Painel internacional

Os desafios da China e EUA para o petróleo

Os acontecimentos dos últimos meses expuseram as diferentes abordagens para a energia praticadas pela China e EUA. A China emprestou US$ 10 bilhões à gigante petrolífera brasileira Petrobras para reforçar a sua exploração marítima, em troca de um fluxo de petróleo equivalente a 160 mil barris dia (b/d). O país emprestou US$ 15 bilhões à petrolífera russa Rosneft e US$ 10 bilhões à operadora de gasoduto Transneft pelo acordo de suprimento de 300 mil b/d dos novos campos no Leste da Sibéria nos próximos 20 anos. Na Venezuela, a China está contribuindo com US$ 8 bilhões para um fundo estratégico de desenvolvimento do petróleo, que visa principalmente a aumentar as exportações de petróleo venezuelano à China para 650 mil b/d em 2015. A China está priorizando o longo prazo, dando dinheiro agora para garantir o crescimento da oferta de petróleo e de seu acesso em longo prazo. Em contrapartida, a administração Obama anunciou medidas destinadas a aumentar os pagamentos para as companhias de exploração e produção que operam na principal área de produção de petróleo dos EUA – o Golfo do México, encarecendo a produção. Além disso, o governo dos EUA adiou a abertura de outras áreas marítimas de exploração e produção.

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As agências de rating em observação

Financial Times

As agências de rating de crédito dos EUA vão enfrentar uma série de novas regras e restrições, mas não serão obrigadas a rever os seus modelos de negócios, de acordo com a legislação proposta e enviada ao Congresso na terça-feira. O plano do Tesouro dos EUA visa reduzir os conflitos de interesse em agências de classificação de risco, reforçando a autoridade reguladora da Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio (SEC, na sigla em inglês) dos EUA sobre as agências, e reduzir a dependência do sistema financeiro sobre as avaliações de crédito. Mas os críticos disseram que o plano, um elemento mais amplo do esquema de regulamentação financeira da administração Obama, ficou muito aquém daquilo que era necessário. Os partidários de uma revisão das agências de ratings acusam-nas de subestimar os riscos de investir em complexos títulos “estruturados” vinculados a hipotecas de risco, muitos dos quais carregavam o triplo A, um selo de aprovação.

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A lenta recuperação britânica

BBC NEWS

Um dos principais institutos de pesquisa do Reino Unido prevê que pode levar mais cinco anos para que a renda per capita volte ao nível em que estava antes da recessão desencadeada no início de 2008. O Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social (NIESR, na sigla em inglês) vê uma queda de 4,3% do PIB britânico em 2009, antes de crescer 1% em 2010 e 1,8% em 2011. Essas estimativas ecoam previsões anteriores do NIESR, mas sugere um ritmo mais lento de recuperação. O NIESR espera que os empréstimos do governo atinjam 165,7 bilhões de libras este ano, inferior aos 175 bilhões de libras previstos pelo governo. O organismo de investigação enxerga a renda per capita – PIB per capita – tendo até março de 2014 para voltar ao nível que possuía no primeiro trimestre de 2008, quando a recessão começou.

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Dívida pública da Itália afeta recuperação

The Wall Street Journal

A economia da Itália levará quatro anos para recuperar o tamanho de 2007, com a dívida pública e os déficits crescendo perigosamente ao longo do período, disse o presidente do Banco da Itália, Mario Draghi. Ele, que também tem assento no conselho do Banco Central Europeu (BCE), disse esperar que a economia italiana cresça no próximo ano, impulsionada por uma recuperação global. Draghi estava discursando em uma comissão do Senado sobre o relatório econômico e orçamentário do governo dos últimos três anos, conhecido como DPEF. As previsões do DPEF são de que o produto interno bruto vai se contrair mais de 5% este ano e o déficit orçamentário irá aumentar para mais de 5% do PIB.

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Recuperação das ações de mídia é duvidosa

Uma recente valorização nas ações de mídia nos EUA refletiu otimismo sobre uma recuperação nas receitas de publicidade, mas especialistas não acham que o último ciclo de relatórios de lucros oferece uma prova de chegada da recuperação. Entre 1 de abril e 20 de Julho, as quatro principais gigantes de mídia – Time Warner, Walt Disney, News Corp. e Viacom viram suas ações ganharem uma média de 33%, ultrapassando largamente os 14% de valorização do índice Dow Jones durante esse mesmo período. Mesmo a empresa de mídia CBS, de menor porte, viu o seu valor de mercado subir mais de 90% durante o mesmo período. “Não creio que vamos nos recuperar da queda das receitas de publicidade rapidamente”, disse James Marsh, diretor e analista sênior de pesquisa da Piper Jaffray & Co. “Acho que a recuperação foi devido ao fato de os gestores de carteira terem abraçado maior risco, embora os fundamentos não tenham mudado”.

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