Painel internacional

Citi pode vender unidade mexicana

O banco norte-americano Citigroup pode ser forçado a vender sua filial mexicana, uma vez que a ajuda do governo dos EUA ao Citi expõe a Banamex à legislação desse país, diz um relatório. A lei mexicana proíbe governos estrangeiros de possuírem participação em bancos nacionais. A Suprema Corte do México se reúne esta semana para investigar o caso, publica o periódico Financial Times. Banamex, o segundo maior banco do México, é responsável por cerca de 15% do lucro global do Citigroup, noticia o jornal, e está estimado em pelo menos US$ 20 bilhões.O Financial Times observa que outras empresas, incluindo a AIG, Bank of America e Bank of New York Mellon poderão ser afetados pelo caso, pois receberam financiamento público dos EUA e têm operações no México. Entretanto, foi divulgado na semana passada que o Citigroup estava estudando a possibilidade de realizar uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de toda a sua divisão da América Latina, que inclui o Banamex e o Citibank, unidade brasileira do banco.

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E mais:

Os bancos não estão certos – Por Paul Krugman

Com dólar fraco, aumenta apetite por treasuries

A necessidade de corrigir os desequilíbrios mundiais

Em crise, indústria naval alemã se rende a capital externo

Os bancos não estão certos

New York Times

Por Paul Krugman

Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos. OK, talvez não literalmente o pior, mas definitivamente ruim. E o contraste entre a imensa boa fortuna de poucos e o contínuo sofrimento dos demais deixam previsões ruins para o futuro. Eu estou falando, é claro, sobre o estado dos bancos. Os poucos sortudos ganharam a maioria das manchetes, com muitos reagindo com fúria ao espetáculo do Goldman Sachs fazendo lucros recordes e pagando bônus enormes, mesmo que o resto da América, vítima da queda originada em Wall Street, continue sangrando empregos. Mas não é um caso simples de bancos florescentes contra trabalhadores em dificuldades: os bancos que estão realmente no negócio de empréstimos, ao contrário dos de investimentos, ainda estão em apuros. Mais notavelmente, o Citigroup e o Bank of America, que silenciaram sobre as conversas de nacionalização no início deste ano alegando terem retornado à rentabilidade, estão agora – você adivinhou – de volta aos registros de perdas. Pergunte à gente do Goldman, e eles lhe dirão que não é da conta de ninguém além deles próprios o quanto ganham. Mas uma crítica recente é posta: “Não há instituição financeira que exista hoje que não tenha sido beneficiária direta ou indireta dos trilhões de dólares da ajuda dos contribuintes ao sistema financeiro”. Ainda: o Goldman fez muito dinheiro com suas operações de investimento, mas só foi capaz de permanecer no jogo graças às políticas que colocaram vastas quantias de dinheiro público sob risco, desde o resgate da AIG às garantias estendidas a muitos dos títulos do Goldman.

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Com dólar fraco, aumenta apetite por treasuries

Os investidores não puderam comprar treasuries (títulos da dívida pública dos EUA) suficientes, mesmo com o déficit orçamentário dos EUA subindo para além de US$ 1 trilhão, o governo vendendo uma quantidade recorde de dívida e o dólar declinando ao mais fraco nível desde agosto de 2008. Os compradores estrangeiros aumentaram sua participação pelo quarto mês consecutivo em agosto, para uma alta histórica de US$ 3,45 trilhões, segundo dados do Departamento do Tesouro divulgados em 16 de outubro. A demanda (pelos treasuries) está sendo estimulada por uma crescente taxa de poupança e preocupações de que a recuperação econômica possa vacilar. Os fundos de renda fixa atraíram 18 vezes mais dinheiro do que os fundos de ações neste ano, segundo dados compilados pela Morningstar e Bloomberg.

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A necessidade de corrigir os desequilíbrios mundiais

Reuters

A crise financeira destacou a importância de se lidar com os desequilíbrios globais no comércio e fluxos de capital, disse o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, no domingo, em uma conferência do Fed sobre a Ásia. “A crise… destacou a necessidade de muitas reformas políticas que englobem a melhora da regulação financeira para enfrentar os desequilíbrios globais”, disse, em breves observações introdutórias. Os funcionários dos EUA têm procurado pressionar a China, que tem um enorme superávit comercial com os Estados Unidos, para permitir que o valor de sua moeda – o yuan – se valorize frente ao dólar e incentive a demanda interna em sua economia. Esta campanha tornou-se mais lenta durante a crise, por causa da importância da China como detentora de títulos de dívida dos EUA, agência de dívida hipotecária e motora de crescimento da economia mundial.

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Em crise, indústria naval alemã se rende a capital externo

SPIEGEL ONLINE

A falta de encomendas de navios quase afundou as filiais de construção naval da gigante siderúrgica alemã ThyssenKrupp. Agora, um investidor de Abu Dhabi está comprando um grande pedaço da operação. Comentaristas alemães elogiam o movimento, mas observe como a crise financeira obrigou a Alemanha a ser menos exigente quanto a investidores estrangeiros. A indústria de transporte marítimo da Alemanha tem sido golpeada nos últimos anos. E a da construção naval não tem se saído muito melhor. Estaleiros pertencentes a ThyssenKrupp, maior siderúrgica da Alemanha, não vêem um novo contrato estrangeiro há 11 anos, com encomendas indo para concorrentes estrangeiros a preços mais baixos. Na quinta-feira, a empresa anunciou que estava vendendo uma grande fatia da sua operação de construção naval Blohm + Voss para o Grupo MAR, de Abu Dhabi. Além de criar uma nova joint venture para a fabricação de navios militares, o grupo MAR também levará mais de 80% das filiais da ThyssenKrupp, a Estaleiros Blohm, Blohm + Voss Reparos e Blohm + Indústrias Voss. O grupo MAR já adquiriu uma participação de 90% no Estaleiro Nobiskrug em Rendsburg, Alemanha, em julho.

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