seu antecessor, Álvaro Uribe. Chávez, 56, chegou em Santa Marta com floreios diferentes, carregando flores vermelhas para suas hostes e vestindo uma jaqueta colorida com o desenho da bandeira da Venezuela.
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