Seminário da Escola de Economia FGV – 4

Luiz Carlos Mendonça de Barros
O Brasil tem um equilíbrio externo desproporcionalmente melhor do que a dívida interna.

Divida externa pública é negativa. Em 2009 a divida externa brasileira total será menor do que as reservas. Enquanto que a interna tem papel demais para dinheiro disponível.

O desequilíbrio entre a situação interna e externa será arbitrado de duas maneiras:

1. Prevalece o desequilíbrio interno, destruindo ao longo prazo o equilíbrio externo.

2. Ou vice versa

O investidor externo irá preferir comprar título em real, 10% real ao ano. Se acontecer e não for administrado, haverá outra rodada de valorização do câmbio, porque volume do dinheiro muito grande. Quando começar o efeito-manada, se não se prevenir, o desequilíbrio interno será corrigido do lado errado.

Luiz Carlos sustenta que, finalmente, se tem uma economia que começa a responder aos estímulos corretos de política econômica. Mas há que se ter capacidade de entender problemas corretos.

Até hoje o problema fiscal foi enxergado de forma míope, olhando só do ponto de vista da solvência do credor. Por isso se utilizou como balizador o superávit primário. O que levou vários ortodoxos a falarem com toda pompa: o governo tem uma política fiscal conservadora, sem avaliar que o governo aumentou a carga tributária de forma extraordinária, afetando a economia real.

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