Painel internacional

Não espere uma grande recuperação nos EUA

CNNMoney.com

A economia dos EUA pode receber uma boa notícia na quinta-feira, pela primeira vez em muito tempo. Os economistas prevêem que o Produto Interno Bruto, a medida mais ampla da atividade econômica do país, cresceu a uma taxa anual de 3,2% no terceiro trimestre. Se estiverem certos, isto vai terminar uma seqüência de quatro trimestres do mais severo declínio econômico nos EUA desde a Grande Depressão. O crescimento resultante do pacote de estímulo econômico deste ano, juntamente com o reinício das linhas de montagem de automóveis e das fábricas dos fornecedores que foram fechadas durante as falências da General Motors e Chrysler são as duas principais razões pelas quais os economistas têm tal previsão otimista para o terceiro trimestre. Mas embora haja um consenso crescente de que a chamada Grande Recessão terminou em algum ponto no início deste ano, alguns economistas acham que um trimestre de sólido crescimento econômico não indica que uma grande recuperação tenha começado. O desemprego continua a subir e cerca de 30% da capacidade das fábricas permanece inativo. O crédito para empresas ainda é apertado e a confiança do consumidor está caindo.

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O potencial econômico do Brasil

Oposição britânica defende juros baixos e corte do déficit

A estratégia do Santander para o Brasil

Compre de exportadores

O potencial econômico do Brasil

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Reportagem da BusinessWeek noticia como o mundo se surpreendeu com a escolha do Rio de Janeiro para a sede das Olimpíadas de 2016. A escolha foi feita mais pela confiança mundial de que o País está se tornando uma potência econômica, do que pelas proezas atléticas. “O crescimento do País, o mercado de capitais forte e a recente atividade de fusões e aquisições cross-border (que envolvem empresas ou investidores de capital estrangeiro) atestam isso. No plano internacional, a dívida soberana do Brasil recebeu o grau de investimento das três maiores agências de classificação de crédito (S&P, Fitch e Moody’s) e injetou US$ 10 bilhões em bônus do FMI (Fundo Monetário Internacional), menos de uma década após ter recorrido ao mesmo fundo para evitar a moratória da sua dívida externa. O maior lançamento de ações do mundo neste ano foi o do Santander Brasil, que captou mais de US$ 8 bilhões. Além disso, o País é auto-suficiente em combustíveis e possui uma agricultura forte, e lidera a tecnologia de bio-combustíveis.

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Oposição britânica defende juros baixos e corte do déficit

Philip Hammond, deputado inglês que fala sobre política do Tesouro pelos conservadores, disse que seu partido, da oposição, quer que o Banco de Inglaterra mantenha as taxas de juro baixas e reduza o déficit, para permitir que isso aconteça. “É essencial que, na recuperação, sejamos capazes de continuar a manter a política monetária relativamente frouxa”, disse Hammond em entrevista na sede da Bloomberg em Londres. “Nós só seremos capazes de fazer isso, se tivermos o déficit sob controle”. O foco sobre a política monetária contrasta com o argumento do primeiro-ministro Gordon Brown, de que manter os gastos do governo é o melhor para trazer o Reino Unido para fora da pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.Com a eleição prevista para daqui a sete meses, a questão de como e quando cortar gastos é o cerne do debate entre o Partido Trabalhista (situação) e a oposição. Brown argumenta que a manutenção dos gastos e corte de impostos são as melhores formas de retorno ao crescimento. Os conservadores dizem que essas medidas elevam o risco de inflação e taxas de juros, asfixiando a recuperação.

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A estratégia do Santander para o Brasil

SPIEGEL ONLINE

Como o maior banco entre os 16 membros da zona do euro, o Banco Santander da Espanha tem se saído muito bem da recessão. A rígida regulamentação interna forçou o gigante bancário de Madri a conduzir a limpeza de ativos financeiros tóxicos, e o banco se esquivou do excesso de empréstimos ao sofrido setor imobiliário da Espanha. Agora, quando os rivais dos EUA e Europa estão cortando gastos, o Santander reforça seus planos de expansão. Fundamental para a estratégia é o Brasil. Outrora gigante adormecido da América Latina, o Brasil – sob a orientação do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva – tornou-se uma potência econômica. Segundo estatísticas oficiais, o produto interno bruto do país cresceu 1,9% no segundo trimestre do ano, enquanto que muitas outras economias ao redor do mundo foram encolhendo. Para o Citigroup, o PIB do Brasil crescerá aproximadamente 5% no próximo ano. O Santander está se preparando para tirar pleno partido. O já número 3 entre os bancos não estatais no Brasil, atrás de Itaú Unibanco e Bradesco, a instituição espanhola levantou impressionantes US$ 7 bilhões para financiar a expansão, com a venda de participação minoritária no seu negócio brasileiro. O conjunto de ações adicionais a serem vendidas este mês levarão o total para US$ 8,1 bilhões – a maior oferta pública no mundo até agora este ano.

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Compre de exportadores

Forbes.com

A contínua fraqueza do dólar pode ter preocupado alguns com o futuro do “império americano”, mas isso não significa que você não possa lucrar com isso. Talvez a forma mais lógica de fazer isso é por meio da compra de participação de uma grande multinacional que prospera com as exportações. Outros possíveis beneficiários são o petróleo e as empresas relacionadas, que vêem o preço da sua principal commodity atingir picos, ao mesmo tempo em que o dólar se enfraquece. Primeiro, alguns antecedentes sobre as recentes penúrias da moeda. Atualmente, ela negocia a US$ 1,48 por euro, apenas um fio de cabelo abaixo da elevação recente de US$ 1,506. A quebra da barreira de US$ 1,50 estava carregada de toda a importância pelos observadores do mercado, mas até agora ainda não se viu sinal de fraqueza ainda maior na moeda norte-americana. Em vez disso, um leve recuo ocorreu. Quanto ao que fazer com a límpida moeda nacional, Hilary Kramer, diretora de investimentos da A&G Capital Research, diz que faz sentido pegar uma carona em grandes empresas que atualmente têm uma colheita enorme nas exportações. Ela incluiu a Coca-Cola, a PepsiCo, McDonald’s e Caterpillar nesta lista. Ela gosta especificamente desta última empresa, dizendo que “será mais competitiva, enquanto tenta ganhar fatias de mercado nos países emergentes, que podem reiniciar a infra-estrutura e expansão industrial, agora que a recessão global está acabando“.

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