Próxima escolha de Obama para o Fed pode causar polêmica nos bastidores políticos nos EUA

Jornal GGN – O presidente Barack Obama está às voltas com mais uma decisão importante, que vai além da Síria, e ainda pode decidir o futuro da economia no mundo: quem substituirá Ben Bernanke na liderança do Federal Reserve? A preferência de Obama é emblemática: seu ex-assessor econômico, Lawrence H. Summers. Mas o presidente está ciente da decisão arriscada´. Seu indicado desperta amor e ódio nos bastidores da Casa Branca e pode enfrentar problemas inclusive no Senado norte-americano.

Alertado por seus conselheiros, Obama “elegeu” Janet Yellen como uma espécie de plano B, para eventuais desacordos. No entanto, parece mesmo que sua ideia fixa por Summers permanece, delegando para seu homem de confiança a missão de transformar o Banco Central norte-americano no mais poderoso do mundo – como se já não o fosse.  A relação entre os dois é baseada em uma parceria intelectual que vem da campanha de Obama em 2008, em plena crise financeira do país.

Um ex-funcionário do governo que não quis se identificar disse ao jornal The New York Times que o assunto, embora sensível, vai além das questões políticas. “É como a conexão que você tem com seu cirurgião cardíaco depois que ele lhe coloca uma ponte de safena”.

Secretário do Tesouro na administração Clinton, Summers é polêmico o suficiente para provocar uma batalha no senado – e não apenas entre republicanos. Em sua gestão, desregulamentou os grandes bancos americanos, criando uma grande celeuma entre os políticos e os líderes do governo. Por essa razão, Obama se preocupa e ainda hesita em relação à sua indicação.

Até mesmo nas redes sociais há uma movimentação de grupos de esquerda e simpatizantes por Janet, aquela que seria a primeira mulher a assumir a autoridade monetária mais importante do planeta. Ela já passou por uma entrevista com o presidente, assim como Summers e também o atual vice-presidente do Fed, Donald Kohn. Mas membros da administração acreditam que Obama permanece inclinado a nomear o homem que, como seu principal assessor econômico ao longo de 2009 e 2010, ajudou-o na pior crise financeira global desde a Grande Depressão.

Muitos conselheiros presidenciais também favorecem Summers, incluindo vários que tiveram alguns desentendimentos com ele sobre política ou que se irritaram com sua alegada arrogância. Mas eles dizem que Obama conhece Summers tão bem que não precisa de seu aval para tomar determinadas medidas, caso seja mesmo “eleito”.

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