Painel internacional

A volta do comportamento de risco

New York Times

Por Paul Krugman

No período sombrio que se seguiu à quebra do Lehman, parecia inconcebível que os banqueiros iriam, poucos meses depois, estar de volta às práticas que levaram o sistema financeiro mundial à beira do colapso. Ao menos, alguém poderia pensar, eles mostrariam algum recato, por medo de criar uma reação pública. Mas agora que já recuamos alguns passos da beira do abismo – graças, não vamos esquecer, aos imensos pacotes de resgate financiados pelo contribuinte – o setor financeiro está rapidamente retornando à normalidade. Mesmo que o resto do país continue a sofrer com o aumento do desemprego e dificuldades graves, os holerites de Wall Street estão voltando aos níveis pré-crise. E a indústria está implantando sua influência política para bloquear até mesmo as mais ínfimas reformas.

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E mais:

Ásia vai liderar recuperação mundial

O déficit comercial chinês

Reino Unido defende estímulos fiscais

Volta de Zelaya à Honduras eleva tensão no país

Ásia vai liderar recuperação mundial

Financial Times

A Ásia está marcada para liderar o mundo para fora da crise financeira, a despeito da lenta recuperação dos EUA e na Europa, segundo as últimas previsões do Banco Asiático de Desenvolvimento. Em contraste dramático com seu ponto de vista de março de 2009, quando cortou as previsões de crescimento para a Ásia, excluindo o Japão, de 7,2% para 3,4%, o BAD disse na terça-feira que a região cresceria mais forte do que o esperado este ano e em 2010.

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O déficit comercial chinês

A China está emergindo como destino chave de exportações das economias asiáticas mais rápido do que muitos esperavam, graças ao impacto dos níveis de renda e aumento do estímulo do governo sobre o consumo do país. Mas como o crescimento das importações continua a superar as exportações do país, a maior detentora de reservas cambiais do mundo agora está a caminho de iniciar em breve registros de déficit comercial, de acordo com Eric Fishwick, chefe de pesquisa econômica da CLSA Asia-Pacific Markets. Dados oficiais divulgados no começo deste mês mostraram que as exportações da China caíram mais que o esperado em agosto, 23,4% frente ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações diminuíram por uma margem de 17%. A tendência confirma as estatísticas de comércio de outros países. Cingapura, por exemplo, relatou que suas exportações de artigos não petrolíferos para a Europa caíram 27% no período de doze meses de agosto, mas as exportações não petrolíferas para a China caíram apenas 5,3%. Mesmo Taiwan relatou uma queda total de 24,6% no ano nas exportações de agosto, mas uma queda mais modesta de 18,5% nas suas exportações para a China.

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Reino Unido defende estímulos fiscais

The Wall Street Journal

A discussão de saídas rápidas dos pacotes de estímulo econômico está se acalmando na semana do encontro do Grupo dos 20. O primeiro-ministro britânico Gordon Brown disse na segunda-feira que o estímulo contínuo é vital para a recuperação financeira global, e o Fundo Monetário Internacional está adotando uma abordagem cautelosa sobre como conduzir uma eventual retirada. Em uma coletiva de imprensa, Brown apareceu para abafar as sugestões de que ele estaria se preparando para cortar despesas com os estímulos à economia do Reino Unido – um contraste em relação à semana recente em que o governo de Brown teria gerado cada vez mais expectativas de cortes, como meio de domar os registros de níveis de endividamento. “Os estímulos que ainda temos para dar à economia mundial é maior do que o que já tivemos”, disse, destacando que os planos de ajuda dos EUA e Alemanha vão aumentar, tendo em conta os planos dos governos de despesas projetadas.

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Volta de Zelaya à Honduras eleva tensão no país

Reuters

Honduras aprofundou sua crise, após o retorno surpresa do presidente Manuel Zelaya ao país centro-americano levantar o espectro de violentos protestos de rua e uma luta diplomática com o Brasil. Zelaya, um esquerdista, voltou para o país na segunda-feira e se refugiou na embaixada do Brasil para evitar a prisão, quase três meses depois que foi derrubado por um golpe de Estado. Vários milhares de simpatizantes realizaram uma manifestação em frente à embaixada para apoiar Zelaya, mas o regime pró-golpe que governa o país desde o final de junho anunciou um toque de recolher na segunda-feira à noite e terça-feira, para abafar os protestos. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, advertiu contra os ânimos exaltados em Honduras, um aliado dos EUA durante os conflitos da Guerra Fria na América Central. “Ambos os lados têm apoiadores, que precisam ser prudentes e cuidadosos em suas ações nos próximos dias”, disse na segunda-feira em Nova York, após reunião com presidente da Costa Rica, Oscar Arias, cujos esforços de mediação haviam falhado.

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