Painel internacional

Dívida elevada ameaça economia japonesa

New York Times

Quanta dívida um país industrializado pode carregar antes de a economia da nação e sua moeda se curvar, e em seguida, quebrar? A questão se agiganta nos Estados Unidos, com o afluente déficit orçamentário empurrando a dívida pública para quase 98% do produto interno bruto. Mas ela é ainda maior no Japão. Aqui, anos de estímulos aos gastos em barragens e estradas caras inflaram a dívida pública bruta do país para duas vezes o tamanho de sua economia de US$ 5 trilhões – de longe a mais elevada relação de dívida/ PIB da memória recente. Somente o pagamento de juros da dívida consumiu um quinto do orçamento do Japão em 2008, comparado com os pagamentos da dívida que compõem cerca de um décimo do orçamento dos Estados Unidos. No entanto, o ministro das Finanças, Hirohisa Fujii, sugeriu ontem que o governo vá vender 50 trilhões de ienes, cerca de US$ 550 bilhões, em novos títulos – ou mais. “Não há nenhuma dúvida que o déficit orçamentário resulta da recessão global no último ano. Agora é hora de ser ousado e emitir mais títulos de dívida”, disse Fujii a jornalistas.

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BHP bate recorde de produção de minério de ferro

FMI alerta nações asiáticas a manter estímulos

BBC NEWS

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou as nações asiáticas a não retirar seus estímulos aos gastos tão cedo. Com o Japão fora da recessão e a China vendo sinais de recuperação, alguns observadores sugeriram que as despesas poderiam ser cortadas. “No entanto, estes planos devem avançar com cautela até que a recuperação pareça estar assegurada”, disse o vice-diretor gerente do FMI, John Lipsky. Ele disse que “o principal risco de curto prazo” foi a recuperação pífia. “Isso poderia ocorrer se a demanda privada não reagir e substituir a política de estímulo e recomposição de estoques que recentemente foram os principais motores de crescimento”, acrescentou.

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BC inglês alerta governo sobre grandes bancos

O presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, intensificou seu apelo aos governos para enfrentarem os perigos colocados por bancos que são “importantes demais para falir”, dizendo que as novas regras de capital não vão proteger os contribuintes de terem que financiar outra ajuda no futuro. “O apoio maciço estendido ao setor bancário em todo o mundo, enquanto necessário para evitar um desastre econômico, possivelmente criou o maior risco moral da história”, disse em um discurso em Edimburgo, ontem à tarde. Ele indicou que uma solução poderia ser dividir os bancos e separar as atividades de maior risco de negócios dos mais estáveis, como a captação de depósitos.

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Obama critica Wall Street por resistência às reformas

Reuters

O presidente dos EUA, Barack Obama, criticou as firmas de Wall Street na terça-feira por resistirem aos regulamentos mais rígidos para essa indústria, e disse que eles não estão fazendo o suficiente para aumentar a concessão de empréstimos a pequenas empresas. Atacando a “especulação irresponsável” e “miopia” que ele disse estar por trás da crise financeira de 2008-2009, Obama expressou frustração com as críticas que recebeu pelo resgate impopular de US$ 700 bilhões à indústria financeira. A administração Obama está aumentando o foco na desconexão entre Wall Street, onde o índice Dow Jones de novo subiu recentemente para o patamar de 10.000 pontos, depois de despencar em finais de 2008 e início de 2009, e o resto da economia enfraquecida, onde pequenas empresas estão tendo dificuldades em obter crédito e as perdas de emprego continuam. Os lucros elevados e os planos de bônus dos grandes bancos como o Goldman Sachs e outras instituições de Wall Street, que se beneficiaram do resgate, estão alimentando a indignação das ruas.

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BHP bate recorde de produção de minério de ferro

BBC NEWS

A gigante mineradora BHP Billiton disse que sua produção de minério de ferro subiu a um valor recorde no terceiro trimestre. A produção da matéria-prima chave do aço aumentou 11% no trimestre de junho a setembro, para 30,1 milhões de toneladas. Mas a BHP confirmou que a quarta maior mineradora de cobre do mundo, a Represa Olympic, estaria operando com apenas 25% da sua capacidade por seis meses, devido a um cabo danificado. Que ajudou a empurrar para cima os preços do cobre na comparação com a alta de um ano atrás, de US$ 6.570 a tonelada, e que também irá prejudicar o fornecimento de urânio. A Olympic, na Austrália, tem o maior depósito conhecido do mundo de urânio. A empresa não terá de volta a sua capacidade total até o primeiro trimestre do próximo ano, disse a maior mineradora do mundo.

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