PIB cresce 1,2% em relação ao 1º trimestre e chega a R$ 900,7 bi

Contas Nacionais Trimestrais-Indicadores de Volume e Valores Correntes

03 de setembro de 2010

(http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1705&id_pagina=1)

Em relação ao primeiro trimestre de 2010, o PIB (Produto Interno Bruto)1a preços de mercado do segundo trimestre de 2010 cresceu 1,2%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal2. A agropecuária registrou o maior aumento (2,1%), seguida pela indústria (1,9%) e pelos serviços (1,2%).

Na comparação com o segundo trimestre de 2009, o PIB cresceu 8,8%. Dentre as atividades econômicas, destacou-se a indústria (13,8%), seguida pela agropecuária (11,4%) e pelos serviços (5,6%).

No acumulado nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2010, o crescimento foi de 5,1% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No acumulado no ano de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, o PIB variou 8,9%. O PIB em valores correntes alcançou R$ 900,7 bilhões.

Em relação ao 1º tri de 2010, agropecuária é atividade que cresce mais

O PIB cresceu 1,2% na comparação do segundo trimestre de 2010 contra o primeiro trimestre do ano, e o maior destaque foi a agropecuária (2,1%), seguida pela indústria (1,9%). Os serviços apresentaram crescimento de 1,2%.

Em relação aos componentes da demanda interna, destaque para o crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF, ou investimento planejado), com expansão de 2,4% no segundo trimestre deste ano. A despesa de consumo das famílias cresceu 0,8%, enquanto a despesa de consumo da administração pública cresceu 2,1%.

Pelo lado do setor externo, tanto as exportações (1,0%) como as importações de bens e serviços (4,4%) apresentaram crescimento.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, indústria tem melhor desempenho

Na comparação com o segundo trimestre de 2009, o PIB cresceu 8,8%, sendo que o valor adicionado cresceu 8,2% e os impostos sobre produtos, 12,6%. Dentre as atividades, mesmo desacelerando em relação à taxa do trimestre anterior, destaca-se o crescimento da indústria (13,8%). Por outro lado, a agropecuária acelerou, passando a crescer 11,4%, seguida pelos serviços, com aumento de 5,6%.

Todas as atividades industriais apresentaram crescimento de dois dígitos, sendo que a maior expansão se deu na construção civil (16,4%), em grande parte por conta da expansão do crédito direcionado, em termos nominais, de 34,0%. Além disso, houve um aumento de 14,1% na extrativa mineral, seguida pela indústria de transformação (13,8%) e por eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (10,8%).

A taxa da agropecuária pode ser, em grande parte, explicada por dois fatores: aumento da produtividade e desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no trimestre3. Esse é o caso, por exemplo, da soja, do café, do milho e do algodão, com estimativas de aumento de produção, no ano de 2010, de 19,8%, 13,2%, 4,4% e 2,2%, respectivamente. Por outro lado, o arroz, cuja safra também é significativa no período, apresentou queda de produção da ordem de 10,3%.

Entre os serviços, todas as atividades registraram variações positivas, com destaque para o comércio (atacadista e varejista), com crescimento de 11,8%; transporte, armazenagem e correio (11,2%); e intermediação financeira e seguros (9,8%). Os serviços de informação cresceram 3,4%. A atividade outros serviços, que além dos serviços prestados às empresas, engloba serviços prestados às famílias, saúde mercantil, educação mercantil, serviços de alojamento e alimentação, serviços associativos, serviços domésticos e serviços de manutenção e reparação, cresceu 2,6%. Mesmo desempenho teve a atividade de administração, saúde e educação pública (2,6%). Por fim, os serviços imobiliários e aluguel cresceram 1,9%.

Frente a 2009, formação bruta de capital fixo tem maior expansão da série histórica

Dentre os componentes da demanda interna, a despesa de consumo das famílias cresceu 6,7%, a 27ª variação positiva consecutiva nessa comparação. Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi o crescimento de 7,3% na massa salarial real, no segundo trimestre de 2010, aliado, no mesmo período, ao aumento nominal de 17,1% do saldo de operações de crédito para as pessoas físicas. Já a despesa de consumo da administração pública cresceu 5,1%.

Mas o principal destaque veio da formação bruta de capital fixo, que teve expansão de 26,5% em relação ao segundo trimestre de 2009, o maior crescimento desde o início da série histórica, em 1996. Dentre os fatores que contribuem para explicar esse crescimento, destacam-se a expansão da produção interna e da importação de máquinas e equipamentos, bem como o comportamento da taxa básica de juros Selic no período, além da baixa base de comparação do 2º trimestre de 2009.

Pelo lado da demanda externa, as exportações (7,3%) e as importações de bens e serviços (38,8%) apresentaram crescimento. A valorização cambial ajuda a explicar o maior crescimento relativo das importações, e os produtos que mais contribuíram para esse resultado foram siderurgia; refino do petróleo e petroquímicos; veículos; têxteis; borracha; equipamentos eletrônicos; extrativa mineral; e material elétrico.

Em 12 meses, destaques também são indústria e investimento

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2010 cresceu 5,1% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, resultado da elevação de 4,7% do valor adicionado a preços básicos e do aumento de 7,6% nos impostos sobre produtos. O resultado do valor adicionado nessa comparação decorreu dos seguintes desempenhos: indústria (5,6%), serviços (4,5%) e agropecuária (1,6%).

Dentre as atividades industriais, destaque para a extrativa mineral (7,6%), seguida pela indústria de transformação (5,9%), construção civil (5,5%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (4,1%). Já nos serviços, as maiores elevações ocorreram em intermediação financeira e seguros (8,4%), no comércio (7,7%) e em transporte, armazenagem e correio (6,3%).

Na análise da demanda, a formação bruta de capital fixo cresceu 8,9%, seguida pela despesa de consumo das famílias (6,9%). A despesa de consumo da administração pública, por sua vez, cresceu 3,4%. No âmbito do setor externo, as exportações (0,7%) e as importações (12,7%) apresentaram crescimento.

Após queda em 2009, PIB tem maior crescimento da série histórica no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2010, o PIB cresceu 8,9%, em relação a igual período de 2009. Foi o melhor desempenho histórico para um semestre desde o início da série, em 1996. Na mesma base de comparação, a indústria cresceu 14,2%, seguida pela agropecuária (8,6%) e pelos serviços (5,7%).

Dentre as quatro atividades da indústria, os maiores crescimentos ficaram com a construção civil (15,7%) e a indústria de transformação (15,4%). Tiveram variações positivas também a extrativa mineral (13,9%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (9,5%). Nos serviços, as maiores altas foram no comércio (13,5%) e em transporte, armazenagem e correio (11,8%). As atividades de intermediação financeira e seguros (9,4%), serviços de informação (3,0%), outros serviços (2,5%), administração, educação e saúde pública (2,5%) e serviços imobiliários e aluguel (1,9%) também registraram expansão.

Na análise da demanda interna, mais uma vez destaca-se o crescimento de 26,2% da formação bruta de capital fixo – o maior da série histórica iniciada em 1996 –, seguido pela despesa de consumo das famílias (8,0%) e a despesa de consumo da administração pública (3,6%). Analisando o setor externo, as importações (39,2%) tiveram o maior crescimento da série e registraram expansão superior à das exportações (10,5%).

PIB chega a R$ 900,7 bilhões no segundo trimestre de 2010

O PIB a preços de mercado, para o segundo trimestre de 2010, alcançou R$ 900,7 bilhões, sendo R$ 769,5 bilhões referentes ao valor adicionado e R$ 131,2 bilhões aos impostos sobre produtos. A tabela a seguir mostra os valores por atividade, segundo as diversas óticas do PIB.

A taxa de investimento no segundo trimestre de 2010 foi de 17,9% do PIB, superior à taxa referente ao mesmo período do ano anterior (15,8%). A taxa de poupança (18,1%) também superou a de 2009 (16,0%).

No resultado do segundo trimestre de 2010, a necessidade de financiamento alcançou R$ 24,3 bilhões contra R$ 7,6 bilhões no mesmo período do ano anterior, aumento explicado, principalmente, pela redução no saldo externo de bens e serviços, no montante de R$ 12,9 bilhões, e pelo aumento de R$ 3,4 bilhões em renda líquida de propriedade enviada ao resto do mundo.

A renda nacional bruta atingiu R$ 879,7 bilhões no segundo trimestre de 2010, contra R$ 761,6 bilhões no respectivo período de 2009, e a poupança bruta chegou a R$ 162,8 bilhões, contra R$ 124,6 bilhões no mesmo período do ano anterior.

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1 Bens e serviços produzidos no país descontadas as despesas com os insumos usados no processo de produção durante o ano.

2 As séries da agropecuária, indústria, serviços, valor adicionado, PIB, despesa de consumo da administração pública, despesa de consumo das famílias, formação bruta de capital fixo, exportações e importações de bens e serviços são ajustadas sazonalmente de maneira direta, ou seja, individualmente.

3 Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE).

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