Um dos instrumentos políticos de maior eficácia, na formação de expectativas, é o uso seletivo de indicadores da economia. Vamos ver, didaticamente, como funciona esse mecanismo, através da analise dos dados do comércio, usando as pesquisas da Confederação Nacional do Comércio e os dados do IBGE.

Peça 1 – os indicadores de expectativas dos consumidores

A CNC tem duas pesquisas mensais: uma com os comerciantes, outra com os consumidores. Há uma série histórica que permite comparar períodos distintos. Em geral, os jornais divulgam apenas as variações do mês em relação ao mês anterior.

Primeiro, vamos comparar as expectativas das famílias em dois momentos. A última, de dezembro de 2019, comparado a janeiro de 2015. A segunda, em relação a dezembro de 2018.

Início de 2015 marcou o início do profundo pessimismo que chacoalhou a economia brasileira, facilitou as manifestações de rua que culminaram com o impeachment.

Mesmo assim, todos os indicadores de expectativa das famílias eram melhores do que os de dezembro de 2019.

Vamos a uma comparação mais próxima: com dezembro de 2018. Houve uma piora em todos os indicadores de expectativas das famílias.

Peça 2 – as expectativas do comércio

Em países racionais, sem viés na cobertura da mídia, as expectativas dos consumidores do comércio deveriam acompanhar as expectativas dos comerciantes.

Analise os gráficos.

Analise 1 – Todos os indicadores de expectativas superam largamente a avaliação do momento presente.

Analise 2 – comparando com dezembro de 2018, todos os indicadores sobre a situação presente tiveram queda. Mas todas os indicadores de expectativa mostraram alta. Ou seja, é uma crença que não bate com os resultados presentes.


Analise 3 – Na comparação com os consumidores, mesmo todos os indicadores dos consumidores estando a cima de 100, todos os indicadores dos comerciantes estão muito abaixo dos 100.

Peça 3 – expectativas x realidade

Vamos fazer duas comparações: primeiro, o da avaliação do presente x expectativas futuras. As expectativas enormemente superiores à avaliação do presente.

Análise 1 – o índice de expectativa do comércio

Junho de 2013 marcou o auge do crescimento da economia. Mas o jogo de pessimismo da mídia estava a pleno vapor. Hoje em dia, com a situação muito pior, todos os indicadores de expectativas do comércio estão acima daquele ponto, mostrando o extraordinário poder da mídia em formar expectativas, mesmo em cima de dados negativos da realidade.

Análise 2– expectativa x resultado concreto

A linha pontilhada mostra o índice de expectativa do comércio. As demais, são setores relevantes do comércio apresentados com uma defasagem de 6 meses em relação às expectativas. Tomou-se abril de 2013 como base 100.

Há um dados bem interessante a se observar.
No período 2015 até primeiro semestre de 2016, as expectativas andam sistematicamente abaixo dos resultados objetivos dos principais setores. A partir do impeachment, as expectativas passam a caminhar acima dos resultados.

 

A explicação está na cobertura econômica da mídia.

Na fase de terrorismo, o Jornal Nacional chegou a dar uma semana de cobertura sobre a explosão dos preços do tomate. Fez até matérias preconizando a volta da maquininha de remarcar. Agora, com a explosão dos preços da carne – que tem um peso muito maior do que o do tomate – foi uma cobertura normal.

Esse jogo forçado de expectativas está na base do apoio do empresariado a Bolsonaro e às tais reformas.

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21 comentários

  1. Prezado Nassif e comentaristas, não existe crescimento algum, o shopping perto da minha casa estava vazio no dia 25, tenho certeza de que isto é sinal de que as vendas estão em queda livre, haverá recessão em 2020, anotem!!!

  2. Aqui na minha cidade – pequena é verdade, com 120 mil habitantes – ninguém viu esta melhora no comércio.
    Esta é a prova de que a globo engana a população o tempo inteiro. Não é preciso inimigo externo parta quem tem uma globo dentro do se território.

  3. Boa tarde Nassif . brilhante reflexão. no governo DILMA . O panorama que a Miriam Leitão descrevia era de um país mergulhado no caos econômico. na verdade era a estratégia da Globo de desestabilizar o governo.

  4. Sou de família armênia. Entre irmãos, primos e tios temos 14 lojas de calçados no centro de São Paulo.
    Esse ano vendemos cerca de 40% a mais do que em 2018. O pico das vendas ocorreu enter 15 e 23 de dezembro. Não sei explicar o fenômeno, até porque não entendo nada de economia, mas ele ocorreu.

    • Pode ser o fenômeno da classe média abandonando lojas de shoppings centers e voltando a comprar em lojas de rua, historicamente com preços mais populares.
      Tenho escutado comentários de conhecidos, que não faziam isso, falando sobre os preços serem menores.

    • Luiz Eduardo (quinta-feira, 26/12/2019 às 18:57),
      Você fez a análise correta. Luis Nassif tem um cacoete do qual ele não consegue escapar que é a defesa do interesse corporativo da mídia. Há uma frase célebre de Leonel Brizola que foi dita em relação à rede Globo e que serviria para Luis Nassif também e que explicaria esse comportamento dele.
      Usando o ditado popular de que um dia o galo iria descobrir que o sol não precisa do canto dele para se levantar, Leonel Brizola disse o mesmo sobre a Globo em relação a tentativa de a Globo desprezar o sambódromo. Um dia a Globo iria perceber que o Carnaval não precisa da Globo para acontecer.
      As pessoas falam muito nas expectativas como fator que comanda a economia. E é verdade, mas a expectativa que conta é a do empreendedor. A expectativa da população é de certo modo indiferente. A menos de hecatombe desproporcional que faça efeito efetivo na população.
      Quem relança a economia ou a leva para o precipício é o ganho do empreendedor. Quando esse ganho aumenta, ele começa a investir mais e isso aumenta a demanda e cria mais crescimento econômico além de o crescimento dos investimentos proporcionar aumento da capacidade de produção.
      O efeito da mídia é história que a mídia conta e que pega os mais incautos. Com toda a propaganda contrária da mídia e sem crescimento econômico forte e enfrentando o julgamento da Ação Penal 470, a popularidade da ex-presidenta às custas do golpe em maio de 2013 chegou a quase 70%.
      Após as manifestações de junho de 2013, a popularidade dela caiu para menos de 40%. Foi a maior queda de popularidade de um chefe de Estado, em país democrático em tempos de paz sem um escândalo de corrupção. Foi uma hecatombe que afetou também os investimentos. É só verificar o que aconteceu com os investimentos no Brasil no quarto trimestre de 2012, no primeiro e no segundo de 2013, e o que aconteceu no terceiro e dai em diante até recentemente.
      Vou reproduzir um trecho de tabela que eu montei e coloquei em comentário que enviei para Luis Nassif, quarta-feira, 03/12/2014 às 23:49, junto ao post “As perspectivas dos investimentos brasileiros” de quarta-feira, 03/12/2014, e que pode ser visto no seguinte endereço:
      https://jornalggn.com.br/coluna-economica/as-perspectivas-dos-investimentos-brasileiros/
      E a parte que interessa em meu comentário na minha tabela sobre o crescimento dos investimentos nos três trimestres anteriores à manifestação de junho de 2013 (este trimestre incluído) é a seguinte:
      Trimestre Ano — Crescimento — Anualizando — FBCF(crescimento.)
      trimestre o crescimento trimestre
      anterior do trimestre anterior
      4º Trim 2012 0,90 3,65 1,8
      1º Trim 2013 0,40 1,61 3,9
      2º Trim 2013 2,10 8,67 3,4
      3º Trim 2013 — 0,5 — 2,02 — 1,7
      4º Trim 2013 0,5* 2,02 — 2,1
      As manifestações de junho de 2013 pegaram as emissoras no contra pé. E as manifestações foram de duas ordens. No primeiro momento era puxada por movimentos de esquerda mais radicais querendo o passe livre. E só no segundo momento que elas foram tomadas por um grupo mais à direita com forte conteúdo fascista ao se opor aos partidos políticos e à atividade política de um modo geral e de antagonismo com o PT de modo mais específico.
      As reivindicações do primeiro momento apesar de feita pela esquerda são sempre mal vista por mim porque demandam mais recursos do Estado e nem sempre são reivindicações que visam atender a maioria da população. Raramente há reivindicações por mais gastos com educação e com saúde. E nunca elas são feitas pedido para o Estado aumentar a carga tributária.
      Para mim só é de esquerda, entendendo por esquerda quem tem como princípios a solidariedade, a fraternidade, a igualdade e a liberdade, a manifestação que pede primeiro o aumento da carga tributária, pois só depois disso o Estado terá condições de oferecer mais e melhores serviços públicos.
      Então lá atrás, em 2013, nós tivemos o último momento de retomada da economia, aliás sem que houvesse recuperação pelo lado do comércio exterior. Depois disso, nós tivemos no Brasil a mais prolongada recessão.
      Muito da recessão foi em função do tipo de recuperação da economia americana que tem sido muito lenta e muito prolongada. Então a economia dos países de periferia fica acanhada esperando sinais mais vigorosos do que seria uma retomada forte na economia americana. E como a retomada forte não vem, adia-se a perspectiva de aumento de juro pelo Fed e com isso não se vislumbra para o imediato uma desvalorização das moedas dos países de periferia, mas sabe-se que ela virá e daí se ter vigor no relançamento da economia.
      De todo modo, os dados atuais são favoráveis e, apesar da negativa de Luis Nassif, a economia está se recuperando puxada por três fatores importantes: baixo juros, alto déficit público e câmbio. Ainda que o câmbio não seja o ideal para livrar o país dos efeitos perversos das crises externas, o dólar mais elevado ajuda bastante a economia, tanto pela substituição das importações como pelo maior fluxo de recurso entrando na economia via exportações.
      O setor cafeeiro em Minas Gerais é um setor importante para medir a recuperação da economia puxada pelo mercado externo. Não tenho tido condições de acompanhar as exportações brasileiras por Estado. Sei que quando o dólar está favorável as exportações de Minas Gerais chegam a representar mais de 15% das exportações nacionais e fica abaixo de 12 quando o dólar está baixo.
      Então o texto de Luis Nassif só serve para medir o quanto ele glorifica o setor no qual ele presta serviço. A economia está recuperando. O noticiário informa isso. Luis Nassif quer fazer crer que é a mídia que cria a expectativa favorável. E ai lá na frente quando a economia aparece com maior robustez a avaliação vai ser que a mídia é que foi a causadora da recuperação econômica.
      Há trinta anos eu digo que a média nem consegue fazer a economia se relançar nem fazer a economia entrar em recessão. Um comentário mais exaustivo sobre como a mídia funciona mostrando como ela tenta apenas respaldar a vontade da população, eu enviei quarta-feira, 29/06/2016 às 02:18, para João de Paiva junto ao comentário dele enviado segunda-feira, 27/06/2016 às 23:36, lá no post “O que os leitores querem: um jornalismo isento ou um espelho daquilo que pensam?” de segunda-feira, 27/06/2016, em que a Cíntia Alves reproduz artigo de Alexandre Marini, publicado no Observatório da Imprensa, com o título “Isenção e Identificação” e que pode ser visto aqui no blog de Luis Nassif no seguinte endereço:
      https://jornalggn.com.br/midia/o-que-os-leitores-querem-um-jornalismo-isento-ou-um-espelho-daquilo-que-pensam/
      Observe que Alexandre Marini pegou o espírito do jornalismo. A mídia para ser grande precisa de reproduzir aquilo que é mais atrativo ao leitor ou ao telespectador ou ao ouvinte. E o que é mais atrativo ao leitor, ao telespectador ou ao ouvinte é aquilo que está de acordo com o que ele pensa. Ninguém quer saber de notícia contrária às ideias nas quais ele acredita.
      Enfim, como eu digo há mais de trinta anos, não é a mídia que faz a cabeça de quem acompanha a mídia é quem acompanha a mídia que faz a cabeça da mídia. Só assim a mídia se torna grande. Se a mídia tiver idéias próprias ela será reserva de mercado daquelas poucas pessoas que pensam do mesmo jeito da mídia com ideias próprias. E cada grupo de ideias próprias tem pouco seguidores.
      O Luis Nassif sabe disso tanto assim que ele procura fazer o blog dele ser bastante eclético evitando que o blog dele se reduza a um nicho de pessoas com um tipo quase único de ideia.
      O grande problema que o Brasil enfrenta é o dólar em uma posição que é capaz de fazer a economia recuperar-se, mas que não aguenta uma crise americana. Se tivéssemos convivido com um câmbio a 8 reais, a economia estaria crescendo e não seria afetada por crise nos Estados Unidos. Na situação atual, há que ficar muito atento.
      E que se diga que você não é voz isolada. Comentários como o seu começam a acontecer em situações diferentes. No post “Levanta que ela corta: Ana Moser! – D.E. 20/dez/2019” de sexta-feira, 20/12/2019, no blog do Duplo Expresso, há uma exposição de Ana Moser e por volta de 1 h, 07 min e 15 seg ela vai dizer que empresários do setor em uma concessionária de caminhões, conversando com ela, afirmaram que nunca venderam tantos caminhões como agora. O endereço do post “Levanta que ela corta: Ana Moser! – D.E. 20/dez/2019” é:
      https://duploexpresso.com/?p=109398
      Então a economia brasileira não precisa da Globo nem do Luis Nassif para se relançar. Dadas as condições, como juros atrativos, câmbio atrativo, déficit público suficiente para alavancar o consumo, e não havendo crise externa para prejudicar o pais, o crescimento é o caminho natural.
      Talvez o que se devesse perguntar foi porque ele não veio antes, principalmente em 2017 e 2018. Nesse sentido deve-se saber até que ponto o serviço de informação do país sob o comando do Exército teve influência nisso. Afinal, houve a gravação do ex-presidente antes provisório depois definitivo às custas do golpe, Michel Temer, sob as barbas do Gabinete Institucional da Presidência da República, chefiado pelo general Sérgio Westphalen Etchegoyen.
      Aquela gravação junto com a tentativa inútil de impeachment do ex-presidente antes provisório depois definitivo às custas do golpe, Michel Temer, paralisou o país. E foi algo tão vergonhoso que sempre me pareceu que a gravação foi feita de comum acordo tendo o ex-presidente antes provisório depois definitivo às custas do golpe, Michel Temer, lido um roteiro que só o comprometia um pouco, mas não integralmente.
      E depois teve também a greve dos caminhoneiros também sob as barbas do Gabinete Institucional da Presidência da República, chefiado pelo general Sérgio Westphalen Etchegoyen. Era mais uma demonstração de incompetência do serviço de inteligência brasileira. Deveria constituir uma vergonha de tal ordem para o general Sérgio Westphalen Etchegoyen que ele deveria ter renunciado. A menos que fosse interesse dele mostrar como o país estava sendo mal administrado pelos políticos tradicionais.
      Eu vejo como algo obscuro na greve o fato de ela ter não ter tido nenhuma medida preventiva por parte do governo. Em relação a greve, eu sempre digo que não se repete, pois para acontecer, ela precisou ser ajudada de fora. E houve também a intervenção no Rio de Janeiro que apenas serviu para impedir que os políticos fizessem a alteração constitucional que era necessária.
      Então os fatores presentes antes para dificultar o relançamento da economia não estão mais presentes e, portanto, eu não vejo razão para a economia brasileira não iniciar uma retomada mais forte, salvo uma crise americana que está sendo prevista desde 2017 para 2020, mas sem que se saiba qual será o nível dessa crise se leve, forte ou muito forte. Só nos resta esperar para ver o que acontece.
      Clever Mendes de Oliveira
      BH, 28/12/2019

  5. Dia 24/12 resisti em ir ao shopping acompanhar meu irmão em compras de última hora. Minha surpresa foi grande com o moderado fluxo de pessoas…Me pareceu claramente menor q em anos anteriores. Mas na imprensa vejo q se anuncia um crescimento de 9,5%! em relação a 2018. Não é nada científico, mas tive a mesma impressão da Maria Paula.

  6. Nenhum dado estatístico divulgado por esse governo de retardados mentais mentirosos é digno de confiança. Isso ficou claríssimo no episódio do INPE. Portanto, a mídia, além de focar no que não interessa, contribui com a propagação de mais mentiras.

  7. Nassif, o que elegeu o bolsonaro, mais que a mentira e o ódio, foram as expectativas de mudança que depositaram nele.
    O objeto de uma esperança tem vida mais curta que a própria esperança em sua conquista.

  8. A questão não é o “jogo forçado de expectativas [que] está na base do apoio do empresariado a Bolsonaro e às tais reformas”, mas POR QUE a mídia faz esse jogo e POR QUE o empresariado aceita? Em suma, qual o objetivo de quem faz esse jogo e de quem aceita jogá-lo?

    Seria apenas uma espécie de “FLA x FLU”, ou seja, um torce para o time da direita enquanto outros torcem para o time da esquerda? Ou será que tem uma “base material” por trás desse jogo. P. ex.: aumento real do salário mínimo X redução do custo do trabalho?

  9. Não há nada de errado com nossa mídia, ela depende dessas mazelas, principalmente a virgem platinada do bordel. Vejam as matérias a respeito de imóveis. O setor (imobiliário) deve ter pago muito bem (aos tubos) para publicar o aquecimento nas vendas e todos podem ver que tal fato e falso (fake). Por que é falso? Quem tem dinheiro pra entrar em financiamento com tanto desemprego e salários rebaixados. Nem carro está se comprando. Para não delongar, cuidado com o índice de inflação, dito baixo pelo governo e propalado por essa “mídia vampira”. Visitem mais os supermercados.
    PSs.:
    1 – Cuidado pra quem for comprar imóveis e desistir quando parcelas já foram pagas, a lei do destrato mudou e você pode perder quase tudo ou tudo o que já pagou.
    2 – O anúncio de boas vendas em shopping center é outra balela. Por que é balela? Porque é um centro de compras com preços acima da realidade brasileira, no máximo hamburgueria ou pizzaria em promoção será a sua melhor compra.
    Sem mais delongas…

  10. Olhe, para mim nenhuma novidade, porque não dá para não perceber o apoio que da mídia (Globo à frente) ao plano de Paulo Guedes, que Bolsonaro encaminha. É mais do que evidente. Caia Bolsonaro, ou não, mas o plano continue. Declaro minha ignorância em relação a este índice de crescimento de vendas do comércio, dado que aparenta ser um crescimento, mesmo em termos reais, apenas do valor das vendas, significando tão somente, pois se for o caso de serem menores as quantidades compradas, tão somente se gastou mais dinheiro, pode na realidade ter ocorrido compras com preços mais maiores essa a verdade. E é o que aparenta. Como muito dos comentários a esse texto, corroboro que fui fazer compras, ninguém escapa nessa época, e percebi menos gente comprando, pouco entusiasmo nas compras, muita procura por itens mais baratos (meu caso, pelo menos). Trata-se de um engodo da mídia, querendo criar expectativas, mas que certamente baterá na realidade, na menor renda e no desemprego, já que com todo o esforço, os genocidas no comando da economia e seus apoiadores, nem o crescimento vegetativo da mão de obra, de um ano, e já vamos para quatro anos (haja jovens sendo idade para trabalhar sustentado por seus pais e aposentados no maior sufoco para dar algum suporte a familiares desempregados) conseguiram repor. Tudo mentira para enganar trouxas.

  11. Olhe, para mim nenhuma novidade, porque não dá para não perceber o apoio que da mídia (Globo à frente) ao plano de Paulo Guedes, que Bolsonaro encaminha. É mais do que evidente. Caia Bolsonaro, ou não, mas o plano continue. Declaro minha ignorância em relação a este índice de crescimento de vendas do comércio, dado que aparenta ser um crescimento, mesmo em termos reais, apenas do valor das vendas, significando tão somente, pois se for o caso de serem menores as quantidades compradas, tão somente se gastou mais dinheiro, pode na realidade ter ocorrido compras com preços maiores essa a verdade. E é o que aparenta. Como muito dos comentários a esse texto, corroboro que fui fazer compras, ninguém escapa nessa época, e percebi menos gente comprando, pouco entusiasmo nas compras, muita procura por itens mais baratos (meu caso, pelo menos). Trata-se de um engodo da mídia, querendo criar expectativas, mas que certamente baterá na realidade, na menor renda e no desemprego, já que com todo o esforço, os genocidas no comando da economia e seus apoiadores, nem o crescimento vegetativo da mão de obra, de um ano, e já vamos para quatro anos (haja jovens sendo idade para trabalhar sustentado por seus pais e aposentados no maior sufoco para dar algum suporte a familiares desempregados) conseguiram repor. Tudo mentira para enganar trouxas.

  12. O problema é a TEIMOSIA de tratar ou esperar que essa máquina de propaganda faça jornalismo ou qualquer coisa diferente dessa mixordia aí. Caramba, caras como Ali Kamel, Merval, Sardenberg, Miriam Leitao, Bonner, por exemplo, estão aí há trinta, quarenta anos fazendo a mesma coisa! Mas as pessoas ficam numa torcida boba, numa pasmaceira, numa querência…Esquece esse pessoal, estes são muito, muito piores que um Olavo de Carvalho qualquer, que fica berrando impropérios e palavrões. Ambos, no entanto não estão nem aí para debate racional ou razoável, não estão aí para serem persuadidos, tampouco convencidos por argumentos, precisam é ser desmoralizados, ponto.

  13. O feirão de renegociação de dívidas é uma das esperanças dos bancos e do Estado, mas vicia.
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    Muitos estão vendo uma pequena retomada de vendas no Natal, alguns acreditam na retomado outros estão descrentes, mas na realidade ela é real mas será um belo voo de galinha.
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    Tanto os bancos como o governo estão num jogo extremamente perigoso, o feirão de descontos para a renegociação das dezenas de milhões de pessoas com dívidas vencidas e estão insolventes.
    Somente no cartão de crédito segundo o SPC Brasil há 52 milhões de pessoas em débito em atraso em mais de 3 meses, isto não inclui os empréstimos a pessoas físicas (bancários) e/ou crédito direto ao consumidor. A renegociação dos bancos pode atingir a 90% da dívida e esta será parcelada em 100 vezes.
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    Da mesma forma o governo federal está fazendo uma renegociação de dívidas tributárias prevista na chamada medida provisória (MP) do Contribuinte Legal, esta renegociação poderá atingir 70% do valor da dívida, o feirão do governo federal não é tão legal assim para os pequenos contribuintes, pois só entrarão nestes somente que está com a divida não paga há mais de quinze anos e está disputando judicialmente o pagamento, já os grandões (quem tem dívidas de mais de R$ 15 milhões.) vão negociar diretamente com a PGFN e aí vale o QI.
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    As pessoas físicas no caso de contratos habitacionais da Caixa Econômica Federal, que poderão até utilizar o FGTS, serão aceitos atrasos com mais de 360 dias.
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    Todo este feirão parece que tem dois objetivos, o primeiro e mais importante é salvar os balanços dos bancos e o segundo e garantir alguma liquidez maior no mercado.
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    Porém, sempre existe um porém, quem está em dívida com cartões, cheque especial, crédito direto e qualquer outro tipo de financiamento, vai pagar as primeiras parcelas e depois esgotado as reservas vai entrar no vermelho de novo, pois o que é certo mesmo é que os salários estão caindo, e se não conseguiram pagar com salário e estabilidade maior não vão conseguir agora.
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    O jogo é simples, o governo libera uma parcela do FGTS, pequena mas como em torno de 55% das dívidas estão entre R$500,00 a R$999,00 a parcela liberada do FGTS cobre de 100% a 50% das dívidas.
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    Toda esta engenharia que o governo está montando é para chegar até próximo as eleições, porém como ressaltei em outro comentário que virou um artigo, o que não está sendo levado em conta são dois fatores que tudo isto não resolverá, a produtividade da indústria e a baixa lucratividade das mesmas.
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    O governo pretende simplesmente torrar todas as reservas internacionais, baixando inclusive os impostos de importação, incentivar um comércio baseado na importação a custo baixo (tipo a das lojas do véio da Havan), e lá pelo fim de 2020 ou meio de 2021 estaremos no FMI como a Argentina chegou com o Macri.
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    Porém (de novo outro porém), o problema que se aproxima no nosso país com grande velocidade é igual o que já está acontecendo nos países europeus e nos USA, uma provável insolvência bancária com o desnudamento que os Bancos brasileiros irão sofrer, a queda de seus rendimentos devido as taxas de juros decrescentes que tenderão a zero e negativas na média (ou seja, a soma dos juros absurdos de poucos que pagam com a soma zero dos que não pagam).
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    Todo este imbróglio vai se transformar em breve no chamado momento de Minsky, pois tudo está indo nesta direção, por exemplo, a subida dos valores nas bolsas de valores, tanto aqui como nos USA sem que haja nenhuma sinalização que o capital investido valha realmente. O problema básico é que na atual situação o setor financeiro é o verdadeiro inimigo dos trabalhadores e junto com eles dos setores produtivos do capitalista (que ficaram dependentes dos lucros e do poder do capital financeiro). Assim, estamos na beira de uma crise do capitalismo que não é causada pela queda da lucratividade do capitalismo (que já caiu o que tinha que cair), mas sim na “fragilidade” das instituições financeiras que emprestaram de forma irresponsável a juros escorchantes no passado e com a queda das taxas de juros (juros dos que pagam menos os juros dos que não pagam) e cheias de dívidas vão sofrer os “momentos de Minsky” e não os “momentos de Marx”.

  14. A grande maioria convergiu para a sensação que mesmo resultantes de liberação de PIS e FGTS, os dados foram manipulados de forma a apresentar bom resultado, sendo então homologado pela parcela conivente midia e grupos de “mercado” que vem lucrando com a leniencia governamental no que tange à cobrança de suas dívidas, em alguns casos bilionários.
    No blog, em artigo mais à frente, o consenso para os quais os comentários convergiram parece ratificado.
    https://jornalggn.com.br/crise/lojistas-de-shopping-contestam-propaladas-altas-de-vendas-do-natal/

    Vale destacar que se a utilização de “médias simples” já é um problema para uma gestão eficaz, piora muito
    quando a responsavel pela informação, a Alshop, contestada responde que “..entidade esclarece que o crescimento declarado de 7,5% é nominal, correspondendo a um crescimento real de 3,6%, descontada a inflação de 2019″. Aliás pode ser menor pois o índicador de inflação vem se mostrando “administrado” para baixo.
    Uma média simples nao é dado confiável se não observado os extremos. Por exemplo, qual a media entre a cabeça no forno e o pé no gelo?
    Aqui mesmo nos comentários temos relato uma explosao de vendas atingindo 40%, que nem o missivista consegue explicar. Números como este teriam entrado no cálculo da média?
    Enfim, em se tratando deste governo, como eu já comentei no artigo do Nassif sobre dados de emprego, os indicadores apresentados se assemelham a uma melancia; verde por fora mas vermelho e cheio de caroço por dentro.
    E ai daquele gestor que ousar apresentar resultados reais. Estes são imediatamente substituídos por algum estrume do estoque.

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