Vendas no varejo perdem força após dois meses de alta

Queda de 1,7% em junho é a maior retração do ano e a segunda maior para o mês desde o início da pesquisa, em 2000

Foto: Reprodução

Jornal GGN – As vendas do comércio varejista caíram 1,7% entre os meses de maio e junho, a maior retração vista neste ano e a segunda maior para o mês desde o início da série histórica, em 2000. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com isso, o varejo apresenta um desempenho 2,6% acima do patamar pré-pandemia. No primeiro semestre, o setor acumula 6,7% e, nos últimos 12 meses, 5,9%.

Cinco das oito atividades que compõem a pesquisa recuaram na análise mensal, com destaque para o setor de tecidos, vestuário e calçados (-3,6%), que havia registrado aumentos em abril (16,3%) e maio (10,2%). Outros segmentos que perderam força foram outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,2%), e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%).

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Embora o setor de livros, jornais, revistas e papelaria tenha registrado um crescimento de 5% (o terceiro consecutivo), isso ainda não foi suficiente para o setor recuperar o que foi perdido em 2021 – a queda acumulada entre janeiro e junho chega a 22,8%.

Outras atividades que cresceram nessa comparação foram móveis e eletrodomésticos (1,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,4%).

No comércio varejista ampliado – que, além do varejo, inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção –, o volume de vendas recuou 2,3% em relação a maio, descontando assim parte do aumento de 3,2% registrado no mês anterior. Nessa comparação, veículos, motos, partes e peças variou -0,2% em junho, enquanto material de construção cresceu 1,9%.

No comparativo com 2020, o comércio varejista cresceu 6,3% em junho, o quarto crescimento consecutivo nesse indicador. Os resultados positivos foram disseminados por seis das oito atividades investigadas, com destaque para tecidos, vestuário e calçados (61,8%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (22,6%) e livros, jornais, revistas e papelaria (17,1%).

Na passagem de maio para junho, o varejo teve retração em 18 das 27 unidades da Federação, com destaque para Amapá (-16,7%), Rio Grande do Sul (-5,1%) e Mato Grosso do Sul (-4%). Entre os estados que tiveram crescimento destacam-se Ceará (2,5%), Espírito Santo (2,2%) e Pará (1,9%). Frente a junho de 2020, o varejo registrou resultados positivos em 23 unidades da Federação, em especial no Amapá (29,1%), Piauí (21,4%) e Acre (19%).

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