Produção industrial sobe 0,7% em março

A produção industrial brasileira encerrou o mês de março com um crescimento de 0,7%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar do resultado discreto, o indicador reverteu o desempenho visto em fevereiro, quando houve perda de 2,4%. Em janeiro, a expansão registrada foi de 2,7%.

Na série sem ajuste sazonal, o confronto com igual mês do ano anterior mostra que o total da indústria apontou redução de 3,3% em março, segundo resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação.

No fechamento do primeiro trimestre, o setor industrial recuou 0,5% frente ao período janeiro-março do ano passado, mas ficou 0,8% acima do nível verificado no trimestre imediatamente anterior – série com ajuste sazonal. A taxa acumulada em 12 meses recuou 2%, próximo do visto em janeiro (-2%) e fevereiro (-1,9%).

O relatório mostra que a expansão da atividade industrial em março atingiu 13 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para o avanço registrado pelo segmento de veículos automotores, que cresceu 5,1% nesse mês, eliminando parte da queda de 8,1% verificada em fevereiro último, seguido por refino de petróleo e produção de álcool (3,3%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (11,9%), bebidas (4,6%), fumo (33,4%), mobiliário (11,0%) e borracha e plástico (2,7%).

Por outro lado, entre os ramos que recuaram a produção, a principal pressão negativa sobre a média global da indústria foi observada no setor de alimentos (-2,7%), que acumula uma redução de 4% em dois meses, seguido pela redução em outros equipamentos de transporte (-5%), produtos de metal (-4,4%), diversos (-7,3%) e outros produtos químicos (-1%). Nesses setores, com exceção deste último, que acumulou perda 2,1% no período fevereiro-março, os demais apontaram taxas positivas nos mês anterior: 9,5%, 2,4% e 14,3%, respectivamente.

Entre as categorias de uso, o segmento de bens de consumo duráveis (4,7%) assinalou a expansão mais elevada nesse mês, recuperando assim parte da queda de 7,3% registrada em fevereiro. A produção dos segmentos de bens intermediários (0,8%) e de bens de capital (0,7%) avançou, com o primeiro praticamente eliminando o recuo de 0,9% verificado no mês anterior, e o segundo acumulando ganho de 11,7% em três meses seguidos de taxas positivas. O setor de bens de consumo semi e não duráveis perdeu -0,5%, seu segundo recuo consecutivo, acumulando no período perda de 2,9%.

A redução de 0,5% vista no período janeiro-março de 2013 foi afetada pelo menor desempenho em 17 dos 27 ramos investigados, com destaque para edição, impressão e reprodução de gravações (-10,2%), metalurgia básica (-6,9%), farmacêutica (-9%), alimentos (-3,1%), indústrias extrativas (-4,9%), produtos têxteis (-7,1%), máquinas e equipamentos (-2%) e fumo (-23,3%). Entre as dez atividades que ampliaram a produção, destaque para veículos automotores (12,7%), seguido por refino de petróleo e produção de álcool (7,2%) e de outros equipamentos de transporte (6,2%).

Entre as categorias de uso, o segmento de bens de capital (9,8%) mostrou maior dinamismo, e o de bens de consumo duráveis avançou 1% nos três primeiros meses do ano. Por outro lado, os resultados negativos foram observados em bens intermediários (-0,8%) e em bens de consumo semi e não duráveis (-3,9%).

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