Para atrair UE, Mercosul oferece tarifa zero para automóveis

Jornal GGN – O Mercosul fez uma proposta de abertura do setor automotivo com o intuito de atrair a União Europeia para o acordo de livre-comércio. A tarifa de importação de veículos teria uma queda gradativa até ser zerado em 15 anos.

Atualmente, a taxa de importação está em 35% e sofreria uma redução de 2,6% por ano. A indústria local não gostou da proposta, e solicitou aos governos um período de oito anos antes da queda da tarifa.

O setor automotivo acredita que as matrizes das montadoras não investiriam mais em suas filiais na Argentina e no Brasil se a proposta for adotada. Em compensação, o Mercosul ofereceria uma conta de 35 mil veículos por ano. O governo brasileiro considera que a indústria automotiva teria tempo para se adaptar.
 
O Mercosul já negocia um acordo há 18 anos com a União Europeia. As negociações foram retomadas oficialmente em 2014. Após uma reunião realizada em Bruxelas em setembro, outro encontro está marcado para o começo do ano que vem, em Buenos Aires.
 
A oferta da UE chega a 87% do comércio, percentual considerado aceitável neste tipo de negociação, e com o livre-comércio em até dez anos, incluindo uma redução rápida de tarifas industriais.

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14 Comentários

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Suricato

- 2017-01-12 00:25:41

Automóveis

Criaturas humanas transvestidas de automóveis. Assunto para antropólogos e psicólogos irreverentes escumarem  o canto da boca. Começa pela fraqueza humana escondida na potência forte do motor. Passa pela transmutação da imagem, da roupa de aço que tem performance, do isolamento no mundinho confortável, da aparência superior, do elitizado, do estratificado, do diferencial, do vencedor, do troféu...

Soltinho Feliz

- 2016-11-28 13:11:54

Ora sr. infanto-juvenil, capital não foi "criado" no 7o.dia...

Na verdade eu aqui discuto idéias e opiniões, vc continua focado em discutir a (minha) pessoa, típico de quem opina sobre elas e não sobre aquelas. Curiosamente, uma das áreas em que trabalhei como executivo reconhecido nas mencionadas multinacionais foi planejamento estratégico, Portanto, tenho alguma "initimidade" com o assunto, não sei vc, que continua tolamente preocupado (?) se sou "comunista ou não". Continua querendo me avaliar ao invés de argumentar objetivamente sobre o assunto, tangenciando-o perifericamente. 

O capital no Brasil não é "usado por nós", mas pelos donos dele, usando nosso suor e lágrimas, historicamente e cada vez mais, pois o empreendimento nacional relevante (não lojinhas de moda, botequins ou sitezinhos de Internet) que gera capital aqui, praqui (e não capital estrangeiro daqui ou de lá, pralá) é cada vez menor, a menos de uns poucos bancos altamente lucrativos que pouco financiam a não ser dívidas (exceto os estatais que querem destruir ou entregar).

Se vc não consegue entender nem desenhando, o resumo do que disse sobre seu comentário (e não sobre Vossa Puerilidade) é que tanto faz, pois eles têm a faca, o queijo e o prato nas maõs. Eu defendo o "plano" de buscar independência industrial, tecnológica e de capital, o que é bem diferente de "não ter" nada estrangeiro, normal e aceitável em qualquer país.

Anormal é não ter quase nada ou nada nacional. Cada vez menos.

Athos

- 2016-11-27 18:16:39

Blá blá bla
Todo errado# Capital não nasce em árvores! Se é comunista, use o. Se é capitalista, use o! Mas tenha um plano! É é sobre isso que estou falando! Vc parece não ter plano nenhum, ideia nenhuma! Só não gosta, como se isso fosse argumento para alguma coisa.... Eu não apenas argumento, estou lhe explicando, de maneira INFANTIL, para que vc entenda o PORQUE utilizamos capital dos outros!

Soltinho Feliz

- 2016-11-27 02:10:01

Deve ser por isso que preferem fabricar tenis no 3o. mundo

Nunca fui comunista e trabalhei em boas posições em algumas das maiores multinacionais do mundo, ou seja, o que tem o uc a ver com as çalcas? Como se vê, vc é cheio de idéias pre-concebidas e equivocadas.

E daí que as fabricas (tendas desmontáveis de montagem de kits) e a produção serão aqui? Se alguém for ganhar dinheiro sujando o quintal dos outros, nenhum problema. Pode ser no Bundestão. 

Quanto a impostos, seu trouxa, quem os paga não são "eles", somos NÓS mesmos, pois tudo está no preço. Inclusive o livre lucro que é o que importa e NÃO vai ficar aqui. Basiquinho.

Isso quando há impostos, pois quando o incentivo expira eles mudam de estado, como a Ford do RS pra BA. Portanto, o que VOCE (e não eles) paga mesmo é o IPI, o IR (bem manipulado nas contabilidades).

Aliás impostos também recaem sobre os importados. Mais uma vez, que paga somos os compradores aqui e não eles.

Então o que resta de diferente são os empregos, de segunda, cada vez mais abatidos pelos robots. Preste atenção no meu comentário que está tudo lá.

Quanto a exportar minério de ferro (ou qualquer outra commodity), cada vez mas são eles que se auto exportam daqui pra eles mesmos, ganham na entrada e na saída(além da propriedade. Só falta tomar conta do agronegócio e aí bye bye BR de vez...

Eu preferiria exportar aço, ligas especiais, tecnologia, know-how, enfim produtos de alto valor agregado e não a base pra comprar muitas vezes mais no valor agregado de volta. Basiquinho também.

Mas vc deve ser mutio esperto pra descer nestas considerações básicas, né?

Athos

- 2016-11-26 16:27:02

.....
As fábricas estão aqui. A produção será aqui. os imposto serão recolhidos aqui. E.... Será vendido pelo preço de Marcado, que HOJE não acontece por aqui. Vc do naipe daqueles que eram contra projeto de exportação de minério de ferro.... O Mundo é o Mercado! Aposto que é ex comunista.

Soltinho Feliz

- 2016-11-25 23:54:36

Soltar o que? O anel? A franga? Já soltamos há muito!

Nossa indústria é TODA estrangeira. Isso sim está "consolidado". Há muito. Inclusive a indústria periférica.

O comando, o capital, o tático, o estratégico, o lucro é 100% estrangeiro.

Nosso papel aqui, de quatro aberto e solto, é mendigar empregos de segunda, disputados cada vez mais com robôs, mal receber impostos, pois hoje uma automobilística muda sua tenda, armada e desarmada rapidinho, para o estado que mais incentivos der, produz aqui o que quiser, importa o que quer, no preço que quiser, compra onde quiser e manda todo o gordo lucro para fora. Chegam a sustentar e mesmo salvar suas matrizes deficitárias.

Se fecham a porteira, ganham mais aqui, se abrem, ganham aqui e lá, escolhendo o que for melhor. Têm a faca e o queijo na mão. Agora, nossos governantes querem abrir a barriguilha deles.

Nós aqui cada vez mais nus ... em posição.

Embananado

- 2016-11-25 23:39:56

A pergunta na verdade é: PARA QUEMs será a contrapartida?...

Notar que temos um Macri no argentina e um Temer na brazil.

Entre as 20 (ou mais)maiores economias do mundo somos a única que não tem NENHUMA fábrica de origem nacional (brasileira, hehe). E olha que nossa produção automobilística é uma das maiores do mundo.

Proezas como essa?

Only in Bananaland!

aureliojunior50

- 2016-11-25 18:57:02

Contrapartida ?

    Qual seria a contrapartida da UE para tanta "bondade " ?

     

aureliojunior50

- 2016-11-25 18:53:24

China

     A China não "entra" no mercado europeu vendendo, entrou comprando, começou com a Geely adquirindo a Volvo da Ford, já a SAIC ( Shangai Automotive Industry Corporation ) adquiriu um das mais famosas "marcas" britanicas, a MG e a Rover, agora neste ano está lançando na Europa a Leyland, sendo que desde 2012 mantem um centro de pesquisas e desenvolvimento na Inglaterra ( SAIC Motor UK Technical Centre )

ze sergio

- 2016-11-25 15:55:24

para....

Sustentar a decadente indústria e economia européias? Isto já fazemos. Terra de Limitados. Para que precisamos das suas marcas? Para que precisamos do seu mercado? O eixo mundial já foi para a Ásia faz tempo e nós nos submetendo ao passado. Vejam o restolho, a lixaria, as sobras que são empurradas para a América Latina via Brasil. Ampliaremos a subserviência em troco de que? Deixe a Europa tentar continuar com seu mercado fechado para agropecuários. E vejamos quanto mais tempo aguentará? Nós já deveríamos ter fechado acordos há pelos menos 3 décadas com os asiáticos em troica de absoluta transferência de tecnologia. Indústria de Automóveis? É gozação?! As carroças que trafegam pelo país só são montadas aqui. Já vem todas protas fabricadas no exterior. E aqueles de um mercado mais sofisticado, vendidos por fortunas 3,4 vezes maiores que no restante do planeta, são importados já rodando.  Nossas políticas continuarão tão rasas até quando? Até o ano 3000.    

Athos

- 2016-11-25 13:41:33

É uma boa sim
O mercado está consolidado! Esta na hora DE SOLTAR! E seja o que Deus quiser! E ótimo que tenha vindo do Mercosul! Serra certamente ainda não tomou conhecimento!

Ataíde Coutinho

- 2016-11-25 13:20:37

A volta do sonhos !

         Sarney , Collor , Itamar e FHC negociavam e esperavam o fim das barreiras comerciais eurpoeias , o governo do PT briu novas frentes comerciais para produtos e empresas brasileiras e nao se falou mais em Uniao europeia

        No setor.automotivo o jornalista Joel Leite descobriu o lucro brasil, aonde mostrou que as montadoras aqui instaladas, mesmo com nossa suposta excessiva carga tributaria,  tem margens de lucro bem superiores as matrizes, normalmente européias, porque abririam mao desse lucro ? 

     P.S. Nem a China que possui industria automotiva própria esta coseguindo entrar na UE 

Álvaro Noites

- 2016-11-25 13:19:00

Adeus industria

Adeus industria automobilística aqui no Brasil.

Nossa única participação na cadeia automotiva será a venda de minérios, petróleo cru e areia.

É notável o esforço hercúleo em arrebentar de vez com o país.

Victor Suarez

- 2016-11-25 13:04:48

Afinal de contas o que o

Afinal de contas o que o governo quer? Gerar empregos na Alemanha? na França?

O Brasil está uma zona.

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