Painel internacional

A recuperação econômica

Por Nouriel Roubini

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Para onde vai a economia global e norte-americana? No ano passado, haviam dois lados no debate. Um deles alegou que a recessão nos EUA seria em forma de ‘V’ – curta e breve. Ela duraria apenas oito meses, tal como as duas recessões anteriores, de 1990-1991 e 2001, e o mundo se dissociaria da contração dos EUA. Outros, incluindo a mim, alegaram que, dado o excesso de alavancagem do setor privado (em famílias, instituições financeiras e corporações), esta seria uma recessão em forma de ‘U’ – longa e profunda. Ela teria duração de cerca de 24 meses, e o mundo não se dissociaria da contração dos EUA. Hoje, 20 meses dentro da recessão nos EUA – que se tornou mundial no verão de 2008 com um maciço correlacionamento [em relação à economia norte-americana] – a dissociação em forma de ‘V’ está descartada. Esta é a pior recessão em 60 anos, tanto nos EUA como no mundo. Se a recessão nos EUA acabar no final do ano – como é mais provável -, terá sido três vezes mais longa e cerca de cinco vezes mais alta – em termos de diminuição acumulada da produção – que as duas anteriores.

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A recuperação econômica japonesa

The Wall Street Journal

A economia do Japão se recuperou no último trimestre pela primeira vez em um ano, sinalizando o possível fim da mais profunda recessão do país desde a Segunda Guerra Mundial, iluminando as perspectivas de uma recuperação global generalizada. A economia do Japão, a segunda maior do mundo, mergulhou em recessão na sequência da crise financeira mundial no ano passado. As exportações, o esteio do país, desceram para a metade do nível pré-crise. Mas uma reviravolta nas exportações e um grande programa de estímulo fiscal ajudaram a produzir uma expansão econômica de 0,9% nos três meses que terminaram em 30 de junho, revelaram os números do governo na segunda-feira, o que equivale a um crescimento anualizado de 3,7%.

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Fundo soberano chinês procura oportunidades nos EUA

O fundo soberano da China, a China Investment Corp. (CIC), de US$ 200 bilhões, está se preparando para investir até US$ 2 bilhões em títulos hipotecários dos EUA que estão debaixo do Plano de Investimento Público-Privado (PPIP) do Tesouro, de acordo com o noticiário desta segunda-feira. O fundo de Pequim, financiado pelo dinheiro das reservas externas da China, está em conversações com pelo menos uma dúzia de gestores e assessores do PPIP, de acordo com um relatório da Reuters que citou fontes anônimas. O relatório disse ainda que o CIC ainda está selecionando empresas, mas é provável que tome uma decisão antes do final de agosto. A China Investment Corp. estava ansiosa para participar do mercado de títulos imobiliários porque entende que o mercado imobiliário dos EUA começa a recuperação no final do ano, e de forma gradual, citaram as fontes.

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UE e Eurozona diminuem déficit comercial

ELPAIS.COM

A União Europeia (UE) e a zona do euro reduziram drasticamente seus déficits comerciais no primeiro semestre do ano, devido principalmente à melhora da balança comercial no setor de energia. A zona do euro registrou um déficit comercial de 1,6 bilhão de euros até junho, em comparação ao déficit de 13,3 bilhões de euros no mesmo período do ano passado, segundo os dados disponibilizados pelo Eurostat, o serviço de estatística da UE. O euro teve uma redução de 23% nas exportações semestrais para 610,400 bilhões, queda ainda maior nas importações (24%, para 612 bilhões de euros), principalmente no setor de energia. Em toda a União Europeia, o déficit da balança comercial de janeiro a junho foi de 67,4 bilhões de euros, diminuição significativa ante os 118 bilhões do mesmo período de 2008. Os vinte e sete países da UE registraram uma queda semestral das exportações de 21% para 519 bilhões de euros, enquanto as importações diminuíram ainda mais (24%), para 586,4 bilhões de euros.

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México quer livre comércio com Brasil

BBC NEWS

O presidente do México, Felipe Calderón, disse que vai propor um acordo de livre comércio com o Brasil. “O comércio enriquece economias, disse Calderon durante uma reunião de líderes empresariais em São Paulo. Os comentários vieram enquanto embarcava em uma visita de três dias ao Brasil, quando se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e visita a empresa de petróleo Petrobras. Brasil e México são as maiores economias da América Latina. O México já tem acordos comerciais com os EUA e Canadá. As duas nações são responsáveis por cerca de 70% de toda a atividade econômica na região. A economia do México tem sido duramente atingida pela recessão e, mais recentemente, pela gripe suína.

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