Painel internacional

Como o Fed pode evitar uma nova bolha

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Por Nouriel Roubini e Ian Bremmer

Ben Bernanke e o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) enfrentam uma série de desafios muito difíceis nos próximos anos. Eles incluem:
• Resistir à pressão para monetizar o déficit (aumento da oferta de moeda por meio de estímulos fiscais), o que acabaria por causar inflação alta;
• Implementar uma estratégia de saída da massiva flexibilização monetária do ano passado;
• Manter a independência do Fed, comprometida pela ajuda direta e indireta às instituições financeiras, e as tentativas do Congresso de micro gestão do Banco Central;
• Calcular apropriadamente os preços dos ativos e riscos de bolhas de ativos de acordo com a regra de Taylor, uma importante diretriz que os bancos centrais usam para definir as taxas de juros;
• supervisionar e regulamentar o sistema financeiro de forma mais eficaz, especialmente em relação ao papel do regulador de “risco sistêmico”.
As duas primeiras tarefas estão intimamente relacionadas. A fim de evitar uma monetização dos déficits persistentes que levariam a inflação, o Fed deve implementar uma estratégia não convencional de saída da flexibilização monetária, que começou no final de 2008. Se os estímulos fiscal e monetário forem suspensos muito cedo, há o risco de deflação. Se levantado demasiado tarde, eventualmente poderemos enfrentar uma crise fiscal, recessão inflacionária ou estagflação. O Fed não tem controle sobre a política fiscal. Mas, para evitar que a política fiscal frouxa obrigue o Fed a monetizar os déficits para evitar o aumento dos rendimentos das obrigações, o Fed precisa preventivamente definir que não vai mais comprar títulos do Tesouro.

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Santander arrecada US$ 8 bilhões com IPO

A unidade brasileira do espanhol Banco Santander está levantando cerca de R$ 14,1 bilhões (US$ 8 bilhões) em uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) recorde no país, para financiar a sua expansão, ao mesmo tempo em que a maior economia da América Latina acelera seu crescimento. O banco está vendendo 600 milhões de units ao preço de R$ 23,5 cada, no meio do intervalo de R$ 22 a R$ 25 definido para a oferta, disse o Banco Santander Brasil em mensagem publicada no site do regulador de valores mobiliários do País (a CVM). O montante inclui uma possível oferta suplementar de 75 milhões de units. Se todo o lote suplementar for vendido, a oferta será o maior IPO do mundo em 18 meses. O Santander, maior banco da Espanha, pretende abrir 600 filiais no Brasil até 2013 e esculpir novos negócios na concessão de empréstimos a empresas e mutuários, apostando na expansão do País no momento em que a Espanha está atolada na pior recessão em 60 anos.

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Mercado de crédito ainda não se recuperou nos EUA

New York Times

Um ano depois de Washington resgatar os maiores nomes das finanças norte-americanas, ainda é difícil conseguir um empréstimo. Mas o problema não é apenas a mão fechada dos bancos. O desarranjo continuado dos títulos do mercado de securitização, que nos últimos anos estiveram na origem de cerca de 60% de todo o crédito nos Estados Unidos, está fazendo com que os empréstimos fiquem escassos e ameaçam retardar a recuperação econômica. Muitos destes mercados estão operando apenas porque o governo está sustentando-os. Mas agora o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) avisou que planeja retirar seu apoio. Os decisores políticos esperam que os investidores privados voltem aos mercados, que implodiram durante a crise financeira. Os mercados de securitização de débito financiam empréstimos corporativos, hipotecas, empréstimos estudantis e muito mais. Nos bons tempos, permitiram aos bancos empacotar seus empréstimos em títulos e revendê-los a investidores. Esse processo, conhecido como securitização, liberou os bancos a emprestar ainda mais dinheiro. Muitos investidores perderam confiança na securitização, depois de perder enormes somas nos pacotes de hipotecas de alto risco, que tinham taxas elevadas de inadimplência. O governo já gastou mais de US$ 1 trilhão tentando restaurar os mercados, com relativo sucesso.

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As aquisições bancárias na Europa

Reuters

O banco de investimentos suíço Julius Baer vai comprar a unidade de private banking do grupo holandês ING no país por 520 milhões de francos suíços (US$ 507 milhões), o maior negócio da indústria europeia de gestão de riqueza desde o início da crise. O Baer está pagando cerca de 2,3% dos ativos sob gestão (AUM) pelo negócio excluindo o capital excedente, e cerca de 3% incluindo o excedente, aproximadamente em linha com as avaliações esperadas. Antes da crise financeira, negócios similares atraíam preços acima de 5% do AUM. “O negócio Baer/ING já era esperado. Faz sentido estrategicamente“, disse um operador de Zurique. “Eles estão pagando 3% dos ativos, o que é bastante atraente”.

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Contração da eurozona é pior que esperado

A atividade econômica na zona do euro diminuiu 0,2% entre abril e junho – pior do que se pensava inicialmente -, de acordo com dados oficiais. A agência de estatísticas da União Europeia Eurostat disse anteriormente que a economia da região tinha se contraído 0,1%. Porém, os números revisados mostraram que Grécia, Polônia, Portugal e República Checa emergiram da recessão. França e Alemanha já haviam retornado ao crescimento. A contração econômica do Reino Unido foi revista de -0,8% para -0,6%. Os números da zona do euro – para os 16 países que usam o euro – mostram o quinto trimestre consecutivo de contração econômica. Embora pior do que o inicialmente pensado, o dado do segundo trimestre foi significativamente melhor do que a queda de 2,5% nos três primeiros meses do ano. As exportações mais fortes e os gastos dos consumidores, bem como pacotes de estímulo do governo, contribuíram para a melhoria.
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