Superávit primário atinge menor patamar em 18 anos

 
Jornal GGN – O superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) somou R$ 6,937 bilhões de janeiro a maio, segundo o Tesouro Nacional. Em valores corrigidos pela inflação, o resultado é 15,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado e o mais baixo para os cinco primeiros meses do ano desde 1997, quando teve início a série histórica.
 
Em maio de 2015, o resultado primário do Governo Central, em termos nominais, foi deficitário em R$ 8,1 bilhões, contra déficit R$ 10,4 bilhões em maio de 2014. Este resultado menos deficitário, quando comparado com maio de 2014, é explicado principalmente pelo decréscimo nas transferências do Tesouro Nacional a Estados e Municípios de R$ 1,7 bilhão. A queda das transferências foi devida majoritariamente à diminuição no item relacionado ao ajuste de complementação do Fundeb, o qual em 2014 ocorreu no mês de maio e em 2015 em abril.
 
Comparativamente ao acumulado até maio de 2014, também em termos nominais, houve decréscimo de R$ 12,7 bilhões (65,6%) no resultado primário do Governo Central, passando de um superávit de R$ 19,3 bilhões em 2014 para R$ 6,6 bilhões em 2015. Em proporção do PIB de cada período, o superávit primário passou de 0,86% nos primeiros cinco meses de 2014 para 0,28% do PIB em 2015. Esse resultado se deve principalmente à redução real da receita líquida total (-3,0%), reflexo dos efeitos conjugados dos indicadores macroeconômicos e das desonerações tributárias, uma vez que a despesa total se manteve em patamar próximo ao de 2014 (aumento de 0,2%). Apesar de negativo, o resultado apresenta melhora em relação a maio de 2014, quando o déficit tinha alcançado R$ 10,446 bilhões.
 
A preços constantes deste mês, comparativamente a 2014, houve decréscimo de R$ 14,4 bilhões (67,5%)  no resultado primário do Governo Central entre janeiro e maio de 2015, passando de um superávit de R$ 21,4 bilhões em 2014 para R$ 6,9 bilhões em 2015. Houve decréscimo real de 3% na receita líquida total, enquanto as despesas se mantiveram no mesmo patamar. Essa redução na receita líquida total é explicada pelo efeito conjugado dos indicadores macroeconômicos relevantes para a arrecadação tributária, das compensações tributárias e queda da receita de dividendos.
 
De acordo com a pesquisa, outro destaque ficou com o decréscimo real de R$ 7,1 bilhões (2,6%) nas despesas do Tesouro Nacional, que foi mais que compensado pelo aumento real de R$ 7,7 bilhões (4,8%) nas despesas da Previdência Social. As receitas do Tesouro Nacional apresentaram decréscimo real de R$ 19,4 bilhões (4,7%) e as transferências a Estados e Municípios diminuíram R$ 6 bilhões (5,6%) em relação ao acumulado de 2014. Em relação ao acumulado de 2014, as transferências a Estados e Municípios apresentaram, em seu conjunto, decréscimo real de R$ 5,9 bilhões (5,6%), passando de R$ 105,2 bilhões em 2014 para R$ 99,3 bilhões em 2015.
 
As despesas do Governo Central cresceram R$ 924,9 milhões (0,2%), mantendo-se no mesmo patamar do acumulado até maio de 2014. Vale destacar que esse aumento ocorreu no âmbito das despesas da Previdência, no montante de R$ 7,7 bilhões (4,8%), uma vez que as despesas do Tesouro Nacional apresentaram diminuição de R$ 7,1 bilhões (2,6%)
 
 
 
 
 

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