Painel internacional

A Turquia e a crise

SPIEGEL ONLINE

A Turquia não pode escapar das devastações da recessão global. Mas dessa vez, tem como evitar as dores da recessão que freqüentemente afligem este promissor país. Para os turcos, uma recessão geralmente é assim: um boom selvagem que dispara a inflação alta, o colapso da moeda, e o mal gerido setor bancário viciado em negociações especulativas e dívida externa tem uma experiência de quase-morte. A Turquia tem força de trabalho bem educada, proximidade com a Europa e uma astuta classe gerencial. Mas a fragilidade financeira, incluindo uma quebra que provocou revoltas em 2001, afastou-a da liderança das economias de mercados emergentes. Na atual turbulência, para espanto geral, as coisas foram diferentes. A economia foi considerada terminal quando as exportações estagnaram. Enquanto problemas estruturais persistem em ambas as esferas, política e de regulamentação, o sistema financeiro manteve-se firme, mesmo com os bancos europeus e dos EUA beirando o abismo.

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E mais

O futuro da política monetária dos EUA

Al-Qaeda declara guerra santa à China

Letônia negocia com credores internacionais

Exportações em queda derrubam superávit alemão

O futuro da política monetária dos EUA

New York Times

As fissuras estão aumentando entre a classe política do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), à medida que o debate sobre como e quando começar a elevar a taxa de juro de referência do seu atual nível, um pouco acima de zero. Com as autoridades do Fed prevendo que o desemprego será, em média, de 9,8% em 2010, ninguém parece estar argumentando que a política monetária deveria ser afrouxada em breve. O mantra oficial do banco central continua a ser de que a taxa básica de juros federal vai permanecer “excepcionalmente baixa” por “um período prolongado”. Mas as autoridades do Fed sugeriram um novo desacordo nas últimas semanas. Os argumentos vão além da tradicional divisão entre os falcões, que se preocupam com o dinheiro fácil que vai alimentar a inflação, e os pombos, que afirmam que o desemprego é o principal problema. Os debates mais diabólicos são sobre a rapidez para agir quando a decisão tiver sido anunciada, e como realizá-la. Além de elevar a taxa dos fundos federais durante a noite, o Fed também precisa desmontar os US$ 2 trilhões de programas especiais que escoram os bancos paralisados e os mercados de crédito.

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Al-Qaeda declara guerra santa à China

Breaking News, World News and Taiwan News.

O principal teólogo da organização terrorista al-Qaeda e possível sucessor de Osama bin Laden apelou para uma guerra santa contra a China, acusada de opressão “satânica” aos muçulmanos da província ocidental de Xinjiang. “O estado do ateísmo está em curso de queda”, disse Abu Yahya al-Libi, em um vídeo postado em um site islâmico não especificado, informou ontem a Reuters. A China tem efetuado massacres de muçulmanos uigures em Xinjiang e seguido políticas voltadas para “a morte e destruição”, enquanto “saqueiam as riquezas e minam sua cultura e religião”, citou a Reuters. “Este é o último de uma série de advertências que devem fazer com que os chineses fiquem bastante preocupados“, disse Bahukutumbi Raman, um ex-chefe de contra-terrorismo e analista do indiano Centro Chennai de Estudos da China. Após os tumultos sino-uigures em Xinjiang, em julho, “a Al-Qaeda no Magrebe (Marrocos) emitiu uma ameaça de ataque a alvos chineses“, e um quebra-quebra eclodiu em Argel (Argélia) em 3 de agosto contra comerciantes locais chineses.

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Letônia negocia com credores internacionais

A Letônia está perto de encerrar uma disputa com os doadores internacionais, incluindo a Suécia e o Fundo Monetário Internacional, que afetaram os empréstimos para resgate (da economia) e aumentaram a desvalorização especulativa (da moeda), disse o escritório do primeiro-ministro. “A Letônia está a caminho de um acordo com seus credores internacionais”, disse Liga Krapane, a porta-voz do primeiro-ministro Valdis Dombrovskis, em entrevista por telefone. O primeiro-ministro está hoje em Helsinque para se reunir com líderes finlandeses, e o governo realizará uma sessão sobre o Orçamento na segunda-feira, disse. O FMI, União Europeia e Suécia, que concordaram com um empréstimo de 7,5 bilhões de euros (US$ 11 bilhões) em dezembro, aumentaram o tom dos alertas, exortando Dombrovskis a se comprometer com cortes de orçamento de 500 milhões de lati (US$ 1 bilhão) por ano até 2012. O premier sueco Fredrik Reinfeldt disse em 5 de outubro que a Letônia “deve corrigir” o déficit e o presidente do Riksbank (BC da Suécia), Stefan Ingves, disse que o país pode ser deixado “no gelo” se não cumprir os acordos.

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Exportações em queda derrubam superávit alemão

BBC NEWS

O superávit comercial da Alemanha caiu 43% em agosto, depois da queda nas exportações da maior economia da Europa, segundo o escritório de estatísticas nacionais. A Alemanha exportou 8,1 bilhões de euros (US$ 11,95 bilhões), mais bens do que importou em agosto, abaixo dos 14,1 bilhões de euros em julho. A queda nas exportações foi a primeiro em quatro meses e não era esperada. As exportações caíram 20% em comparação com o mesmo mês de 2008, enquanto as importações foram 19,3% menores. Dirk Schumacher, do Goldman Sachs, disse que os números foram “decepcionantes”, mas que devem se recuperar logo. “Estamos vendo apenas uma pausa, e não o início de um período de estagnação”, disse. Mas os números também foram interpretados como indicação de que uma forte recuperação nos últimos três meses de julho a setembro será difícil de se conseguir.

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