Produção industrial em novembro recua em 7 locais

Jornal GGN – A queda de ritmo na produção industrial brasileira foi observada por sete dos quatorze locais pesquisados em novembro, de acordo com levantamento divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com os dados divulgados, os recuos mais acentuados ocorreram no Amazonas (-4%), Minas Gerais (-2,6%), São Paulo (-2,3%) e Santa Catarina (-1,9%). O Amazonas reverteu a expansão de 1,3% verificada no mês anterior; Minas Gerais assinalou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando no período perda de 6,0%; São Paulo volta a recuar após apontar crescimento de 0,6% no mês anterior; e Santa Catarina eliminou parte do ganho de 6,4% acumulado entre os meses de julho e outubro.

Outras regiões que registraram quedas acima da média nacional (-0,7%) foram Ceará (-1,2%) e Rio Grande do Sul (-0,9%), enquanto Goiás (-0,1%) completou o conjunto de locais com índices negativos em novembro de 2014. Por outro lado, Pernambuco (5,3%), Rio de Janeiro (2,5%) e Espírito Santo (1,7%) mostraram os maiores avanços, enquanto Nordeste (1%), Paraná (0,9%), Pará (0,8%) e Bahia (0,6%) tiveram expansões mais moderadas.

Na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,3% no período encerrado em novembro, frente ao nível do mês anterior, após registrar resultados positivos em setembro (0,4%) e outubro (0,1%). Sete locais apontaram médias móveis trimestrais negativas e os recuos mais acentuados foram no Ceará (-2,1%), Amazonas (-1,3%), Minas Gerais (-1,1%) e São Paulo (-0,9%). Por outro lado, Bahia (2,1%), Pará (0,8%) e Espírito Santo (0,8%) apontaram os principais ganhos em novembro de 2014.

Em relação a novembro de 2013, o setor industrial recuou 5,8%, com onze dos quinze locais pesquisados acompanhando esse movimento de queda. Os recuos mais intensos foram no Amazonas (-16,9%), São Paulo (-9,9%), Minas Gerais (-8,5%) e Paraná (-8%). Ceará (-6,8%) e Rio Grande do Sul (-6,5%) também apontaram quedas mais acentuadas que a média nacional (-5,8%), enquanto Rio de Janeiro (-3,6%), Santa Catarina (-3,4%), Pernambuco (-2,2%), Região Nordeste (-0,9%) e Bahia (-0,5%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas em novembro de 2014.

Por outro lado, Espírito Santo (11,7%) assinalou o avanço mais intenso nesse mês, e os demais resultados positivos foram observados em Goiás (7,4%), Pará (7,0%) e Mato Grosso (6,3%).

No acumulado no ano, houve reduções em dez dos quinze locais pesquisados, e quatro recuaram com intensidade maior do que a da média da indústria (-3,2%): Paraná (-6,2%), São Paulo (-6%), Rio Grande do Sul (-4,8%) e Amazonas (-3,8%). Completaram o conjunto de locais com resultados negativos: Rio de Janeiro (-3,2%), Ceará (-3,2%), Bahia (-2,9%), Minas Gerais (-2,8%) e Santa Catarina (-2,0%). De acordo com o IBGE, Pará (8,8%) e Espírito Santo (5%) assinalaram as expansões mais elevadas, impulsionados em grande parte pelo comportamento positivo vindo do setor extrativo (minérios de ferro). Adicionalmente, Mato Grosso (2,9%), Goiás (2,3%) e Pernambuco (1,1%) também apontaram taxas positivas no índice acumulado do ano, enquanto a Região Nordeste (0,0%) repetiu o patamar do mesmo período do ano anterior.

Em novembro de 2014, o acumulado nos últimos doze meses recuou 3,2% e manteve a trajetória descendente iniciada em março (2%), assinalando o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-4,8%). Dez dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas em novembro e onze apontaram menor dinamismo frente a outubro. As principais perdas entre outubro e novembro foram no Amazonas (de -0,9% para -3,1%), Paraná (de -4,7% para -5,9%), Ceará (de -1,4% para -2,6%), Rio Grande do Sul (de -3,4% para -4,4%) e São Paulo (de -5,0% para -5,9%), enquanto Goiás (de 3,0% para 3,6%) e Espírito Santo (de 3,8% para 4,3%) mostraram os maiores avanços.

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