Vendas do varejo tem alta de 1,2% em fevereiro

Setor acumula redução de -7,6% ao longo de 2016

Jornal GGN – O comércio varejista brasileiro encerrou o mês de fevereiro com aumento de 1,2% para o volume de vendas e de 1,3% na receita nominal, segundo dados sazonalmente ajustados e divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado é considerado o mais alto desde julho de 2013 (3%), mas não compensou a queda de 4,1% acumulada nos dois meses anteriores.

Dessa forma, a média móvel trimestral (-1%) registrada em fevereiro permaneceu negativa pelo terceiro mês consecutivo. Na série sem ajuste sazonal, em relação a fevereiro de 2015, o volume de vendas do varejo recuou (-4,2%), décima primeira taxa negativa seguida nessa comparação, embora menos acentuada do que a observada em janeiro (-10,3%). No ano, o varejo acumulou redução (-7,6%) e nos últimos doze meses (- 5,3%), a taxa foi idêntica à do mês anterior.

A avaliação mensal (série com ajuste sazonal) foi acompanhada por quatro das oito atividades pesquisadas. O desempenho foi afetado, principalmente, por Móveis e eletrodomésticos (5%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).

No primeiro setor, o aumento veio após a perda (-13,2%) acumulada de dezembro e janeiro, e no segundo segmento, após três quedas consecutivas, acumulando (-3,7%). As outras taxas positivas foram em Combustíveis e lubrificantes (0,6%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,3%).

Já Tecidos, vestuário e calçados (-2,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,4); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%) recuaram nessa comparação.

Em relação a fevereiro de 2015, o volume de vendas do comércio varejista recuou (-4,2%), décima primeira taxa negativa consecutiva, sendo essa queda a menos acentuada dos últimos seis meses. Vale citar que fevereiro de 2016 (19 dias) teve um dia útil a mais do que fevereiro do ano passado (18 dias). O resultado deste mês foi acompanhado por taxas negativas em sete das oito atividades investigadas.

Por ordem de contribuição à taxa global, os resultados foram os seguintes: Móveis e eletrodomésticos (-10,9%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-11,4%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%); Tecidos, vestuário e calçados (-10,8%); Combustíveis e lubrificantes (-4,1%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-17,3%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-16,3%). A única atividade com impacto positivo no resultado global no varejo foi Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,2%).

Na série sazonal, as vendas apuradas ao longo de 2016 avançaram em dezessete das 27 unidades da federação, com destaque para os locais que avançaram acima da média brasileira (1,2%): Tocantins (3,3%), Paraná (3,2%), Espírito Santo (2,8%), Minas Gerais (2,5%), Rio de Janeiro (2,2%), Amazonas (2,1%), Amapá (1,4%) e São Paulo (1,4%). Por outro lado, as taxas mais negativas foram em Sergipe (-3,7%), Mato Grosso (-1,8%) e Rio Grande do Norte (-1,7%).

Em relação a fevereiro de 2015, o volume de vendas caiu em 25 das 27 unidades da federação e as taxas mais negativas foram no Amapá (-17,1%), Sergipe (-12,8%) e Amazonas (-10,8%), com recuos de dois dígitos. No entanto, as participações negativas mais intensas sobre a taxa do varejo vieram de São Paulo (-3,6%) e Rio de Janeiro (-6,5%).

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