Secretaria de Aviação Civil faz propaganda da Boeing nas redes sociais


Novo aviação comercial da Embraer, o 190-E2 – Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – Em meio à pressão para a consolidação da entrega da terceira maior fábrica de aviões do mundo, a brasileira Embraer, à norte-americana Boeing, a Secretaria de Aviação Civil do governo de Michel Temer divulgou em suas redes sociais uma propaganda da empresa americana.
 
“Você viu? O novo jato executivo terá autonomia de até 21.570 km, ou seja, mais da metade da circunferência da Terra! A aeronave será capaz de fazer, por exemplo, o trajeto Brasília Tóquio SEM ESCALAS PARA REABASTECER!”, esclamou a Secretaria de Aviação Civil, nas redes sociais.
 
A publicação divulgada no Twitter foi ainda acompanhada de uma matéria do portal Airway, que trata de notícias sobre a aviação, intitulada “Novo Boeing 777 Executivo poderá voar para qualquer destino no mundo”.
 
 
A matéria elenca as qualidades do jato executivo da empresa norte-americana. O nicho é hoje um dos principais e mais fortes da brasileira Embraer, conglomerado de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares, além de produzir peças aeroespaciais. 
 
Foi a partir da fabricação dos jatos executivos Legacy 600 e 650, que passou a ser cnsiderada uma das empresas que mais cresceram em exportações no ano de 2012, figurando como uma das maiores exportadoras do país entre todos os segmentos da indústria e a terceira maior fabricante de aviões no mundo, abaixo somente da Airbus e da Boeing. 
 
Em meio aos avanços da norte-americana para concluir a tentativa de fusão com a empresa brasileira, na semana passada, a Justiça Federal de São Paulo havia concedido uma liminar para impedir, temporariamente, o processo de transferência da Embraer para a Boeing.
 
Entretanto, a medida foi derrubada pelo desembargador Souza Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), nesta segunda-feira (10).
 
Se o caso é alvo de decisões ainda judiciais, o governo de Michel Temer, que será sucedido por Jair Bolsonaro, mostra que defende a entrega da brasileira para o controle da empresa dos Estados Unidos, hoje líder no segmento. 
 
 

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