Painel internacional

PIB dos EUA cai menos que o esperado

A pior recessão nos EUA desde a Grande Depressão pode estar acabando antes do esperado no segundo trimestre, e marcando o cenário para que a recuperação se consolide na última metade de 2009. A maior economia do mundo encolheu 0,7% de abril a junho, em relação à taxa anual, o melhor desempenho em mais de um ano, mostraram os valores revistos hoje do Departamento de Comércio, em Washington. O produto interno bruto havia se contraído ao ritmo de 6,4% nos primeiros três meses de 2009. Os planos de estímulo do governo, como o “Dinheiro por sucata” e o crédito à primeira moradia, deram à produção e à habitação, as duas áreas no centro da crise econômica, um impulso neste trimestre. Os formuladores de políticas do Federal Reserve (banco central dos EUA) se encontram entre os preocupados com que o aumento nos gastos dos consumidores não será sustentado, com o desemprego subindo e a renda ficando estagnada.
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E mais:

FMI sugere reestruturação do sistema financeiro

Financiamentos imobiliários recuam nos EUA

A perspectiva inflacionária dos EUA

EUA rejeita criar sistema público de saúde

FMI sugere reestruturação do sistema financeiro

New York Times

O Fundo Monetário Internacional afirmou nesta quarta-feira que “a economia mundial dobrou a esquina“, depois do início angustiante em 2009, mas que só uma profunda reestruturação do sistema financeiro poderia evitar um retorno à crise e pavimentar o caminho para um crescimento sólido nos próximos 18 meses. Em seu Relatório Global de Estabilidade Financeira, estudo enaltecido pelos economistas como uma análise exaustiva da saúde do sistema, o FMI elogiou a mistura de resgate bancário e pacotes de estímulo. Mas disse que as políticas não mudaram a dinâmica fundamental pela qual os bancos endividados e consumidores atrasaram o crescimento econômico. “O risco de retomada do ciclo adverso entre os setores real e financeiro continua a ser significativo, enquanto os bancos continuam sob pressão e as famílias e instituições financeiras precisam reduzir sua alavancagem”, escreveu o FMI no relatório.

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Financiamentos imobiliários recuam nos EUA

Reuters

Os pedidos de hipotecas nos EUA caíram na semana passada, apesar das mais baixas taxas de empréstimo em quatro meses, disse a Associação dos Banqueiros de Hipotecas na quarta-feira, em outro sinal de que a habitação, provavelmente, vai se recuperar lentamente da sua queda de três anos. Os empréstimos para moradias caíram 2,8% em setembro no ajuste sazonal, pela 25ª semana, impulsionado por uma queda de 6,2% na procura por empréstimos, e uma queda de 0,8% nos pedidos de refinanciamento. Os custos dos empréstimos chegaram ao mais baixo nível, com a taxa média de 30 anos caindo 0,03 ponto percentual, para 4,94%. As taxas de 30 anos foram as mais baixas desde a semana encerrada em 22 de maio, em 4,81%, depois de bater um recorde de baixa de 4,61% em março, de acordo com a indústria. Há um ano, antes das intervenções maciças do governo, a taxa média de 30 anos era de 6,33%.

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A perspectiva inflacionária dos EUA

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Em um discurso na noite de ontem, o presidente do Federal Reserve Bank da Filadélfia (um dos bancos centrais regionais dos EUA), Charles Plosser, se alinhou ao ponto de vista de muitos economistas (incluindo alguns de seus colegas do banco central), de que a folga substancial (de liquidez) na economia vai manter os preços sob controle. O falcão da inflação disse que vê “pouco risco” de (aumento da) inflação em curto prazo, mas “um risco maior de inflação mais elevada” no médio para o longo prazo, porque (1) a política monetária é extremamente acomodatícia, e (2) ele coloca menos peso no idéia de que a folga econômica seja um indicador confiável de inflação.

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EUA rejeita criar sistema público de saúde

Membros do Comitê de Finanças do Senado norte-americano rejeitaram na terça-feira duas emendas de reforma do sistema de saúde, que teriam criado a opção de um plano público de seguridade, em um golpe para os liberais que haviam pressionado fortemente por uma “opção pública, como parte da reforma da saúde. O presidente dos EUA, Barack Obama, apóia a opção pública como parte da reforma do sistema de saúde, que ele quer ver aprovado este ano, no esforço de cobrir os não segurados e controlar a espiral dos custos dos cuidados médicos. O autor das emendas, o senador democrata Jay Rockefeller disse que a opção “pública” seria uma concorrente para as empresas de seguros privados, e que ninguém teria que aderir (obrigatoriamente). Ele criticou aqueles que têm tratado o plano como uma “aquisição pública majoritária” do sistema de saúde. “É opcional. As pessoas podem entrar e sair (da seguridade pública)”.
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