Petrobras e Vale puxam queda da bolsa; índice cai 1,54%

Jornal GGN – A bolsa de valores brasileira começou a semana em queda, acompanhando o setor externo e com as principais ações negociadas exercendo pressão de baixa. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou as operações com desvalorização de 1,54%, aos 46.194 pontos e com um volume negociado de R$ 4,519 bilhões.

Em um dia de poucos eventos no calendário, as bolsas mundiais operaram ainda repercutindo a pesada agenda da semana passada, quando ficou mais viva a possibilidade de aumento de juros em dezembro nos Estados Unidos. Adicionalmente, no final de semana, a China divulgou o resultado da balança comercial de outubro, que mais uma vez mostrou diminuição da corrente de comércio, com queda de 6,9% nas exportações e 18,8% nas importações.

“O Ibovespa abriu sem direção, alternando entre perdas e ganhos. Quando as bolsas abriram em Nova Iorque, às 12h30, o índice tentou subir, mas na medida em que as ações passaram a apresentar perdas por lá , a pressão vendedora passou a predominar no pregão, com maior ênfase no setor financeiro, que fechou perto das mínimas”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. “Das 66 ações que compõe o índice, apenas 14 não caíram.”

A queda no dia também foi influenciada pelo desempenho negativo da Petrobras e da mineradora Vale: as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) caíram 3,24%, a R$ 9,27, e as preferencias (PETR4) recuaram 2,30%, a R$ 7,64. A estatal tem enfrentado perdas na produção de petróleo por conta da greve dos petroleiros, que dura mais de uma semana.

No caso da Vale, as ações ordinárias da mineradora (VALE3) perderam 1,47%, a R$ 15,44, e as preferenciais (VALE5) se desvalorizaram 1,23%, a R$ 12,90. As perdas estão relacionadas ao rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco, em Mariana (a 115 km de Belo Horizonte). A empresa é uma parceria da Vale com a anglo-australiana BHP Billiton.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,99%, a R$ 3,80 na venda. Com isso, o dólar interrompe uma sequência de duas quedas. Em linhas gerais, os investidores especulavam sobre a possibilidade de o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) começar a ajustar a taxa de juros do país já na reunião de dezembro. Tal prognóstico ganhou força após a publicação dos números do mercado de trabalho no país – a criação de vagas no país saltou em outubro e atingiu o menor nível em sete anos e meio.

No Brasil, o Banco Central brasileiro deu continuidade, nesta manhã, à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 2,959 bilhões, ou cerca de 27% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.

Para terça-feira, os agentes aguardam a publicação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), levantamento da produção agrícola e pesquisa de estoques no Brasil, além do índice de preços de produtos importados e estoques no atacado dos Estados Unidos.

 

(Com Reuters)

 

 

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